Valorização das Matérias-Primas

Aboissa na mídia
Para o gerente comercial da unidade Ole­ochemical Products da Aboissa, Felipe Ca­margo, o mercado de biodiesel está em pleno desenvolvimento no Brasil e no mundo. Após o aumento da adição do biodiesel ao diesel a partir de março deste ano, o adicional de 2 pontos percentuais significa 3,7 milhões de toneladas de óleos/gorduras que serão consumidos no decorrer de 2018 para produção de biocombustíveis. Com essa medida, o setor tem a perspectiva de que ficará mais aquecido e um maior volume de soja-grão será processado no mercado interno, gerando mais investimentos, empregos e a comercialização de produtos de maior valor agregado. 

"A perspectiva é de um aumento significativo no consumo pelas matérias-primas de origem renovável e uma diminuição na capacidade ociosa nas esmagadoras, que é bem grande. As consequências devem ser de valorização das matérias-primas e uma participação cada vez mais consolidada do Brasil no cenário global de biocombustíveis", coloca Camargo.
Há também a redução da importação de diesel, o que será favorável para a balança comercial brasileira, assim como um aumento expressivo na oferta de farelo no mercado brasileiro, o que deverá reduzir o preço de forma substancial.


FOTO: Felipe Camargo (Aboissa Commodity Brokers)

O aumento na produção de biodiesel proporcionará ao país uma economia de US$ 2,2 bilhões com a substituição do diesel importado, a geração de empregos, a redução das emissões de GEE e um importante passo rumo à diversificação da matriz energética do país.
Para as operações da Aboissa, este é um setor muito importante, pois das dez unidades de negócios, cinco estão envolvidas com o setor, comercializando óleos/gorduras, glicerina, borras, ácidos graxos, metil ester e catalisadores. A empresa não produz biodiesel, mas está em contato com as usinas e com as fontes de matérias-primas na intermediação de negócios de compra e venda. 

Segundo a Ubrabio, a principal matéria-prima utilizada para a produção do biodiesel no país é o óleo de soja que corresponde a, mais ou menos, 69,9%. Na sequência vem gordura bovina (13,7%), materiais graxos (10,4%), dentre outros tipos de óleos/gorduras, como algodão, óleo de fritura recuperado, óleo de palma etc. "Mesmo sem metas claras para o crescimento do setor, acredito que o mercado seguirá avançando, pois o Brasil, sendo o maior exportador de soja-grão do mundo, naturalmente passará por um momento em que inevitavelmente reduzirá os volumes do grão exportado para processar e abastecer a demanda local", finaliza Camargo.

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Autor: Lia Freire | Fonte: Grupo Mídia | Edição: nº 30/2018