Produtos
Dióxido de Titânio
Código: 462
Unidade:Process Ingredients Business Unit
Descrição:
O dióxido de titânio, também conhecido como óxido de titânio (IV) ou titânia, é um óxido de titânio encontrado na natureza, cuja fórmula química é TiO2. Quando usado como pigmento, é chamado de titânio branco. É de se notar que este composto é utilizando em uma grande variedade de aplicações, da pintura e do protetor solar ao seu uso como corante alimentar.
- Especificação
Solubilidade em Água Insolúvel Forma pó Cor branca Forma Pó Odor Nenhum Densidade de vapor não é volá Ponto de fusão 1825ºC pH 4 – 10 Peso específico 3,6 – 4,3
- Aplicação
O composto de titânio mais importante sob o ponto de vista industrial é o dióxido de titânio que, pela sua extrema brancura e elevada reflectância, encontra largo uso como pigmento na fabricação de tintas, lacas, esmaltes, papel, borracha, têxteis, plásticos, cerâmicas e cosméticos.
- Tipos
- ANATASE E RUTILO (CR03, Dupont).
- Ficha de Segurança
INALAÇÃO
Caso o produto secar e em caso de inalação do pó, remova a pessoa para local arejado. Caso não esteja
respirando, aplique respiração artificial. Caso a pessoa esteja com dificuldades respiratórias, forneça
oxigênio e procure auxílio médico.CONTATO COM A PELE
Apesar do material não ser perigoso em contato com a pele, é recomendável lavar o local após o uso.CONTATO COM OS OLHOS
Em caso de contato, lave imediatamente a região afetada com água em abundância, por pelo menos 15
minutos, procure auxílio médico.INGESTÃO
Nenhuma intervenção é indicada uma vez que o produto não é perigoso por ingestão, porém, caso
ocorram sintomas anormais, procurar auxílio médico.
- Notícia - Dióxido de Titânio
- Dióxido de Titânio ( TiO2) é um dos mais importantes pigmentos brancos, que apresenta uma ampla faixa de aplicação, incluindo tintas arquitetônicas, industriais e de impressão; além de plásticos, borrachas, papel, alimentício, têxtil e fármacos. A mais importante propriedade de qualquer pigmento branco é a sua capacidade de tornar opaco e branquear o meio no qual é disperso.
O consumo desse produto no Brasil vem aumentando constantemente a cada ano. “Sob a perspective de longo prazo, o consumo de TiO2 no Brasil cresce 1% ou 2% acima do PIB. Porém, se observarmos um ano especificamente, pode ocorrer pontualmente crescimento ou redução em relação ao PIB, devido a movimentos de ajustes nos estoques. Avaliando o mercado em 2008,o consumo aparente cresce aproximadamente 14% sobre 2007. Parte deste crescimento deveu-se ao grande volume importado em 2007, que, devido a atrasos de embarque no quarto trimestre, acabou por ser contabilizado contra a demanda aparente do primeiro trimestre de 2008 e deduzido do mencionado trimestre de 2007, influenciando as respectivas bases de cálculo. No entanto, a forte demanda de 2008 foi a maior influência sobre o indicador”, afirma Ciro Marino, diretor comercial para América Latina da Millennium/Cristal Global.
Para Paulo Vieira, vice-presidente da DuPont Titanium Technologies América Latina, a experiência da empresa indica que há uma boa correlação entre o crescimento PIB e o consumo de TiO2. “ No Brasil, o consumo vem aumentando consistentemente a cada ano. De 2005 a 2008 o crescimento médio foi acima de 7%, o que representa mais de duas vezes a média global, de aproximadamente 3%. Estimamos que o mercado tenha crescido 5% em 2008, alcançando 155 mil toneladas, apesar das quedas de demanda no último trimestre.”
Helio Mori, gerente comercial da Ecoquimica – representante exclusivo da Lomon no Brasil -, também afirma que historicamente o consumo de dióxido de titânio vem crescendo em índice próximo ao PIB brasileiro, “porém, como a maioria das matérias-primas, foi afetado terrivelmente pela crise econômica financeira que assolou o mundo desde o quarto trimestre de 2008. Até o terceiro trimestre de 2008, o crescimento foi próximo a 5% mas com o fraco desempenho do último trimestre o crescimento de TiO2 não ultrapassou de 3,5%”.
Crise Americana
Infelizmente, a chegada da crise americana também afetou o mercado de dióxido de titânio no Brasil. “Com a expectativa de queda de demanda e preço das commodities que se formou no final do ano, o impacto da redução do crédito bancário e a desvalorização do real, houve uma preocupação generalizada com a produção de caixa, o que levou a uma redução de inventários em toda a cadeia. Calculamos que no quarto trimestre esse efeito tenha gerado uma queda de 34% na demanda de dióxido de titânio no mercado brasileiro em relação ao mesmo período do ano anterior”, revela Vieira, da DuPont.
Para tentar amenizar os efeitos dessa devastadora crise, a DuPont adotou algumas medidas, como, por exemplo, a rápida redução da produção para torná-la mais condizente com a nova demanda. “Além disso, mantivemos nossos inventários nos níveis compatíveis com a expectativa de demanda futura global. Estamos voltando nossas atenções ao caixa da empresa e conduzindo revisões semanais sobre a situação. Também estamos reduzindo custos a patamares compatíveis com o nível de produção que estamos operando.
Acreditamos que os programas de investimentos em produtividade que fizemos ao longo dos anos nos permitirão passar por estes momentos difíceis e emergir preparados para atender o crescimento futuro da indústria. Globalmente, somos o fabricante com o menor custo por tonelada de TiO2 produzido da indústria e estamos trabalhando para fortalecer ainda mais essa posição”, anuncia Vieira.
Na opinião de Marino, da Millennium/Cristal Global, os principais efeitos imediatos da crise mundial foram a disponibilidade de capital, as linhas de crédito e a liquidez dos mercados, que foram severamente afetados. “Como efeito prático, de forma geral, assistimos à urgente necessidade de ajustes nos inventários, tanto nos de produtos acabados, como nas matérias-primas, o que não foi diferente para o TiO2”. Ele ainda conta que a empresa sofreu todos os efeitos mencionados acima de forma intensa. “Os produtos importados de nossos concorrentes e respectivos contratos, que haviam sido negociados no período pré crise, não puderam ser cancelados. No último trimestre de 2008 havia muito produto em trânsito e em volume superestimados para a nova realidade. Como os clientes necessitam ajustar inventários, o fornecedor local acabou por receber o maior impacto destes ajustes. Como consequência, a alternativa foi reduzir a produção para níveis compatíveis com a situação presente. Operamos neste primeiro trimestre a cerca de 50% da capacidade. Vamos gerenciar estoques de matérias-primas e produtos acabados para otimização de nosso capital de giro até que o mercado encontre o seu novo ponto de equilíbrio”, desabafa Marino.
A Lomon também tomará medidas, como trabalho mais árduo, bem como investimentos em novas unidades para suavizar os momentos de crise. “A Lomon está expandindo sua fábrica de TiO2 (via sulfato) de 80 mil toneladas / ano, devendo atingir 200 mil toneladas / ano até o final de 2010. No mesmo ano de 2010 deverá iniciar também sua unidade de TiO2 (via cloreto) com 100 mil toneladas / ano, que deverá iniciar produção no segundo semestre de 2011. Portanto, com uma produção 300 mil toneladas / ano, será um dos grandes fabricantes internacionais de dióxido de titânio”, antecipa Mori.
Substituição
A prática da substituição do dióxido de titânio pela carga mineral com o objetivo de diminuir os custos das tintas ainda acontece no mercado brasileiro. Segundo Vieira, da DuPont, essa busca por aprimoramento do balanço entre qualidade e custo nas formulações sempre vai existir. “Nesse processo, procuramos enfatizar e demostrar que a utilização do produto de qualidade com maior valor agregado resulta num custo total menor para nossos clientes, e que o menor custo de aquisição do produto não apresenta necessariamente maior economia. Temos um largo histórico em demostrar a vários clientes grandes economias pela utilização de dióxido de titânio de alta qualidade, que proporciona maior cobertura, uniformidade de propriedades lote após, melhor dispersão e desempenho de entrega. Um exemplo disso é que recentemente lançamos no mercado o R-902+, que possui como proposta de valor uma dispersão mais fácil e processabilidade para nossos clientes, ou seja, menor custo total. A mensagem foi claramente compreendida e o produto já é líder de mercado.” Já para Mori, da Ecoquimica, essa prática é uma tendência em determinados fabricantes de tintas que atuam no mercado de baixo custo e qualidade.”Acredita que afetará no máximo 15% do mercado de dióxido de titânio.”
Marino, da Millennium/Cristal Global, explica que esse fenômeno ocorreu com grande intensidade entre 1999 e 2003, durante o período de depreciação do real frente ao dólar, que é a moeda utilizada na base de discussões de preço para o TiO2. “Porém, com a iniciativa e ações da Abrafati, por meio
de seu Programa de Qualidade, que define desempenho mínimo para as tintas imobiliárias, foram definidas normas que sustentam e justificam o valor e qualidade para produtos do setor. Desde então, notamos a reversão da tendência, pois o TiO2 é o responsável direto pela melhoria no poder de cobertura úmida e seca nas tintas de boa qualidade e essencial para atingir os requisitos das normas brasileiras de qualidade do setor de tintas imobiliárias. Além disso, também entendemos que há uma mudança de cultura e melhor compreensão por parte do consumidor final sobre a diferença entre preço e custo. Produtos de melhor desempenho reduzem o custo da mão-de-obra e, portanto, o custo total da pintura pode ser reduzido.”
Metas de Crescimento
A DuPont Brasil acredita que o crescimento do PIB será positivo em 2009, mas a uma taxa significativamente menor do que teve em 2008. “Além disso, a empresa tem grande participação no mercado agrícola, que tem resistido à crise e ainda possui um grande potencial para crescimento. Neste sentido, estamos flexíveis, mas trabalhando com uma meta de crescer pelo menos o dobro do PIB brasileiro este ano, como vem acontecendo desde 2004”, prevê Vieira.
A DuPont Titanium Technologies continua fortemente comprometida e empenhada em apoiar o crescimento sustentável de seus clientes no Brasil e em toda a América Latina. “Prova disso é que, mesmo em meio a um ambiente econômico extremamente conturbado, a empresa está investindo na construção de um laboratório em Paulínia (SP), que estará em funcionamento a partir do segundo trimestre e terá grande importância estratégica, contribuindo de forma significativa para a melhoria dos nossos serviços. Também é meta fundamental da DuPont Titanium Technologies estreitar cada vez mais o trabalho de coordenação com seus parceiros, para que o planejamento e a execução da cadeia de fornecimento sejam feitos da forma mais eficiente e menos custosa para todos. Estamos confiantes de que será possível emergir deste período de dificuldades com mais força e ainda mais relevância para os nossos clientes”, finaliza Vieira.
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