Vitae Rural inaugura fábrica e prepara lançamento do bioinseticida CartuchoVIT

A Vitae Rural Biotecnologia inaugurou no mês passado sua unidade no município de Uberaba (MG) para a produção do CartuchoVIT. Trata-se de um bioinseticida específico para o controle da Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), que pode ser usada tanto no milho como em muitas outras culturas. 

O bioinseticida é produzido a partir do Baculovirus spodoptera em pó molhável na proporção de 50 gramas por hectare, em suspensão de 150 litros de água. De acordo com a fabricante, o produto provoca mortalidade de 90% nas lagartas e não existem relatos de resistência. A VR Biotech anuncia a intenção de produzir milhares de doses do Cartucho VIT ainda este ano, já para a próxima safra.

Paulo César Manara, proprietário do Grupo Vitae (composto pelas empresas Vitae Rural Homeopatia e Vitae Rural Biotecnologia) destaca que o projeto foi viabilizado com o apoio do Parque Tecnológico da prefeitura local, que intermediou a viabilização sanitária e regulatória do negócio. Ele destaca ainda que essa parceria deve facilitar a instalação, em breve, de um laboratório de biotecnologia.  

Para a formulação do bioinseticida, a Vitae Rural Biotecnologia utilizou pesquisa da Embrapa Milho e Sogro, de Sete Lagoas (MG). O desenvolvimento recebeu o apoio do pesquisador Fernando Valicente, que é engenheiro agrônomo Doutor em Entomologia – genética molecular, e pesquisador em controle biológico.

“O pesquisador tinha uma tecnologia que possibilita a fabricação de bioinseticida com o Baculovírus spodoptera (isolado 6). Então, celebramos um contrato de exploração de patente, para o desenvolvimento de produção industrial baseada nos parâmetros da Emprapa”, explica Manara.

A gestora do Parque Tecnológico de Uberaba, Raquel Resende, destaca a importância do lançamento: “Principalmente se tratando de um produto relacionado à saúde limpa, que é a marca dos produtos VR Biotech. Ganha o consumidor, que vai ter um produto sem resíduos químicos, que muitas empresas têm buscado”.

Fonte: Agrolink