Novos dados do USDA não evitam baixa no milho Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (12.10) baixa de 8,50 centavos de Dólar nos contratos de Dezembro/16, fechando em US$ 3,37 por bushel. As demais posições em destaque da commodity fecharam a sessão com desvalorizações entre 8,00 e 8,50 pontos.

 

Após iniciar o dia com viés de alta à espera do USDA, o mercado norte-americano do milho amargou perdas nas principais cotações dos futuros. Isso apesar de os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmarem as previsões do mercado de queda na produtividade da safra 2016/17 (de 184,57 sacas para 183,52 sacas por hectare), diminuir a produção total para 382,48 milhões de toneladas e os estoques para 58,94 milhões de toneladas.

 

Fonte: Agrolink

Suinocultura precisa criar alternativas ao desabastecimento, afirma CNA

Cenário não é bom para cadeia, podendo piorar com oferta restrita de milho

Apesar de o Brasil contar com uma Lei Agrícola (Nº 8171/91) que garante o abastecimento e a manutenção de estoques reguladores para o abastecimento da sociedade, o que o País dispõe é de apenas 850 mil toneladas de milho em estoque para qualquer emergência. Por conta disso e com a oferta restrita do grão, o cenário para o futuro da suinocultura brasileira não é bom.

Representantes da cadeia receiam que pode ficar pior, segundo conclusão apresentada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (04), em Brasília (DF).

Ecassez e alto preço da matéria-prima da alimentação do animal é grande responsável pelas dificuldades do setor (Foto: reprodução)

O assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, Brasília/DF), Victor Ayres, conta que o efeito do dólar nos preços do milho brasileiro, a oferta e a demanda regionalizadas do produto e a grande exportação do grão são fatores determinantes para que, este ano, o preço se mantenha em patamares elevados para o suinocultor.

Esta situação vem sendo mais “sentida” na região Sul do Brasil, que concentra 60% da produção brasileira de suínos.  “Temos que trabalhar por medidas de longo prazo para que o setor da suinocultura não fique vulnerável à volatilidade dos preços dos grãos”, frisa, lembrando também que a cadeia de grãos se organizou e conseguiu desenvolver medidas para capitalizar o produtor e proporcionar alternativas às baixas do preço. “Hoje, os produtores possuem armazenagem a campo, o que possibilita disponibilizar o produto em época de alta dos preços”, diz.

Para Ayres, a cadeia da suinocultura precisa seguir o mesmo exemplo e criar alternativas ao desabastecimento e não apenas esperar a intervenção do governo. Segundo conta, além de educação financeira e política agrícola que contemple melhor o produtor de proteína animal, é preciso colocar em prática políticas estaduais de autossuficiência na produção e armazenagem do milho nos estados deficitários.

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Educação financeira e política agrícola são algumas alternativas apontadas por Victor Ayres (Foto: reprodução)

O assessor técnico citou exemplos pelo mundo a serem seguidos pelo Brasil. A União Europeia (UE), que produz quase oito vezes mais carne suína que o Brasil, não sofre com a falta de milho para alimento dos animais porque naquele país é viável a substituição do insumo por outras fontes energéticas. “Nos países europeus também existe volatilidade do produto. Mas, eles conseguem sobreviver, pois a cadeia produtiva recebe subsídios diretos do governo”, pontua.

Ele também falou sobre a China, que tem população densa e também não sofre com a falta do milho. “O desabastecimento é a coisa mais séria para aquele país, eles já sofreram com a fome. As políticas de apoio têm prioridades para garantir o abastecimento”, fala, observando ainda que a China tem estoques de 103 milhões de toneladas do produto. “No Brasil, não desenvolvemos políticas para garantir o abastecimento interno”, afirma.

Fonte: CNA, adaptado pela equipe feed&food.

8 tecnologias para controlar a ferrugem asiática na safra de soja 2016/17

A ferrugem asiática é uma das piores doenças que comprometem a produção de soja no Brasil. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença causa amarelecimento e queda das folhas da soja e perdas de produtividade. Mesmo com o vazio sanitário da soja, medida que visa controlar a ferrugem, a doença não tem fim e exige monitoramento constante.

De acordo com o Consórcio Antiferrugem, já foram registradas 25 ocorrências de ferrugem asiática em soja voluntária ou “guaxa” na safra 2016/2017. Foram oito ocorrências no Paraná, 16 em São Paulo e uma no Mato Grosso (leia mais: Resistência da ferrugem da soja deve ser um problema na safra 2016/2017). Para ajudar o produtor a controlar a doença, a Successful Farming Brasil preparou uma lista com oito tecnologias disponíveis no mercado brasileiro para a safra 2016/2017. Confira:

 

Ativum™EC

Esse é um novo fungicida para o controle da ferrugem-asiática na soja lançado pela multinacional alemã Basf em julho deste ano. “A Basf oferece ao mercado agrícola um novo fungicida foliar, com triplo modo de ação que proporciona um excelente controle de ferrugem-asiática e outras importantes doenças, além de auxiliar no manejo de resistência dos fungos”, diz Elias Guidini, gerente de Marketing da Basf para a cultura da soja no Brasil.

Diferencial: o produto é ideal para o manejo de resistência. Segundo a Basf, o fungicida tem alta eficiência no controle de outras importantes doenças nas diferentes fases de desenvolvimento da soja, além de ser recomendado para o controle da ferrugem-tropical no milho, mancha-amarela e ferrugem-da-folha no trigo, entre outras culturas.

Mais informações: pelo SAC da Basf, no telefone 0800 0192500.

 

Azimut

Fungicida fabricado pela Adama, o Azimut controla de forma simples e eficiente as principais doenças, como ferrugem, cercospora e septoria.

Diferencial: a exclusiva proporção das moléculas que compõem Azimut, de Azoxistrobina e Tebuconazol, aliada à fórmula desenvolvida pelos melhores químicos israelenses da Adama, assegura amplo espectro de controle de doenças. O Azimut foi lançado no mercado em 2012. Mais informações: pelo telefone da Adama, (43) 3371-9000.

 

Cypress

O fungicida Cypress, lançado pela multinacional suíça Syngenta em agosto deste ano, age como um potencializador no manejo das doenças, entre elas a ferrugem asiática. De acordo com a Syngenta, trata-se de uma estratégica de dois ingredientes ativos: Ciproconazol e Difenoconazol.

Diferencial: além de eficácia, o Cypress garante conveniência. “Sua formulação proporciona fácil preparação da calda, não entope bicos de aplicação e não é facilmente lavado pela chuva, ao contrário da maioria dos fungicidas a base de Mancozeb, também conhecidos como fungicidas protetores”, diz Rafael Oliveira, gerente de portfólio de fungicidas da Syngenta. Mais informações: pelo telefone 0800 7044 304.

 

Elatus

É um fungicida produzido pela Syngenta em fábrica localizada em Paulínia (SP). Segundo a empresa, a tecnologia da formulação, somada às características dos princípios ativos de Elatus, também aperfeiçoa o transporte do ingrediente ativo para o tecido das plantas, permitindo que ele comece rapidamente a mover-se sistemicamente para proteger a cultura. O produto foi lançado pela Syngenta em 2014.

 
 

Diferencial: com tecnologia Pepite, desenvolvida pela Syngenta, o processo de produção desenvolve o fungicida Elatus como grânulos solúveis em água, que combinam as propriedades de manipulação de um líquido com a conveniência de um produto seco e sólido. Mais informações: pelo telefone 0800 7044 304.

 

Fox

Fox é um fungicida sistêmico que une ingredientes ativos dos grupos químicos estrobilurina (trifloxistrobina) e triazolintiona (protioconazol), fabricado pela multinacional alemã Bayer. Na cultura da soja, a tecnologia apresenta considerável espectro sendo eficaz no controle da ferrugem, oídio, doenças de final de ciclo, antracnose, mancha alvo e mela. Segundo a Bayer, o produto também é recomendado para as culturas do algodão, feijão, milho e trigo.

Diferencial: o fungicida apresenta ação preventiva e curativa, com combinação única de ativos que é ideal para a rotação de modos de ação e imprescindível nas primeiras aplicações. O lançamento da tecnologia foi em 2011. Mais informações: canal Converse Bayer, pelo telefone 0800 0115560.

 

Horos

Esse é um fungicida fabricado pela Adama, disponível no mercado desde 2012. De acordo com a Adama, Horos apresenta ótimos resultados para as diversas populações de ferrugem asiática existentes atualmente e o produtor não precisa se preocupar com qual ferrugem vai enfrentar.

Diferencial: a exclusiva combinação das duas melhores moléculas fungicidas, Tebuconazol e Picoxistrobina, aliada à fórmula desenvolvida pelos químicos israelenses da Adama, confere uma melhor absorção e redistribuição dentro da planta, atuando de forma mais efetiva que os fungicidas tradicionais, trazendo a eficiência necessária para o combate da ferrugem. Mais informações: pelo telefone da Adama, (43) 3371-9000.

 

Locker

Trata-se de um fungicida sistêmico para controle de doenças foliares, agindo no complexo de doenças da soja como a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhiz), mancha alvo (Corynespora cassiicola), mancha olho de rã (Cercospora sojina), mancha parda (Septoria glycines), oídio (Mycrosphaera difusa) e antracnose (Colletotrichum truncatum). Foi lançado pela FMC em 2012.

Diferencial: a principal característica do fungicida Locker é o efeito sinérgico e equilibrado de seus ativos, que proporcionam importantes benefícios como o amplo espectro de controle de fungos e excelente efeito residual. De acordo com a FMC, ao adquirir um produto com amplo espectro de controle, o produtor passa a ter um melhor manejo fitossanitário de sua lavoura. Outro diferencial do manejo é a indicação de posicionamento dos produtos ao longo do ciclo, de maneira a rotacionar ingredientes ativos. Mais informações: pelo telefone 0800 171787 ou pelo e-mail sac.apg@fmc.com.

 

Unizeb Glory

O fungicida Unizeb Glory foi lançado pela multinacional indiana UPL neste ano. É a primeira mistura de protetor com outros produtos sistêmicos desenvolvidos especialmente para o manejo da ferrugem na soja. Segundo a UPL, o fungicida atua de forma sistêmica na planta agindo na mitocôndria da célula do fungo e levando à parada do seu sistema respiratório. Assim, a tecnologia causa a morte do fungo através do esgotamento da energia da célula.

Diferencial: o Unizeb Glory atua em seis diferentes estruturas da célula do fungo causador da ferrugem ao mesmo tempo. Com isso, a tecnologia impossibilita a geração de resistência nas doenças. Além disso, outro diferencial é a Formulação WG, tecnologia “Spray – Dryer” que proporciona uma formulação altamente dispersível, com calda homogênea. Segundo a UPL, esse também é o único fungicida protetor com agentes que reduzem a fitotoxicidade de fungicidas preservando o potencial produtivo e mantendo as plantas mais verdes e saudáveis por mais tempo. Mais informações: pelo telefone (19) 3794-5600.

 

Fonte: sfagro

Para medir o leite com precisão

Uma importante ferramenta para uso do setor leiteiro foi desenvolvida pela Milkline Comércio Importação e Exportação Ltda.: um equipamento para medir, coletar e identificar amostras voltadas à produção de leite. A finalidade é proporcionar precisão na medição dos litros coletados e confiabilidade, erradicando adulterações na composição do leite mediante coleta de amostras confiáveis e com identificação. A sócia-proprietária Maria Lissette Lairihoy Silva relata que, em muitos países, os produtores são pagos pela qualidade do leite, reconto bacteriano (micróbios no leite) e reconto de células somáticas (SCC), indicador da saúde da ubre da vaca. "Acreditamos que, num futuro próximo, o leite do produtor brasileiro seja pago baseando-se nos mesmos critérios", destaca.

Maria Lissette afirma que o desenvolvimento do produto também é decorrência da necessidade que foi constatada do lançamento de um sistema de controle que proporcione maior eficiência para mensurar e identificar os produtos em sua fase primária de produção. Com a participação no Tecnova RS, a empresa levou adiante o projeto, que consiste em um sistema inovador de coleta de amostragem (2 frascos de 50ml por produtor) e com a amostra identificada por códigos de barras e lacrada. O compartimento das amostras é selado, permitindo a abertura só por pessoas autorizadas.

 
 

O equipamento também possui GPS para obtenção de posicionamento geográfico global e identificação do produtor. O sistema será gerenciado por um software que salvará os dados no hardware do caminhão e realizará a transferência em tempo real (via celular) às cooperativas. Todo o processo será feito sem nenhuma interferência humana, garantindo a confiabilidade.

Fonte: Agrolink

RS: Seminário apresenta oportunidades e tendências da hortifrutigranjeiros

Na manhã desta terça-feira, 4, o Galpão Morada Velha do Parque Municipal do Chimarrão, foi palco do II Seminário Regional de Hortifruticultura e teve como tema ´Oportunidades e Tendências para a Horticultura nos vales dos rios Taquari e Pardo`.

Entre as atrações, a palestra da professora Tatiana da Silva Duarte, que abordou o tema ´Inovações sustentáveis em olericultura: do ambiente protegido à enxertia`. Ela salientou a produção em ambiente protegido é uma técnica que os produtores estão adotando cada vez mais e que está em expansão acentuada no Rio Grande do Sul.

 
 

Flávio Cazarolli, consultor do Sebrae/RS, trabalhou o tema ´Gestão na propriedade rural` aliada à sucessão rural. Ele salientou que a sucessão rural é um tema que preocupa as famílias há vários anos e que ela tem duas linhas de trabalho. Uma delas tem a ver com a questão do direito, com herança, com patrimônio, com a divisão de bens. A outra é vista pela gestão do negócio, que está preocupada como dará continuidade às atividades da propriedade.

A produtora rural falou de sua experiência em produção orgânica de alimentos e o mercado. Para produzir, ela buscou o apoio de entidades e frisou que tem que gostar da atividade e sempre ter o foco voltado para agregar renda. 'É uma atividade onde a gente trabalha muito e precisa ter boa remuneração', destacou.

 

Fonte: Folha do Mate

Soja volta a cair após altas expressivas Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (04.10) baixa de 9,50 centavos de Dólar no contrato de Novembro/16, fechando em US$ 9,635 por bushel. O contrato de Janeiro/17 desceu 8,75 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Março/17 desvalorizou 8,50 centavos de Dólar.

 
 

O mercado norte-americano da soja teve um dia de perdas nas principais cotações dos futuros, devolvendo os altos ganhos obtidos nas sessões anteriores. Trata-se de um movimento técnico de ajuste de preços, porque os fundamentos seguem estáveis, com demanda aquecida por um lado e safra recorde por outro.

 

Fonte: Agrolink

 

Colheita da soja supera expectativas do mercado nos EUA

A colheita de soja da safra 2016/17 deu um salto de nada menos que 16 pontos percentuais em uma semana, atingindo 26% da área projetada. O índice divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) veio acima do esperado pelos participantes do mercado, que projetavam em 23%. 

Com a instabilidade climática observada em setembro, a colheita norte-americana ficou bem abaixo dos números observados em 2015, quando nessa mesma época já haviam sido colhido 36% da área de soja. O avanço desse ano, porém, está praticamente dentro da média dos últimos cinco anos (de 27%). 

 
 

De acordo com o USDA, as lavouras de soja “boas ou excelentes” condições permaneceram em 74%. Há também 19% de campos em condições “regulares” e 7% “ruim ou muito ruim” - números inalterados em relação à semana passada. 

 

Fonte: Agrolink

FMC lança Capture 400 EC para controle do percevejo bronzeado e vespa-da-galha

A FMC Agricultural Solutions lançou nesta quarta-feira (05.10) o inseticida Capture 400 EC para o controle do percevejo bronzeado e vespa-da-galha em eucalipto. De acordo com a fabricante, o produto possui “rápido controle que minimiza as perdas em madeira, ação prolongada que diminui a reentrada na floresta e tem flexibilidade de aplicação, podendo ser usado no viveiro e no campo”. 

O Capture 400 EC é classificado como um inseticida acaricida de terceira geração composto por nova molécula, que atende a legislação e possui segurança no uso e conformidade com as auditorias. Trata-se do primeiro produto registrado no Brasil para o controle do percevejo bronzeado do eucalipto.

“O registro do produto para o eucalipto possibilita a alta eficiência para o controle eficaz do Percevejo bronzeado e da Vespa-da-galha. São aplicadas baixas doses por hectare, com alto rendimento operacional, propiciando agilidade na aplicação e economia para o produtor”, destaca o gestor de Contas & Desenvolvimento Florestal da FMC, Fábio Marques.

Ele explica que essas pragas são de difícil identificação, devido à altura da planta, e por isso a aplicação aérea contribui para seu controle efetivo. “Queremos trazer conveniência para facilitar o dia a dia do produtor e garantir sua produtividade no campo”, justifica. 

 
 

Pragas

O Percevejo bronzeado é uma praga que tem causado danos em plantios de eucalipto em todas as regiões brasileiras devido ao seu hábito alimentar sugador. Os sintomas causados por ele incluem clorose, prateamento, bronzeamento, desfolhamento e morte de plantas. Os adultos possuem coloração marrom, com áreas mais escuras no hemi-élitro e sua longevidade é de até 35 dias, mas depende da espécie e dos clones de eucalipto. 

Já a Vespa-da-galha ataca as brotações das mudas de eucalipto em viveiros e árvores em campo. Em casos de altas infestações, pode ocorrer a deformação das folhas, redução no tamanho das árvores, secamento dos ponteiros e atraso no crescimento de mudas e árvores, podendo comprometer a produtividade. O inseto mede de 1,1 a 1,4 mm de comprimento, com coloração marrom escuro com brilho metálico verde-azulado especialmente na cabeça e no tórax. 

Fonte: Agrolink

Argentina reativa ferrovias para exportar via Oceano Pacífico

Uma solução de médio prazo foi encontrada para os problemas de transporte no Noroeste argentino. Uma velha ferrovia que conecta a província de Salta, na Argentina, com os portos de Antofagasta e Mejillones, no Chile, começou a ser reativada.

A estimativa do governo argentino é reduzir em um terço os custos de transporte para a Ásia pelo Oceano Pacífico. Nesse primeiro momento, a ferrovia transporta até 500 toneladas por semana, principalmente insumos para produção de minerais, e é operada pelas empresas Belgrano Cargas (Argentina) e Ferronor (Chile). 

Na província de Salta recentemente foi encontrada a maior reserva de lítio do mundo, que deve ser explorada pela empresa Pan American Silver em investimento de US$ 1 bilhão, com objetivo de exportação principalmente para a China. Paulatinamente a ferrovia exportará mais produtos agrícolas, como soja e milho, deixando a província de Salta mais competitiva nesse tipo de produção.

 

Fonte: Agrolink

Governo brasileiro prepara intervenção no mercado de trigo

A Consultoria Trigo & Farinhas afirma que o governo brasileiro prepara intervenção no mercado de trigo. A informação surgiu inicialmente na última reunião da Câmara Setorial Nacional do Trigo, em Brasília, mas ganhou corpo na última sexta-feira (30.09), quando foi enviada uma Carta Circular da Conab recomendando que os armazenadores, moinhos, cooperativas e cerealistas atualizassem os registros dos seus armazéns. 

Os termos em que se dará esta intervenção ainda não foram perfeitamente definidos. De acordo com a T&F, existem duas possibilidades concretas: A primeira seria a aquisição pelo próprio governo de uma parte da produção para a formação de estoques reguladores, hoje inexistentes. A segunda pode ser um auxílio para o escoamento do excedente da safra gaúcha em direção aos moinhos do Nordeste. 

“Antes de qualquer decisão, os técnicos da Conab deverão apresentar ao Conselho Monetário Nacional uma Nota Técnica explicando a situação e a necessidade de uso do dinheiro público nesta circunstância. E os técnicos estavam (estão?) esperando a definição da safra de trigo no Rio Grande do Sul para emitir esta Nota. O início da colheita do trigo no RS está previsto para meados de outubro até meados de dezembro”, conclui o analista sênior da T&F, Luiz Carlos Pacheco. 

Fonte: Agrolink

Menos alimentos apresentam resíduo de defensivos fora do limite

Subiu para 73% no primeiro semestre de 2016 o percentual de conformidade dos alimentos no Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama), da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A melhora foi de sete pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, quando era de 66%. 

Isso significa que menos alimentos apresentaram “inconformidades”, como índices acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR), ingredientes Não Autorizados (NA), ou mesmo uma combinação dos dois (LMR+NA), além de ingredientes Proibidos. A verificação é feita com tecnologia de rastreamento desenvolvida pela empresa PariPassu.

Segundo Giampaolo Buso, diretor comercial da empresa, apenas 3% dos resultados estão acima do LMR. “Neste cenário, o ingrediente ativo é correto para a cultura, mas houve alguma falha no respeito à carência ou à concentração do ingrediente ativo”, explica.

Por outro lado, 21% das amostras apresentaram ingredientes ativos não autorizados para determinada cultura. “É importante destacar que boa parte dessas culturas, em que averiguamos esse uso de ingredientes ativos não autorizados, já estão sendo beneficiadas com a ampliação do suporte fitossanitário pelo governo”, destaca Buso.

Nos casos em que o programa identifica ingredientes não autorizados (NA) e ingredientes acima do limite (LMR), é aplicada a Política de Correção do Rama. O procedimento a partir daí conta com plano de ação apoiado pelo poder público, através de órgãos como a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Neste ano o Rama apresentou crescimento de 23,1% no volume de frutas, verduras e legumes (FLV) rastreados nos seis primeiros meses do ano na comparação com 2015. O programa monitora e rastreia no Brasil uma média mensal de 80 mil toneladas de frutas, legumes e verduras desde o ano de seu lançamento, em 2011.
 
“O Programa RAMA atinge uma média de 1 milhão de toneladas rastreadas por ano, o que para nós da ABRAS é motivo de muito orgulho, em especial pelos serviços que prestamos aos consumidores, apoiando a redução do consumo de agrotóxicos no País. Nosso objetivo é disseminar ainda mais esse programa para que mais empresas varejistas participem e melhorem continuamente a qualidade dos produtos oferecidos”, afirma Marcio Milan, superintendente da Abras.

Fonte: Agrolink

EUA devem liberar exportações de limão argentino

Uma das grandes notícias do ano que vem para a Argentina deve ser a liberação das exportações de limão para os Estados Unidos. A informação é de Gonzalo Tanoira, presidente da empresa San Miguel – uma das maiores produtoras de limões do país vizinho. 

“Estamos nas etapas burocráticas finais do processo para liberar nosso limão nos EUA. É muito factível para a próxima colheita. O investimento da Coca-Cola (clique AQUI para saber mais) também é importante como fator de aumento da demanda. O que vem acontecendo no país é muito importante para [a província de] Tucumán e o desenvolvimento regional em geral,” afirmou Tanoira.

A produção atual de limões da Argentina é de 1,65 milhão de toneladas anuais, com um valor total de US$ 600 milhões. Nada menos que 95% desse total é destinado à exportação, e 90% é produzido na província de Tucumán.

Falando no Fórum de Investimento e Negócios da Argentina, o diretor-executivo da agroindústria Molinos Rio de La Plata, Amancio Oneto, defendeu que o país vizinho precisa aproveitar a abertura deste mercado para desenvolver mais marcas fortes. “Nosso único produto que está em todo o mundo é o vinho, que possui grandes rótulos. Isso é realmente agregar valor e poder dar empregos de qualidade. A geração de valor e de empregos com exportação de produtos sem marca é baixa demais”, sustentou.

Fonte: Agrolink

Coca-Cola aposta na produção de cítricos da Argentina

A gigante mundial Coca-Cola está de olho no potencial produtivo de cítricos do Norte da Argentina, especialmente em função da capacidade da província de Tucumán e das reformas do novo governo, que facilitaram as exportações. Em função disso, o CEO global da empresa, Muhtar Kent, anunciou investimentos de US$ 1 bilhão em uma fábrica de sucos na região. 

“Há cerca de 30 anos, ninguém sabia que Tucumán produzia limões. Hoje, essa província já é responsável por 80% da produção mundial industrializada de limões e ainda tem muito para crescer,” afirmou o executivo. Ele esteve presente no Fórum de Investimento e Negócios da Argentina – chamado de “Mini Davos” – uma grande aposta do presidente Maurício Macri para atrair investimentos privados ao país vizinho.

O CEO da Coca também revelou que esteve em uma grande reunião com funcionários e fez importantes elogios às recentes mudanças na Argentina. “Eu disse aos meus funcionários que nunca houve um melhor momento para ser argentino. Conheço Macri desde que era prefeito de Buenos Aires. Precisamos de mais gente como ele no mundo,” animou-se Kent, que emprega de forma direta mais de 15 mil pessoas no país.

O executivo revelou ainda que a empresa busca ações para diminuir o impacto do uso da água em suas fábricas: “Em 2020 buscamos a neutralidade, que é, em outras palavras, para cada litro de água que utilizamos, estaremos devolvendo um litro de água limpa”. A Coca-Cola consome 400 mil litros de água anualmente.

Fonte: Agrolink

Leite: Captação crescente e fraca demanda derrubam preço após 7 meses de alta

Cepea, 30 – Após subir por sete meses seguidos e atingir recordes reais, o preço do leite ao produtor caiu em setembro. Além do aumento na captação, observado na maioria dos estados pelo terceiro mês, a fraca demanda interna foram os principais motivos das quedas nos valores. Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço médio recebido pelo produtor na “média Brasil” (sem frete e impostos) foi de R$ 1,5257/litro, redução de 3,2% (ou de 5,1 centavos) em relação a agosto. Mesmo com a queda, a cotação ainda acumula alta de 50,8% no ano, em termos reais (valores deflacionados pelo IPCA de agosto/16). O preço bruto médio do leite (que inclui frete e impostos) também caiu 3,2% de um mês para outro, passando para R$ 1,6377/litro em setembro. As médias calculadas pelo Cepea são ponderadas pelo volume captado em agosto nos estados de GO, MG, PR, RS, SC, SP e BA.

A captação de leite aumentou em quase todos dos estados analisados, refletindo a recuperação das pastagens, favorecida pela chegada das chuvas em algumas regiões, e o início da safra no Sul do País. De julho para agosto, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) aumentou significativos 6,2%, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com significativas altas de 11,76% e 11,37%, respectivamente. A exceção ficou por conta da Bahia, onde o volume captado permaneceu praticamente estável (ligeira queda de 0,08%), sustentando as cotações.

Para outubro, representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea apontam nova queda nos preços do leite. A maioria dos agentes entrevistados (96,2%), que representa 99,8% do leite amostrado, indica que haverá baixa nos valores. Outros 3,8%, que representam 0,2% do volume amostrado de leite, acreditam em estabilidade. Ninguém espera alta de preços para o próximo mês.

No mercado de derivados, a demanda enfraquecida, diante dos elevados patamares de preços nos últimos meses, e os estoques elevados em algumas regiões, pressionou os valores dos produtos lácteos. Os preços médios do leite UHT e do queijo muçarela negociados no atacado de São Paulo em setembro foram de R$ 2,49/litro e R$ 19,20/kg, respectivamente, quedas de 23,1% e 8,41% em relação às médias de agosto. Com o cenário de quedas intensas nos últimos dois meses, a variação acumulada do leite UHT desde o início do ano passou para 6,3%. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Gráfico 1: ICAP-L/Cepea – Índice de Captação de Leite – AGOSTO/16. (Base 100=Julho/2004)

Leite
            - Cepea - Setembro

Fonte: Cepea-Esalq/USP e PTL-IBGE.

Tabela 1. Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquido) em SETEMBRO/16 referentes ao leite entregue em AGOSTO/16.

Leite
            - Cepea - Setembro

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Tabela 2. Preços em estados que não estão incluídos na “média Brasil” – RJ, MS, ES e CE

Leite - Cepea - Setembro

 

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Gráfico 2: Série de preços médios pagos ao produtor - deflacionada pelo IPCA

Leite
            - Cepea - Setembro

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Fonte: Cepea

Syngenta pede rápida aprovação da nova lei de sementes na Argentina

O presidente da Syngenta para América Latina Sul, Antônio Aracre, afirma que a Argentina precisa de uma nova lei que proteja a propriedade intelectual de sementes. Falando com exclusividade ao Portal Agrolink, o executivo apontou que cerca de 80% dos produtores daquele país fazem uso próprio de sementes sem pagar pela tecnologia. 

O projeto de lei que está sendo discutido por membros do governo, deputados, agricultores e produtores de sementes busca uma legislação que prejudique o menos possível as partes. Se aprovada antes da próxima colheita, Aracre prevê que os investimentos no setor de biotecnologia decolem na Argentina.

“Temos uma lei que já tem mais de 40 anos. Em todo esse tempo houve uma transformação brutal da tecnologia. Precisamos gerar uma boa lei, que possa valer por pelos 20 anos mais e gerar um significativo número de novos empregos,” projeta Aracre. Ele prevê a criação de 100 mil postos de trabalho apenas na cadeia de soja com uma lei que remunere melhor as empresas por pesquisa e desenvolvimento.

 

Fonte: Agrolink