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Óleo De Mamona Tipo 1
Código: 144
Unidade:Retails Products Business Unit
Descrição:
O óleo é o mais importante constituinte da semente de mamona, sendo o ácido ricinoléico o seu maior componente. O grupo hidroxila confere ao óleo da mamona a propriedade em álcool. Além disso, é um óleo bastante estável em variadas condições de pressão e temperatura.
Praticamente toda a produção da mamona é industrializada, obtendo-se como produto principal o óleo e como subproduto a torta de mamona, que tem grande capacidade de restauração de terras esgotadas.
A extração do óleo da semente completa (sem descascar) ou da baga ( semente descascada por meio de máquinas apropriadas). O método utilizado para extrair o óleo pode ser prensagem, a frio ou a quente, ou extração por solvente.
No caso do óleo medicinal, a prensagem das amêndoas é feita a frio, obtendo-se o óleo límpido, incolor e brilhante, livre do tóxico ricina, com baixo teor de acidez e impurezas. O óleo medicinal ainda deve passar pelos processos de refinação e neutralização, para que seja absolutamente isento de acidez e de impurezas.
Já para a extração do óleo industrial utiliza-se a prensagem a frio ou, de preferência, a quente, das sementes completas, obtendo-se óleo tipo standard límpido, brilhante, que pode ter, no máximo, 1% de acidez e 0,5% de impurezas e umidade, depois de refinado. O óleo industrial também pode ser obtido da torta resultante da extração do óleo medicinal.
De acordo com um estudo da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, as tortas gordas obtidas após a primeira prensagem, tanto do óleo medicinal como do industrial , são trituradas com solvente, aquecidas e novamente prensadas, obtendo-se óleo tipo comercial, cujos teores de acidez e de impurezas, depois do refino, não devem ultrapassar 3% e 1%, respectivamente. Esse óleo contém, ainda, remanescentes do solvente utilizado na extração.
Já o óleo bruto, obtido da prensagem das sementes, contém impurezas que devem ser eliminadas pela refinação, através de filtros-prensa . A torta resultante da última prensagem deve ser moída e transformada em farelo, rico em nitrogênio.
Segundo Beltrão, da Embrapa, a amêndoa representa 75% em peso da baga e contém entre 43% e 49% de óleo. "No Brasil, pode atingir até 70% da baga dependendo da variedade e da região", afirma.
O óleo de mamona pode ser classificado comercialmente da seguinte maneira:
Óleo Industrial Nº1
Óleo Industrial Nº3
Óleo Medicinal
Quando o óleo tiver como destino a exportação, deve-se observar as especificações do mercado importador . No caso do mercado norte-americano as exigências são as seguintes:
Óleo de Mamona Industrial Nº1
Óleo de Mamona Industrial Nº3
- Especificação

Óleo de Mamona Tipo 1
Análises
Especificações
Aspecto
Líquido Amarelo Ligeiramente Turvo
Viscosidade (25°C) Brookfield
630-890 cP
Densidade (25ºC)
0,955-0,965 g/cm3
Cor Lovbond ( 5 1/4”)
Máx. 40 A e 4V
Acidez como Ácido Oleico
Máx.1,00%
Umidade (Karl Fischer)
Máx.0,375% (3.750 ppm)
Índice de Iodo (Wijs)
81-88 cgI2/g
Índice de Saponificação
Mín. 175 mgKOH/g
Índice de Hidroxila
Min.155 mgKOH/g

- Aplicação
- Cosméticos
- Massas Vedantes
- Adesivos
- Fluídos de Perfuração
- Produtos Pirotécnicos
- Produtos Farmacêuticos
- Fluídos Hidráulicos
- Industria Têxtil
- Produtos de Limpeza e Polimento
- Poliuretano
- Solubilizante e Solvente Mutuo
- Plastificantes
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