Soja em alta no Brasil com demanda aquecida

Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quinta-feira (14.02) com preços médios da soja subindo 0,78% nos portos e 0,88% no interior. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, o movimento se deveu à maior demanda da China em comprar mais soja brasileira – o que elevou prêmios e preços no Brasil. “Num dia em que Chicago caiu 13 pontos ou 1,42% e o dólar caiu mais 0,34% como explicar os preços da soja [em alta no Brasil]? Pelo aumento dos prêmios, que subiram 5 cents/bushels para março, 3 cents para abril e 2 para junho que, por sua vez, responderam a uma pressão da demanda chinesa sobre a soja brasileira que continuou nesta quinta-feira”, aponta o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco. 

Segundo ele, também foram renegociados contratos “no mercado de papeis”, como os traders chamam, em Paranaguá de vários lotes para março e maio. Os prêmios praticamente dobraram em Paranaguá nos últimos 30 dias, passando de + 35 para +70 sobre março e junho. Com isto, os preços subiram nos portos sobre rodas para R$ 78,63, elevando os ganhos de fevereiro para 2,01% e para R$ 73,69/saca no interior, elevando os ganhos do mês para 1,99%.
 
FUNDAMENTOS
As chuvas iminentes e intensas sobre o Centro do Brasil são reafirmadas nas atualizações climáticas de hoje, aponta a Consultoria AgResource: “Os totais pluviométricos se intensificam para um patamar entre 50-80mm acumulados entre 14 e 19 de fevereiro. Além do mais, este padrão parece se expandir por todo o Sul do país e MATOPIBA, com índices semelhantes”. 

“Em exceção ao Rio Grande do Sul, a grande maioria da soja de primeira safra já está em período de reprodução avançado ou maturação, sendo que estas chuvas não trariam um impacto significante na melhor produtiva à nível nacional. Já visando a segunda-safra, onde o plantio segue a todo vapor, os níveis de umidade de solo e conforto vegetal tem se elevado, proporcionando um bom início de desenvolvimento. Na Argentina o cenário continua preocupante frente a falta de chuvas nos próximos 5 dias, pelo menos”, conclui a ARC Mercosul.

Fonte: Agrolink | Autor: Leonardo Gottems