Ano de 2020 é atípico e desafiador para avicultura do Rio Grande do Sul – Asgav/Sipargs


Imagem: Pixabay


Porto Alegre, 30 de novembro de 2020 – A Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul e suas entidades membros, Asgav e Sipargs, avaliam o ano de 2020 como ano atípico e desafiador por situações de extremo impacto, como pandemia, duas estiagens, distúrbios no mercado de grãos ocasionados por preços elevadíssimos e oscilações no mercado interno e externo de carne de aves, ovos e derivados.

Segundo as entidades, a pandemia da covid-19 redefiniu o plano de ações do setor e trouxe desafios, dificuldades, redirecionamento de investimentos e alterações de mercado. Segundo o presidente-executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, investimentos nas adequações das indústrias para adoção dos protocolos de saúde e segurança, chegaram a aproximadamente R$ 50 milhões nos primeiros cinco meses de pandemia no estado. “O setor priorizou e deu máxima atenção para preservar e proteger a saúde de seus colaboradores. O compromisso e responsabilidade de manter a produção de alimentos de fácil acesso a população, mesmo em tempos difíceis, foram e estão mantidos”, afirma.

Mercado Aves Natalinas 2020

A produção de aves natalinas no RS (incluindo a produção de carne de peru) para atender o mercado local, outros estados e exportação deverá ficar em aproximadamente 80 mil toneladas por ano. Somente de perus, no ano serão produzidas cerca de 3,6 milhões de cabeças, o que gera um volume de aproximadamente 35 mil toneladas. “O RS é o maior exportador de carne de peru do Brasil. Os preços médios das aves natalinas na indústria neste ano devem ficar em média em R$ 9,95 o quilo. A carne de peru deverá ficar em média R$ 17,00 o quilo. Estes preços registraram aumento médio de 16% em relação ao ano anterior com base no elevado custo de produção e nas dificuldades que o setor está enfrentando neste ano. O faturamento previsto será de aproximadamente R$ 1,1 bilhão com a venda destas aves, em torno de 22% superior ao ano anterior”, sinaliza Santos.

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Frango de Cort

O abate de frangos de corte da avicultura do RS em 2020 deverá ficar ao redor de 825,4 milhões de aves, registrando um tímido crescimento de 0,68% em relação a 2019. Já as exportações de carne de aves do RS deverão fechar o ano de 2020 na casa de 671 mil toneladas, 15% acima frente ao volume embarcado em 2019, de 579 mil toneladas. Para 2020, com uma gradativa recuperação das perdas registradas no ano passado, o faturamento com exportações poderá ficar em torno de US$ 920 milhões, um aumento estimado de 5 % frente às receitas obtidas em 2019, de US$ 875 milhões. O faturamento total do setor avícola gaúcho é estimado em R$ 16 bilhões/ano. O consumo de carne de frango no estado está estimado em 43 quilos, por habitante ano, dentro da média brasileira.

Indústria e Produção de Ovos

O Rio Grande do Sul é o 5o maior produtor de ovos do Brasil e o 1o exportador. O setor produz em torno de 3,5 bilhões de unidades de ovos por ano e deverá fechar 2020 com uma exportação em torno de 2,6 mil toneladas. O consumo per capita no RS está em torno de 257 ovos por habitante/ano, conforme apuração em dezembro de 2018. O RS conta também com duas indústrias de ovos processados (pasteurizados, líquidos e pó).

Avicultura do RS, perspectivas para 2021

O setor avícola do RS continua em plena expansão no estado, novos empreendimentos surgiram e outros estão por vir. A avicultura gaúcha vem há décadas empreendendo e investindo no Estado. No entanto, a fragilidade na produção de milho, que registra déficit anual na casa de 1,5 a 2 milhões de toneladas ano, retarda o desenvolvimento mais dinâmico do setor. O distúrbio na cotação de milho e soja, que é consequência de diversos fatores negativos detectados em 2020, como duas estiagens, pandemia e retração na oferta de grãos, devem mudar o comportamento do setor em relação à plataforma de produção no que se refere a custos e equilíbrio comercial. As compras futuras deverão se intensificar, a pressão por mecanismos de flexibilização de importação de grãos também será pauta permanente dos setores de proteína animal.

As culturas alternativas de inverno como por exemplo o trigo, triticale e sorgo para ração animal deverão receber atenção especial e serão objeto de discussão para viabilização de projetos na área. Um projeto de retomada de ações de implantação de vias ferroviárias da região Centro Oeste para o Sul do país foi desenvolvido e deverá ser apresentado aos governos federal e estadual para viabilizar melhor logística de abastecimento de grãos o sul do Brasil.

A avicultura do RS é a 3a maior produtora e 3a maior exportadora de carne de frango, está entre as dez maiores produtoras de ovos do Brasil e é a 1a exportadora. O setor tem peso considerável na balança comercial do estado e do país. A carne de frango está em segundo lugar na pauta geral de exportações do RS. No que se refere à sanidade, os investimentos e adoção de medidas de biosseguridade precisam ter atenção permanente para garantia de manutenção do status sanitário do setor avícola gaúcho e brasileiro.

Por fim, as estruturas de comissões e staff da organização avícola do RS e suas respectivas entidades, continuarão trabalhando intensamente nos temas atinentes a cada área do setor e seguindo plano de atividades interagindo com as câmaras equivalentes na ABPA, com o objetivo único de dar suporte, andamento nos pleitos, projetos e busca de soluções para as dificuldades e desafios que recaem sob o setor produtivo. As informações partem da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul.

Por Arno Baasch | SAFRAS & Mercado

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