Soja fecha com mais de 20 pts de alta em Chicago e preços acompanham no Brasil

Os preços da soja fecharam o pregão desta terça-feira (28) com mais de 25 pontos de alta na Bolsa de Chicago. As cotações seguem motivadas pelo cenário de clima extremamente desfavorável no Meio-Oeste americano e que tem causado muitas preocupações entre os produtores. Estimativas indicam que este ano poderá marcar o recorde de maior área sem ser plantada no país em função das adversidades climáticas. 

Assim, o contrato julho terminou o dia com US$ 8,56 por bushel, enquanto o agosto foi a US$ 8,62.

O mercado reflete não só as previsões de muita chuva nas próximas semanas nos EUA, mas também os elevados acumulados que foram registrados nos últimos dias, os quais continuaram impedindo o avanço do plantio norte-americano. 

De acordo com dados do Farm Futures, mais do que o dobro de chuvas esperado para a semana passada chegaram aos EUA, o que manteve o avanço do plantio 2019/20 ainda bastante tímido. Além disso, tais condições já causam também uma expressiva perda de qualidade das lavouras em todo o país. 

Para os próximos sete dias, de acordo com o mapa atualizado pelo NOAA, o serviço oficial de clima dos EUA, e válido até 4 de junho, os estados do Missouri, Oklahoma, Kansas, partes de Iowa e Illinois e das Dakotas deverão receber volumes de 25 a mais de 100 mm de chuvas.

MERCADO NACIONAL

Os preços no mercado brasileiro subiram de forma considerável, acompanhando os ganhos em Chicago e registraram um avanço de até 3,6%, como foi o caso e Assis, em São Paulo, onde o valor da saca ficou em R$ 72,00. 

Nos portos, as altas também foram importantes e variaram entre 1,86% e 2,47% entre as referências do disponível e para junho nos terminais de Rio Grande e Paranaguá, com os valores variando entre R$ 81,00 e R$ 83,00 por saca. 

Como explicou o diretor do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa, em entrevista ao Notícias Agrícolas, as fortes altas de Chicago não terão força para anular a escalada dos prêmios observada no Brasil nas últimas semanas, uma vez que a demanda maior segue focada aqui no Brasil. "A China não está comprando soja nos EUA, está comprando no Brasil", diz. 



Postagem | Marina Carvejani 
Autor | Notícias Agrícolas
Fonte | Notícias Agrícolas