Corretoras: Parcerias estratégicas do mercado de reciclagem animal

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Para Caio Torres, Gerente Comercial da unidade Animal Profat da Aboissa, no mercado volátil de matérias-primas é fundamental ter rapidez nas tomadas de decisões, Levando em conta ainda a margem apertada dos subprodutos animais, afirma que uma tomada de decisão rápida é fator decisivo para estar entre o lucro e o prejuízo. “Trabalhar com corretoras é garantir essa decisão rápida e assertiva, com o benefício de contar com todo o conhecimento, experiência e networking em um mercado tão rico em particularidades.”



Com cerca de 60 colaboradores, a Aboissa tem uma infraestrutura segmentada em unidades de negócios. Cada uma delas é focada em uma família de produto, oferecendo um atendimento especializado ao cliente. Para o setor da graxaria, há a unidade Animal Profat, responsável pelo mercado de proteína e gordura animal. Cada equipe conta com um grande apoio e respaldo dos departamentos administrativos (Marketing, Financeiro, TI, Expedição e Recursos Humanos) que fortalecem a empresa a prestar um serviço com excelência na qualidade. Além disso, a corretora conta com parceiros e fonte de informações das principais agências do mundo como Reuters, Bloomberg , Agência do Estado (Broadcast), FCStone, Datagro, entre outras. “A Aboissa investe continuamente em tecnologia, no desenvolvimento da equipe e na garantia da proximidade com os clientes. Dentre muitos diferenciais, talvez o maior destaque é prestarmos o serviço completo. São informações privilegiadas sobre o mercado, realizações de negócios com a certeza das melhores condições comerciais e serviço de pós-venda muito bem alinhado com as questões operacionais. Além da agilidade também estabelecemos uma linha de conduta em que valores uma linha de conduta em que valores como transparência, honestidade e ética sempre serão presentes em nosso atendimento. Seguimos imersos no mercado, com isso, temos condições de desenvolver soluções e propostas muito mais apuradas com vantagens de economia de tempo e custo, e redução total de riscos. No pós-venda temos a responsabilidade de acompanhar todo o trâmite operacional até a chegada do produto e o pagamento do fornecedor, levando em consideração as particularidades de cada operação.”



A venda de gorduras ao setor de biodiesel teve uma importante representatividade para os negócios da Aboissa no primeiro trimestre de 2020. Esse mercado vinha com bastante força desde agosto de 2019. Atualmente, no Brasil, o índice da mistura de biodiesel ao óleo diesel é de 12%. Em fevereiro houve o leilão em que já se vislumbrava o aumento da mistura mínima de 11% para 12% consolidando ainda mais o mercado de biodiesel, colocando-o à frente do segmento de higiene de limpeza, representando em torno de 60% do volume de produtos oriundos da reciclagem animal. A partir de março, o consumo começou a mudar e sentir os reflexos da pandemia. Primeiramente pelo fato da queda no abate bovino, o cenário econômico forçou a queda no consumo, pelo mercado interno, dos cortes mais nobres (que são determinantes para justificar o abate) e a queda no consumo da Ásia, que possuía grande parcela do mercado externo dos frigoríficos.

Segundo o IBGE, houve uma queda de mais de 9% nos abates do primeiro trimestre de 2020 em relação ao ano passado. Mas, alguns frigoríficos apontaram reduções de 20% a 50% nos abates a partir do final de janeiro. No lado do mercado comprador, o setor de biodiesel registrou no último leilão, em abril, o nível mais baixo de volume comercializado desde junho do ano passado. Já no setor de higiene e limpeza embora tenha tido aumento na demanda de matéria-prima, o preço do sebo caiu. Mesmo com o alto consumo das saboarias não foi suficiente para absorver a oferta migrada do setor de biodiesel. No segmento de farinhas, a dinâmica se limitou a oferta e demanda. Com a baixa oferta de subprodutos houve uma grande escassez de farinha, forçando uma elevação no preços. “Havia uma grande expectativa para esse ano, já que o panorama macroeconômico despertava muito otimismo para todos os setores. Agora a situação é de incertezas e desafios. Os negócios irão demandar muita informação, disciplina, organização e planejamento. e é dessa forma que também esperamos seguir em frente com o mercado em uma fase que necessita de mais soluções. em nosso setor de corretoras esse cenário pode ser visto como uma oportunidade de nos mantermos mais proativos. Para as corretoras que se limitarem a preços e não se especializarem e buscarem entregar valor agregado não haverá espaço”, conclui Caio.

Fonte: Revista Graxaria Brasileira