Agronegócio precisa acelerar negociações diante do risco de protecionismo no pós-pandemia

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de um debate ao vivo sobre o panorama do agronegócio internacional na última sexta-feira (08). O encontro, promovido pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado federal (MDB/RS) Alceu Moreira, teve como convidados a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, e o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), embaixador Orlando Leite Ribeiro.

Os participantes discutiram a situação das exportações agropecuárias durante a crise do coronavírus, além dos desafios e tendências para o agro pós-pandemia, a atuação dos adidos agrícolas no exterior, iniciativas do setor privado e a possibilidade de parcerias com outros países.

“É um momento em que o agro precisa se posicionar no mundo. Temos uma demanda crescente, mas os setores menos tradicionais precisam de apoio. Temos visto um grande número de empresários procurando se capacitar para levar os seus produtos para fora. Com essa união podemos tirar alguma coisa positiva desse momento difícil que estamos passando”, afirmou Lígia Dutra. Orlando Ribeiro acredita que o Brasil deve aproveitar para ampliar negócios e conquistar novos mercados, pois existe a possibilidade de uma onda de protecionismo em muitos países. 

“Alguns governos deverão privilegiar o consumo doméstico em detrimento do importado. Precisamos aproveitar essa janela para expandir negociações e sair como um parceiro confiável, que em uma hora difícil não abandonou esses países”, disse.

Segundo o secretário do Mapa, houve queda das exportações do agro para todas as regiões do mundo, menos para a Ásia, que foi responsável por 52,5% do total. A China segue sendo o maior comprador do Brasil. Sozinho, o país representou 33,8% das exportações no primeiro trimestre de 2020 e superou a soma dos outros seis principais parceiros comerciais brasileiros (União Europeia, Estados Unidos, Japão, Hong Kong, Bangladesh e Arábia Saudita).

Ações – Para os debatedores não existe dúvida de que o Brasil já é um grande exportador e tem potencial para ampliar ainda mais a sua participação no mercado internacional, mas a necessidade de aprimorar pontos como a promoção comercial é essencial. Lígia destaca que a CNA vem desenvolvendo ações de internacionalização e promoção comercial de produtos agrícolas brasileiros, como o projeto Agro.BR e o programa de internacionalização do agro.

“A CNA abriu um escritório em Xangai e já tivemos mais de 60 empresas interessadas em exportar. Precisamos fazer um trabalho mais ambicioso, agressivo e conquistar esse espaço que já existe lá fora. Existem muitas oportunidades comerciais. O que está faltando é unir as pontas”, declarou ela. A necessidade de ampliar a capacidade produtiva para atender a demanda dos países e orientar os produtores para os processos de comercialização internacional também foram desafios apontados.

“Existe uma demanda lá fora, mas muitas vezes não conseguimos atender porque as nossas políticas públicas não foram capazes de direcionar investimentos e recursos para isso. A segurança alimentar é um dos maiores ativos do mundo e o Brasil pode ser o grande fornecedor mundial”, disse o deputado Alceu Moreira, que revelou a ideia de criar uma versão sul-americana da FPA para articulação e integração política entre os países do continente.

Na opinião dos participantes do debate, outro ponto que exige atenção é o fortalecimento da fiscalização agropecuária para garantir a segurança e a sanidade dos produtos, exigência cada vez maior do mercado externo. Eles também acreditam que a dificuldade para a realização de feiras internacionais vai impulsionar ainda mais a tendência das plataformas de comércio eletrônico.

Fonte: DATAGRO

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