COP28 aprova acordo para afastar países dos combustíveis fósseis

COP28 aprova acordo para afastar países dos combustíveis fósseis
Imagem: Pixabay

Após intensas negociações, a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas aprovou um acordo potencialmente histórico nesta quarta-feira (13), expandindo o calendário de trabalhos. O documento final reflete, pela primeira vez na história das conferências da ONU sobre o clima, a transição das nações dos combustíveis fósseis para fontes alternativas de energia.

Os Emirados Árabes Unidos, responsáveis pela formulação do texto, receberam aplausos pela aprovação do documento na COP28. O acordo exorta à transição justa e ordenada dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, acelerando a ação nesta década crítica. O objetivo é alcançar a neutralidade carbónica até 2050, seguindo recomendações científicas.

Ao evitar o termo “eliminar”, contestado pela OPEP e pela Arábia Saudita, o documento optou por “transição”, deixando uma brecha para a continuação da expansão dos combustíveis fósseis. Este marco é celebrado como um sucesso histórico, com os Emirados Árabes Unidos expressando orgulho por seu papel nesse progresso.

Estados insulares sinalizam “preocupações”


Muitos delegados de países celebraram o acordo como um avanço significativo. No entanto, os defensores da justiça climática e a Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS) afirmam que o texto ficou muito aquém do necessário e sinalizam “preocupações”.

“Vemos uma série de lacunas neste texto que são uma grande preocupação para nós. Vemos referências à ciência ao longo do texto, mas depois abstemo-nos de um acordo para tomar as medidas relevantes, a fim de agir de acordo com o que a ciência diz que temos que fazer”, diz a AOSIS.

“Não é suficiente fazermos referência à ciência e depois fazermos acordos que ignoram o que a ciência nos diz que precisamos de fazer”, acrescenta.

“Sentimos que o texto não proporciona o equilíbrio necessário para reforçar a ação global para a correção do rumo das alterações climática. É incremental e não transformacional”, aponta.

“Avançamos em relação ao status quo. No entanto, o necessário era uma mudança exponencial”, afirmou Anne Rasmussen, representante das ilhas Samoa e presidente da AOSIS.

Eliminação dos combustíveis fósseis “é inevitável”

O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou o acordo, destacando o reconhecimento inédito da necessidade de abandonar os combustíveis fósseis. Na COP28, Guterres enfatizou a urgência de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus Celsius, exigindo reduções drásticas nas emissões nesta década.

A ciência indica que limitar o aquecimento a 1,5 graus requer a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, reconhecido por uma coalizão de países. Guterres apelou, assim, ao fim dos combustíveis fósseis com justiça, afirmando que sua eliminação é inevitável, esperando que não seja tarde demais.

O secretário executivo da ONU para o Clima, Simon Stiell, saudou os resultados da COP28, alertando que os compromissos precisam ser cumpridos urgentemente. Ele enfatizou, então, a necessidade de avançar com a implementação do Acordo de Paris e instou os países a fornecerem novos contributos nacionais no início de 2025.

A então presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o acordo como o início da era pós-fóssil, destacando o apoio mundial aos objetivos da UE para 2030. John Kerry, emissário dos EUA para o clima, expressou otimismo em meio a conflitos globais, considerando o acordo uma razão para celebrar.

O presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou o acordo como um passo importante, afinal, comprometendo o mundo com uma transição sem combustíveis fósseis. A ministra francesa da Transição Energética, Agnès Pannier-Runacher, aplaudiu a vitória para o multilateralismo e a diplomacia climática, observando, assim, o apelo à saída gradual dos combustíveis fósseis.

Simultaneamente, o Brasil instou os países desenvolvidos a liderarem a transição energética e a fornecerem os meios necessários aos países em desenvolvimento. A ministra brasileira do Ambiente, Marina Silva, enfatizou, contudo, a importância de garantir a liderança dos países desenvolvidos e os recursos para os países em desenvolvimento.

Fonte: Datagro

Facebook
Twitter
LinkedIn

Aboissa apoia

Fique por dentro das novidades
e melhores oportunidades do
agronegócio – inscreva-se já!

Ásia

Arábia Saudita

Bangladesh

China

Singapura

Coréia do Sul

Emirados Árabes Unidos

Filipinas

Índia

Indonésia

Iraque

Jordânia

Líbano

Malásia

Omã

Qatar

Turquia

Vietnã

Hong Kong

América

Argentina

Bolívia

Brasil

Canadá

Chile

Colômbia

Equador

Estados Unidos

Guatemala

Ilhas Virgens Britânicas

México

Nicarágua

Panamá

Paraguai

Perú

Uruguai

Suriname

Venezuela

República Dominicana

Costa Rica

Cuba

África

África do Sul

Argélia

Camarões

Costa do Marfim

Egito

Libéria

Marrocos

Serra Leoa

Sudão

Quênia

Tunísia

Ilhas Maurício

Europa

Albânia

Alemanha

Bélgica

Bulgária

Espanha

Finlândia

França

Inglaterra

Italia

Lituânia

Polônia

Portugal

Rússia

Turquia

Sérvia

Suécia

Suíça

Ucrânia

Chipre

Estônia

Irlanda

Romênia

Oceania

Austrália

Nova Zelândia

Solicite uma cotação!

Preencha o formulário e obtenha atendimento para suas necessidades comerciais.
Nossos especialistas estão prontos para oferecer soluções personalizadas.

*No momento não estamos trabalhando com intermediários.

Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade.