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Produtos Químicos - Feed Ingredients

Farelo De Arroz

Cod.: 438 - Unidade: Feed Ingredients

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O farelo de arroz é um subproduto do polimento do arroz descascado para produzir arroz branco.
Existe uma abundante literatura sobre o farelo de arroz e seu óleo. Seu estudo mostra sérias dificuldades de utilização, dada sua característica de acidificar-se em poucas horas o que causa deterioração. Pôr outro lado é um polvilho demasiadamente fino que dificulta seu processamento.
O farelo de arroz é tradicionalmente usado como alimento animal e nunca como alimento humano. Durante o período se desenvolve calor e isto ativa enzimas que hidrolizam rapidamente o óleo. E produz um aumento considerável de acidez livre em poucas horas.
Estes ácidos graxos produzem um sabor ácido e desagradável. O óleo também é oxidado, o que agrega a ele odores e sabores rançosos. Além destas condições também perde componentes alimentícios valiosos como vitaminas, antioxidantes, etc.
Por isso, geralmente em regiões tropicais de alta umidade e alta temperatura, e também em condições precárias de higiene, o farelo de arroz se torna inaceitável como alimento animal em poucos dias.
Suspeita-se também que devido ao crescimento de fungos e/ou microorganismos, podem produzir toxinas.
Para evitar esta degradação tornou-se aplicar diferentes tecnologias para conservar seu valor alimentício, que fresco é muito valioso e pôr sua vez aproveitaria seu óleo comestível. Vários trabalhos científicos realizados nos últimos anos demonstram que o óleo de farelo de arroz tem características muito valiosas, principalmente no que se refere a seu poder de reduzir os níveis de colesterol nas pessoas.
O Dr. Orthoefer de Riceland foods e o Dr. Nicolosi da Universidade de Lowell, Massachusetts apresentaram um importante trabalho no Meeting da AOCS em Los Angeles em abril deste ano sobre "O Óleo de farelo de arroz, sua composição e características".

Concluíram que o óleo contido no farelo de arroz é responsável pela redução do colesterol, e que isto não é devido a sua composição, e sim pôr causa de seus componentes "em óleo" ou insaponificáveis, principalmente o conteúdo de "oryzanol". Chamamos de oryzanol a mistura de ésteres de ácidos felúricos com esteróis e álcoois triterpenos, isto quer dizer que um composto formando parte do conjunto dos "insaponificáveis"do óleo de farelo de arroz. O conteúdo é 2,0% em azeites crus e 1,7% em óleos degomados.
Mencionaram os efeitos negativos da refinação cáustica, comparada com a refinação física que provoca perda desta substância.
O Japão, pôr isso, o separam comercialmente no soapstock e a índia fez pesquisas na área médica sobre seu uso, com resultados favoráveis.
Dizem que o método usado para estabilizar o farelo também afeta o conteúdo de Oryzanol e portanto os resultados procurados.
O óleo cru tem insaponificáveis da ordem de 4.0 a 5.0% e logo depois de refinado mantém valores superiores a 3.0%.
O rendimento do farelo de arroz é de aproximadamente 8.0% e seu conteúdo de óleo é variável dependendo das razões geográficas, de variedades de sementes e também de formas de processo entre 14 a 18%. Isto significa entre 10 a 12 Kgs de óleo cru pôr tonelada de arroz processado.
Utilizando as velhas tecnologias torna-se muito difícil o aproveitamento deste óleo.
A extração do farelo de arroz é complexa e a refinação do seu óleo não é das mais fáceis, pôr sua elevada acidez, pôr seu alto conteúdo de insaponificáveis, pôr seu alto conteúdo de ceras (3,0%) e pôr sua elevada coloração, muitas vezes difíceis de controlar

Estabilização []

    A maior dificuldade do aproveitamento, sempre tem sido a forma de estabilizar o farelo de arroz imediatamente depois de produzido.
    Isso não é fácil nem tem sido fácil encontrar sistemas de estabilização simples de baixo custo de operação, que permitam reuni-los e transportá-los logo as plantas de extração.
    Em algumas regiões tentou-se processá-lo fresco desde os moinhos de onde se faz o polimento do arroz, até uma planta capaz de extrair seu óleo, mas a coordenação da operação é muito complexa e dificilmente se obtém resultados satisfatórios.
    À medida que aumenta a acidez, não só se reduz de maneira drástica os rendimentos: também se reduz a qualidade do óleo refinado obtido.
    Há uma regra utilizada pôr alguns processadores: com acidez inferior a 15% se destinam os óleos obtidos à produção de óleo comestível, com acidez superior eles são utilizados em aplicações industriais.
    Por tudo isso a primeira troca da velha a nova tecnologia, consiste em aplicar métodos de estabilização do farelo de arroz com capacidade adequada aos diferentes tamanhos dos moinhos arrozeiros instalados na região onde se pretenda proceder a sua recuperação.
    Os sistemas testados e hoje utilizados, são os que tem a estabilização como resultado da inativação das enzimas pôr meio de calor.
    O calor aplicado pode ser seco e também úmido. Os equipamentos que produz calor seco pôr meio de fricção, são os de pequena capacidade ( de 500 a 1000 k/hora ), muito adequados a pequenos moinhos arrozeiros.
    Os equipamentos que usam vapor são os expanders utilizados pela industria de óleo. São os de maior capacidade de processo seco, mais eficientes e, mas exigem maior investimento e a obrigatoriedade da instalação de uma caldeira, um fator que causa muita resistência entre os pequenos moinhos arrozeiros. Depois de seco e resfriado, o farelo de arroz fica por um mínimo de três meses, e também a aglomeração dos farelos facilita a operação da planta de extração.
    Dispondo do farelo de arroz estabilizado, é então possível pensar na instalação de uma unidade de extração.
    Devemos comentar que o farelo de arroz proveniente do polimento do arroz parbolizado, já está estabilizado pelo próprio processo e se mantém estável durante muitos meses. Temos experiência de três anos em seu controle e registramos que nunca sobrepassa 4,0% de acidez no final da safra.
    Outra característica do farelo é que seu conteúdo de óleo é muito mais elevado, oscila entre 25%, o que torna muito mais difícil de manejar e pôr isso se costuma adicionar-lhe 0,5% de carbonato de cálcio.

Uso do Farelo Fino []

    O custo de frete e o uso do farelo fino são fundamentais no estudo de custos.
    O farelo fino corresponde a 80/85% da matéria-prima, e muitas vezes o preço de venda é mais alto que o farelo natural, devido fundamentalmente a sua condição de estar estabilizado.
    Há resistência ao uso do farelo cru a acidificação e oxidação "queimam" as vitaminas naturais e as adicionais, e pagam mais pelo farelo fino, mesmo considerando seu menor valor calórico. Também se começam os testes para usar-se o farelo fino obtendo baixas condições necessárias como alimento humano, porém seu uso ainda não está difundido.

Ficha Técnica []

Outros produtos

INDICADORES

Valor Var(%) Valor Var(%)
Açucar R$ 51,79/sc 0,37% Algodão R$ 165,45/lp 0,24%
Arroz R$ 37,52/sc -0,13% Bezerro R$ 1,18/cab 0,00%
Boi R$ 143,55/@ 0,41% Café R$ 466,54/sc -1,57%
Milho R$ 28,36/sc -0,14% Soja R$ 62,37/sc 1,17%
Fonte: Cepea - Atualizado em: 21/11/2014

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