Guerra comercial favorece exportações de algodão

A disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos pode acabar favorecendo as exportações de algodão do Brasil, segundo informou o mais novo relatório divulgado pelo Rabobank. De acordo com o texto, a robusta produção esperada para essa safra resultará em grande oferta de volume que deve ser direcionado ao mercado externo.

“A estimativa é que a China importe 2,2 milhões de toneladas de pluma no ciclo 2019/20 (agosto/19 – julho/20), volume 25% maior que o período anterior. A manutenção da taxa de importação de 25% sobre o algodão dos EUA importado pela China, deve dar suporte aos prêmios de exportação no Brasil”, diz o Rabobank.

Isso porque, a safra brasileira de algodão caminha para sua reta final antes da intensificação da colheita nos principais estados produtores, e a perspectiva de produção recorde se fortalece no campo. “Apesar de problemas pontuais, como chuvas acima do padrão histórico em abril e maio, além de elevada nebulosidade terem impactado negativamente a produtividade de algumas regiões. O Rabobank estima que o Brasil produzirá 2,6 milhões de toneladas de algodão em pluma no ciclo 2018/19”, completa.

“O mercado doméstico passa por uma recuperação gradual, refletido pelo crescimento econômico lento do país. Segundo o USDA, o consumo brasileiro de algodão deve alcançar 780 mil toneladas na safra 2018/19, 3% superior em relação ao último ciclo, porém ainda abaixo das 915 mil toneladas do período pré-crise de 2015”, indica.

No entanto, o relatório indica que, “em função das chuvas de abril/maio, em algumas regiões, os cotonicultores devem optar por ampliar o ciclo da cultura das lavouras mais precoces. O intuito é estimular a formação de maçãs do ponteiro, o que pode postergar o início da colheita e, consequentemente, o beneficiamento do algodão”.





Postagem: Marina Carvejani
Autor: Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink