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Produto: Farinha De Carne E Ossos


Código: 32
Unidade: Proteínas e Gorduras Animais
Descrição:

Este produto é originado do processamento industrial de tecidos animais, incluindo ossos. Deve ser isenta de chifres, casco e outras matérias estranhas à sua composição, bem como microorganismos patogênicos como: sangue, pêlos, conteúdo estomacal ou ruminal são admitidos nas quantidades inevitáveis nos bons métodos de processamento.
O Brasil produz toneladas de farinha de carne ao ano sendo que grande parte é produzida na região centro oeste e sudeste do país.
A farinha de carne é um produto utilizado em rações animais na sua maioria destinada à avicultura, suinocultura e uma parte em pet food. A partir de Julho de 1996 foi proibido por uma publicação do Dário Oficial
o uso deste ingrediente em rações de bovinos, ovinos e caprinos.
Grande parte da ração é consumida pelos estados do Sul do Brasil onde estão localizados as maiores indústrias produtoras de aves e suínos que juntas respondem por uma boa porcentagem do mercado de rações.
A farinha é um ingrediente que entra na formulação com fonte de proteína, fósforo, cálcio, gordura e seu alto teor de digestibilidade.

  • Farinha De Carne E Ossos
Ficha Técnica
Proteína mín 40%
Cinzasmáx 35%
Gorduras máx 10%
Fibra máx 2%
Humidade máx 10%
Acidez máx 6%
Fósforo mín 4%
Cálcio mín 8%
Tratamento

Este produto é originado do processamento industrial de tecidos animais , incluindo ossos. Deve ser isenta de chifres, casco e outras matérias estranhas à sua composição, bem como microorganismos patogênicos. Sangue, pêlos, conteúdo estomacal ou ruminal são admitidos nas quantidades inevitáveis nos bons métodos de processamento. 
Os estabelecimentos que elaboram farinha de carne/osso devem satisfazer as condições de higiene exigidas pelas normas sanitárias vigentes e atentar para itens tais como embalagens adequadas ( novas, com rótulo conteúdo descrição da empresa, data de fabricação, validade, peso padronizado, etc.). 
Porém tudo isso já não sendo um fator de diferença da farinha perante o mercado consumidor e sim um pré-requisito. Atualmente os produtores de ração cada vez mais preocupados com a qualidade das matérias-primas usadas pois delas dependerão o rendimento da criação animal. 
Há dois pontos críticos que registrem o uso da farinha de carne na ração: o problema da rancificação e o problema da contaminação pôr Salmonella. 
A rancificação nada mais é do que a oxidação da farinha de carne e este processo não pode ser impedido, apenas retardado. A oxidação é acelerada pela umidade, calor, ar, luz e metais. 
A farinha rancificada é tóxica para os animais, destrói as vitaminas A,C e E, destrói carotenos, insolubiliza as proteínas e diminui o crescimento dos animais. 
O teste de peróxidos mede a extensão da Rancificação das gorduras. 
A adição de um antioxidante à farinha de carne proporcionará um bloqueio no processo de rancificação e, permitirá uma maior "vida" ao produto. Isso permitirá que o produto dessa farinha possa comercializá-la em pontos distantes da graxaria sem o receio de que o produto chegue em mal estado no cliente e consequentemente seja recusado. 
É importante salientar que o custo de se agregar um antioxidante à farinha de carne, representará não somente um custo em si, mas sim um investimento que permitirá diferenciar o produto perante o consumidor o qual está cada vez mais exigente este, uma vez consciente do problema, estará disposto a pagar pôr um produto "protegido". 
Outro ponto crítico presente na farinha de carne é o problema da contaminação pôr Salmonella. 
A Salmonella não resiste às temperaturas de processamento da farinha (digestores), portanto, a contaminação somente ocorre após a fabricação do produto. A bactéria pode ser veiculada pôr insetos, utensílios contaminados (pás, caminhões, etc.) e inclusive pela manipulação humana. 
O problema da Salmonella faz com que muitos produtores de ração evitem o uso de farinha de origem animal. É condição fundamental para exportação de carne de frango a ausência total de Salmonella nas rações ministradas às aves. 
Mas como a farinha é uma matéria-prima de valor nutricional desejável pelos formuladores de ração, a solução encontrada é "protegê-la" contra contaminação através do uso de ácidos orgânicos. 
Enfrentamos atualmente um ambiente de globalização e consequentemente intensa competição entre empresas de todo o mundo. Isso faz com que nossos produtores busquem cada vez mais a eficiência para não perderem mercado. Portanto, deve-se estar preparado para as novas exigências do mercado.