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Notícias de Mercado


Clima favorável. Os futuros de trigo caíram ontem na bolsa de Chicago com a especulação de que a condição seca do clima irá permitir aos produtores agilizarem a colheita do cereal nos Estados Unidos, o maior exportador mundial de trigo. Os papéis com vencimento em setembro fecharam em US$ 4,65 por bushel, desvalorização de 0,6 centavos de dólar. Na bolsa de Kansas, o pregão também foi de queda com o bushel a US$ 4,8975, queda de 0,5 centavos de dólar. Segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos citadas pela Bloomberg, em 20 de junho 17% do trigo de inverno estavam colhido nos EUA, aumento de 15% em relação ao ano anterior. No mercado do Paraná o dia foi de leve alta, 0,22%, com a saca a R$ 22,40, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná. (Valor Econômico)


Preços futuros do trigo negociado nos EUA cairam na sexta-feira
 
Pressão dos fundos. A pressão das vendas de fundos especulativos e os avanços da colheita do trigo americano de inverno acabaram jogando para baixo na sexta-feira os preços futuros do cereal negociado nos EUA - revertendo os ganhos de pregões anteriores. Na bolsa de Chicago, os papéis com entrega em setembro fecharam a US$ 4,7100 por bushel, com queda de 6,50 centavos. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a queda foi de 10,25 centavos, para US$ 4,9475 por bushel. De acordo com a agência Dow Jones Newswire, os fundos colocaram à venda estimados quatro mil lotes. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos ficou em R$ 22,35, com queda de 0,22%, segundo a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Estado. (Valor Econômico)


Redução do preço mínimo do trigo na época do plantio é ilegal, afirma Heinze
 
Diante do descontentamento dos triticultores quanto à medida do governo de reduzir o preço mínimo do trigo, o deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) promete ir as últimas instâncias para que a decisão aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na última terça-feira (22), seja anulada. Além do argumento de que a alteração irá desestimular a produção do cereal, o parlamentar gaúcho destaca que o ato não respeita a legislação que obriga a fixação do preço mínimo 60 dias antes do início do plantio. “Nos dois estados maiores produtores o cultivo já começou. No Paraná o trigo está sendo plantando desde março e no Rio Grande do Sul, em algumas regiões, desde maio”, enfatiza. Heinze baseia sua manifestação no artigo 5º, parágrafo 1º, do Decreto Lei n°79/1966. O deputado acrescenta que, além de afrontar as leis vigentes, a deliberação governamental frustrou os agricultores. “Além de ilegal, o novo preço surpreendeu aqueles que já plantaram. Por isso, não iremos concordar com isso”, ressalta. Ao defender a manutenção e até a ampliação dos valores da safra passada, Heinze evidencia que a triticultura apresenta inúmeros benefícios para o país. “Ao invés do desestímulo, o governo deveria incentivar essa cultura, pois ela propicia um manejo mais adequado do solo, aumenta a oferta de empregos em toda a cadeia produtiva e diminui a dependência das importações do grão”, afirma. (Agrolink)