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Produtos

Óleo De Palma

Código: 609

Unidade:Palm & Lauric Oils Business Unit

Descrição:

    No Brasil, a planta que fornece o Óleo de Palma é a própria Palma, também chamada de “Palmeira do Dendê“. Já o Óleo de Palma é chamado de “Azeite de Dendê”, “Azeite de Dendém” ou “Óleo de Palma” mesmo. A Palma pode render anualmente até 5 toneladas de óleo, ou seja, de 5 a 10 vezes mais que qualquer outro cultivo comercial de óleo vegetal. 
     As condições climáticas ideais para o cultivo de Palma é de um clima tropical com temperaturas que variam de 24 a 32º C, bem distribuídos ao longo do ano e ensolarado com períodos chuvosos. A Malásia e a Indonésia se encaixam como tal e possuem o maior cultivo de Óleo de Palma do mundo. Já nas estufas, as sementes de palma são cuidadosamente selecionadas e germinadas sob condições controladas.
    A Palma é a única oleaginosa da qual se pode extrair dois tipos diferentes de óleos bem distintos: da polpa (mesocárpio) se extrai o Óleo de Palma e da amêndoa se extrai o Óleo de Palmiste. O grande crescimento do Óleo de Palma no mercado mundial também impulsiona o consumo e a produção do Óleo de Palmiste, já que a extração dos dois produtos é feita a partir do mesmo fruto. 
    Sobre a extração do Óleo de Palma, vários processos operacionais são utilizados para obter o produto acabado. No primeiro passo do processamento produz o óleo bruto, extraído do mesocarpo do fruto. Este, na sua segunda fase pode ser refinado ou também fracionado usando um processo de cristalização e separação simples, onde são obtidas frações sólidas ( estearina ) e líquidas ( oleína ). 
     Podemos extrair os seguintes produtos da Palma :

Óleo de palma bruto : 20%
Óleo de palmiste : 1,5%
Torta de palmiste : 3,5%
Cachos vazios : 22%
Fibras : 12%
Cascas : 5%
Efluentes líquidos : 50%

Processamento
    Os frutos colhidos no campo são transportados em caminhões e pesados na entrada da fábrica. Após, são transferidos para a rampa ou moega de recebimento onde são transferidos para os carros “ trolleys “ através de uma via de trilhos direto para o esterilizador. Os frutos são cozidos a uma temperatura de mais ou menos 135ºC sob pressão de 2 a 3 kg/cm2, por aproximadamente uma hora. Após esterilizados e cozidos os frutos passam pelo debulhador, onde ocorre a separação dos cachos e frutos.
    Os frutos são prensados mecanicamente por uma prensa contínua para a retirada do óleo do mesocarpo carnoso. O óleo cru obtido na prensagem é transferido para o desaerador, onde são retiradas as partículas pesadas, e depois clarificado e purificado para a remoção de umidade, sujeira e outras impurezas.
    As fibras e impurezas retidas na peneira voltam para a prensagem e o óleo bruto é transferido para o tanque de decantação através de bomba centrífuga. Neste tanque ocorre a separação do óleo e da borra. O óleo é transferido para o tanque de armazenagem. A borra é processada na centrífuga e transferida para o decantador secundário, onde após separação do óleo é transferida para lagoas. Todo o óleo separado da borra volta para o tanque de decantação.
    A torta resultante deste primeiro processo de prensagem é processada no transportador onde ocorre a secagem da fibra. A fibra seca é utilizada como combustível na caldeira a vapor. As nozes são polidas para retirada do resíduo das fibras. A seguir são transferidas para o moinho quebrador. As amêndoas são separadas das cascas. As cascas são destinadas para combustível ou matéria prima para carvão ativado. As amêndoas são armazenadas para posterior beneficiamento.
As amêndoas do fruto da palma são quebradas, a seguir são laminadas. A pasta produzida na laminação é cozida e prensada. O óleo bruto é filtrado no filtro prensa e a seguir transferido para o tanque de armazenagem, extraído mecanicamente ou por solvente. A torta é retirada do filtro prensa e armazenada em sacos.
   O processo clássico de refino físico continuo do óleo de palma, compreende três seções:

- Pré-Tratamento ácido
    O óleo bruto é bombeado, com a vazão indicada pelo fluxômetro, passando pelo trocador de calor de placas, onde é aquecido com vapor de baixa pressão. O óleo aquecido recebe ácido fosfórico alimentado através de bomba dosadora e a mistura passa por um misturador de disco e um tanque de reação. Após o tempo de contato, a mistura é bombeada para o desaerador, onde o óleo é secado, desaerado e tem a temperatura controlada adequadamente ao processo de branqueamento.

- Branqueamento
    O vaso branqueador é abastecido através de um extravasor interligado ao desaerador. Um silo de terra de branqueamento, equipado com dosador automático, dosa a terra de branqueamento ao óleo. O vaso branqueador é dimensionado para dar o tempo de residência e a agitação adequada, de modo a promover o contato ideal do óleo com a terra de branqueamento. A mistura é então bombeada para um dos filtros herméticos de folhas filtrantes verticais, onde a terra de branqueamento é removida. Finalmente, o óleo branqueado passa por um dos filtros de polimento, sendo descarregado em um tanque pulmão. O branqueamento do óleo é fito sob vácuo de 50 torr, gerado por um conjunto de ejetores/ condensadores, acionados por vapor.

- Destilação
    O óleo a ser destilado é bombeado do tanque pulmão, através de um trocador de calor de placas, onde é aquecido com vapor de baixa pressão. O óleo aquecido é pulverizado em uma câmara de desaeração. Em seguida é bombeado através de um trocador regenerativo de calor, onde troca calor com o óleo que sai. Em outro trocador, é aquecido com fluído térmico ou vapor saturado de alta pressão, até a temperatura de destilação/desodorização. 
    O destilador/desodorizador, submetido a vácuo de 3 torr, possui sistemas de bandejas internas, onde o óleo percorre um labirinto, com injeção direta de vapor. Do destilador/desodorizador, o óleo é bombeado através do trocador regenerativo, onde aquece o óleo a ser destilado, e em seguida, em outro trocador é resfriado com água.
    O óleo refinado, já frio, recebe uma dosagem de antioxidante, através de uma bomba dosadora e é homogeneizado no fluxo de óleo, através de um misturador estático, passando, em seguida, por um dos filtros de polimento final. Eventuais respingos de óleo do destilador/desodorizador são coletados em um tanque, para posterior reprocessamento. Os acidos graxos destilados são condensados em um lavador de gases, através de um fluxo de óleo ácido que é bombeado em circuito fechado, passando por uma troca de calor.

- Nutrição

    Como outros óleos e gorduras comestíveis, o Óleo de Palma e seus derivados, por exemplo, a oleína de palma e a estearina, são facilmente absorvidos e utilizados normalmente em nosso metabolismo. Cada grama de óleo concentrado tem uma densidade de energia equivalente a nove calorias e é fonte alimentícia útil que satisfaz nossas exigências de energias diárias. O óleo de palma tem uma composição de ácidos graxos que é de aproximadamente 51% insaturada e 49% saturada, enquanto a oleína de palma é mais de 56% insaturada. Esta composição de óleo provê para nossa exigência diária de ácido graxo essencial na forma de 11% de conteúdo de ácido linólico. Considerando um óleo comestível dietético de origem vegetal está essencialmente livre de colesterol. 
    Sua composição natural de ácido graxo também requer uma mínima modificação química para uso em uma grande variedade de formulação alimentícia. Isto é vantajoso em relação a todos os outros óleos comestíveis líquidos, pois estes requerem hidrogenação, resultando na formação de ácidos graxos trans, que pode danificar a saúde humana. Os fatores de risco para doenças coronárias é multifatorial e o consumo de óleo e gorduras podem influenciar no risco desta doença. Um esforço combinado de óleo de palma e oleína em dietas, mostra que não eleva o nível de colesterol no sangue e sim aumenta o colesterol bom HDL-C, modulando o de baixa densidade ( colesterol ruim ) LDL.
    Os ácidos graxos do óleo de palma e seus componentes secundários são inigualáveis em propriedades nutricionais. Os mais importantes destes são a vitamina E da palma que age como um antioxidante biológico que protege contra a oxidação e o processo de arteriosclerose. O óleo de palma bruto é a fonte mais rica em carotenóides com concentrações na ordem de 700-1000 ppm, ou seja 15 vezes mais do que presente na cenoura. Portanto, o Óleo de Palma sempre foi uma fonte segura e nutritiva de óleo comestível por milhares de anos e consumido mundialmente também como margarinas e shortenings-gorduras especiais. É excelente fonte de energia dietética, livre de colesterol, ácidos graxos e ácidos graxos insaturáveis-trans. Rico em carotenóides, vitamina e antioxidante, o Óleo de Palma inibe o crescimento de câncer, antibiótico, etc.
   O uso de vários processos tecnológicos, fracionamento, mistura, interesterificação, hidrogenação permitem ao refinador fazer produtos sob encomenda com a finalidade de satisfazer as exigências dos fabricantes de produtos alimentícios para consumo final, tais como, margarinas, biscoitos, gorduras para sorvetes, chocolates, bolos e outros. O Óleo de Palma também é utilizado na fabricação de cosméticos, produtos farmacêuticos, artigos domésticos e industriais. Além de, hoje em dia, o Óleo de Palma e Óleo de Palmiste serem muito populares para a elaboração de detergentes que não contaminam o meio ambiente e são biodegradáveis.

  • Óleo De Palma
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