Soja segue em alta com demanda chinesa Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (06.12) alta de 4,25 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/17, chegando a US$ 10,4775 por bushel. O contrato de Março/17 subiu 5,50 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 5,00 centavos de Dólar.

Mais um dia de ganhos nas principais cotações dos futuros do mercado norte-americano de soja, sustentado pela forte demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos. A China segue comprando grandes quantidades de grãos, e há expectativa de que o próximo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) tenha viés altista.

 

Fonte: Agrolink

Após disparada, milho estabiliza nos EUA Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (06.12) alta de 1,25 centavo de Dólar nos contratos de Março/17, fechando em US$ 3,6050 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com valorizações entre 0,75 e 1,50 ponto.

 

Após fortes altas na abertura da semana, o mercado norte-americano do milho registrou uma sessão de leves ganhos nas principais cotações dos futuros. A demanda internacional pelo cereal dos Estados Unidos segue aquecida, mas os ganhos são limitados em função da conclusão da colheita recorde na safra 2016/17.

 Fonte: Agrolink

Agricultura digital está próxima de “estouro da bolha”

“Vai acontecer com a agricultura digital o mesmo que aconteceu com a própria Internet em meados de 2000, 2001, com empresas quebrando. É um período de depuração”. A afirmação é de Bernhard Kiep, especialista em agricultura digital, da Pessl Instruments, que palestrou no AgTech Forum, realizado na última semana em São Paulo (SP).

De acordo com a ABStartups (Associação Brasileira de Startups) o País conta hoje com aproximadamente 70 empresas de agricultura digital. Apenas neste ano o segmento registrou um aumento de 70% sobre 2015, com projeção de que esse número triplique até o final do ano que vem.

 

Kiep analisa que não haverá espaço para tantas startups, porque “ainda é difícil encontrar no Brasil quem combine botina no pé e dedo no clique. Agricultura digital não é como criar um Waze ou um Uber. No campo, lidamos com plantas, animais, é um ambiente diferente, com muitas variáveis a mais”.

Segundo ele, só sobreviverá neste mercado “uma solução que comprove redução de custos”, e não quem “prometa que vai aumentar a produtividade da lavoura”. Na avaliação do especialista, o caminho não é o “Big Data”, e sim o “Right Data”, ou seja, tecnologias que tragam informações relevantes e diferenciais para o produtor rural.

 

Fonte: Agrolink

Caem negócios de commodities na BM&FBovespa em novembro

Foram negociados 136.908 contratos futuros e de opções sobre futuro de commodities na BM&FBovespa no último mês de novembro. O resultado representa baixa de 12,43% na comparação com os 156.330 contratos futuros e de opções registrados em outrubro de 2016. 

O número de contratos de milho negociados no período foi de 72.301, entre futuros e opções, ante 69.307 no mês anterior. O boi gordo fechou o período com total de 41.174 contratos negociados em novembro, ante 62.970 em outubro. O café arábica tipo 4/5 encerrou novembro com 14.409 contratos, enquanto em outubro o total foi de 12.920. 

O contrato futuro de soja (CME) registrou negociação de 6.032 contratos em novembro, ante 6.651 no mês anterior. O etanol hidratado registrou 1.513 contratos negociados, ante 2.521 em outubro.

 

Títulos do agronegócio

Em novembro, o estoque de títulos do agronegócio registrados na BM&FBovespa totalizou R$ 136,53 bilhões, ante R$ 139,69 bilhões em outubro. O estoque de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) totalizou R$ 130,29 bilhões, ante R$ 132,68 bilhões no mês anterior.

 

Fonte: Agrolink

Microxisto, eleita entre as melhores empresas de fertilizantes

Pelo segundo ano consecutivo a MicroXisto aparece no ranking da Revista Globo Rural entre as melhores empresas do Agronegócio. No ano de 2015 a empresa foi eleita a 8ª melhor no setor, e na edição de 2016 subiu três posições, sendo eleita a 5ª melhor empresa no setor de Fertilizantes. Esse resultado vem consolidar a evolução e posicionamento da Microxisto, que já vem ganhando destaque devido ao lançamento de novas tecnologias e inovações oferecidas no segmento de fertilizantes foliares.  

A Microxisto agradece a todos os clientes pela confiança e parceria, essenciais para alcançarmos tais resultados. Isso nos motiva a seguir buscando novas tecnologias, pautadas em qualidade e bons resultados a campo. 
 

Fonte: Agrolink

Trigo/Cepea: Cotações do farelo e das farinhas caem com força

Os valores do farelo e das farinhas de trigo vêm registrando quedas acentuadas na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Para o farelo, os recuos estão atrelados às desvalorizações do trigo em grão, à maior oferta do derivado – devido à elevação no processamento – e à menor demanda pelo produto por parte das indústrias de ração, em decorrência da melhora nas condições das pastagens. Além disso, segundo colaboradores do Cepea, a queda nas cotações do milho também influencia as desvalorizações do farelo de trigo.

 

No mercado de farinhas, os preços têm sido pressionados pelas vendas em ritmo lento. Conforme agentes de moinhos, compradores adquirem o derivado apenas quando há necessidade, já que o consumo dos produtos finais segue sem reação expressiva. Além disso, a baixa dos preços de trigo e a boa oferta desta matéria-prima estimularam pequenos moinhos que estavam parados a retomar o processamento. Assim, esses agentes estão mais flexíveis e vendem a farinha a preços inferiores, principalmente na região Sul. 

 

Fonte: Cepea

Produtores de milho safrinha têm incremento médio de 25% de produtividade por meio das Soluções Integradas Syngenta

Cerca de 1500 agricultores participaram desta edição do PIN – Programa de Produtividade Integrada da Syngenta -, voltada à cultura que ganha cada vez mais importância no Brasil

 
Criado com o propósito de incentivar agricultores brasileiros a alcançarem novos índices de produtividade a partir da aplicação dos protocolos da Soluções Integradas Syngenta, o PIN – Produtividade Integrada – contou pela primeira vez com uma edição que envolveu separadamente cerca de 1500 produtores de milho safrinha. Em um evento realizado em Comandatuba, na Bahia, a empresa premiou os 14 agricultores que obtiveram os melhores rendimentos em suas lavouras, tendo atingido resultados médios de 138 sacas por hectare, contra uma média nacional de 75 sacas por hectare.
 
Os bons resultados dos participantes foram viabilizados por meio das soluções integradas Granotop e Integrare Milho. A primeira envolve produtores ligados a cooperativas e tem como foco, além do aumento de produtividade, requisitos específicos com relação à qualidade do grão, uma vez que seu destino costuma ser o da indústria. Desenvolvida após um longo período de estudos conduzidos em parceria com a Universidade de Santa Maria (RS), a solução Granotop é integrada por híbridos, tecnologias e processos que visam ampliar a qualidade da ração que é originada a partir dos grãos e, consequentemente, do frango que chega à mesa dos consumidores. 
 
A solução Integrare Milho, que envolve as revendas e tem procolos muito similares, também viabiliza o aumento de produtividade por meio de processos acompanhados, do início ao fim, pela assistência técnica prestada por profissionais Syngenta.
 
“É importante ressaltar que a aplicação das Soluções Integradas Syngenta tem como objetivo viabilizar o alcance de mais produtividade usando menos recursos e insumos, atentar para o cuidado ambiental e assegurar que os produtores envolvidos recebam orientações sobre a correta aplicação de tecnologias, de forma totalmente alinhada aos pilares que compõem o nosso Plano de Agricultura Sustentável, The Good Growth Plan”, afirma William Weber, gerente de marketing da unidade Sul da empresa. 
 
A área total abrangida por esta edição do PIN foi de 93 hectares de plantação de milho safrinha, envolvendo os estados do Paraná (principalmente da região oeste) e do Mato Grosso do Sul. “Nosso objetivo é que no ano que vem tenhamos o dobro dessa área”, adianta William.
 
Com a palavra, alguns dos vencedores
 
Primeiro colocado pela Copacol e grande campeão desta edição do PIN, Elci Dalgalo afirma que “a tecnologia e as aplicações bem orientadas pelo time Syngenta, que também me auxiliou com processos corretivos de solo, fizeram com que eu alcançasse esse ótimo resultado de 181 sacas por hectare em minha lavoura – uma média histórica na cultura”.
 
Tendo colhido 170 sacas por hectare, Jurandir Alexandre Lamb conquistou o primeiro lugar entre os participantes da Copavel. “O acompanhamento técnico que recebi e a excelente resposta da tecnologia e dos híbridos utilizados me renderam 25% a mais em média de produtividade. Estou muito satisfeito com o resultado”, afirma.
 
Destaque entre os produtores da C. Vale, tendo colhido 142 sacas por hectare, Nelson Neiverth declara que “não apenas colhi mais, como aprofundei meus conhecimentos nas melhores técnicas de plantio. Participei do PIN pela primeira vez e agora vou participar sempre”. Assim como Pasqual Monsani, campeão pela LAR, que por conta do aumento de 20% que obteve em sua produção, está certo de que vai ampliar a área destinada ao programa no próximo ano.

 

Fonte: Agrolink

Cautela para recuperar as perdas

Os produtores da região Centro-Oeste do país deram início à temporada 2016/17 com bastante cautela. Com a quebra na safra passada, principalmente por culpa da falta de chuva causada pelo El Niño, muitos seguraram os investimentos em tecnologia para tentar reduzir custos e conseguir recuperar prejuízos. O diagnóstico é da Expedição Safra, projeto que faz um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos e, ao longo de novembro, percorreu as lavouras de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

No ciclo 2015/16, o clima castigou os três estados do Centro-Oeste brasileiro. A falta de chuva, em especial na época de enchimento dos grãos, resultou na perda de áreas inteiras. “Alguns produtores nem conseguiram colher a safrinha porque não justificava tirar o milho do campo com produtividade de 10 sacas por hectare, sendo que o índice normal é de 100 sacas/hectare. Os produtores estão receosos na região toda, tentando se recuperar do tombo da safra passada”, aponta o integrante da Expedição, Antônio Senkovski.

Em Goiás, estado que mais sofreu com perdas durante a segunda safra, muitos produtores seguraram os investimentos em adubação. “Em vez de colocar 100 sacas de adubo, colocaram 80, o mínimo para ter um bom resultado. Um pouco por receio de que o cenário do ano passado se repita, mas também porque boa parte ainda precisa quitar dívidas”, destaca Senkovski. As cooperativas goianas estão tentando renegociar contratos de venda antecipada do ciclo anterior e usar a próxima safrinha como pagamento.

Em Dourados (MS), os agricultores também estão tendo que refazer as contas, pois o custo de produção cresceu entre 30% e 35% desde o último ciclo. Conforme apuração da Expedição Safra, o reajuste nos gastos se deve, principalmente, ao aumento do uso de defensivos para combater ervas daninhas. Segundo Senkovski, os produtores que não fazem rotação de cultura ou cobertura do solo durante o inverno, estão tendo que fazer três aplicações somente antes de entrar com a semente da soja.

Se na temporada passada o vilão foi o El Niño, neste ciclo o clima promete uma trégua. Com a confirmação da ocorrência de La Niña moderado, até o momento, não faltou chuva para o plantio. Em algumas regiões, o período chuvoso chegou antes do esperado, possibilitando a antecipação do calendário. Segundo Senkovski, a região de Nova Mutum e Campo Novo do Parecis (MT), e no norte do Mato Grosso do Sul, a semeadura da soja foi antecipada em até um mês. “É um recorde histórico. Nunca se plantou soja tão cedo”, ressalta o integrante da Expedição Safra. Com a antecipação, produtores e cooperativas esperam ganhar rendimento na safrinha, composta principalmente por milho, milho pipoca, semente de girassol, algodão e sorgo.

 

Fonte: Agrolink

Soja cai pelo dia nos EUA Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quinta-feira (1º.12) baixa de 2,50 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/16, chegando a US$ 10,2975 por bushel. O contrato de Março/17 desceu 2,25 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 desvalorizou 3,50 centavos de Dólar.

 

Pelo terceiro dia consecutivo o mercado norte-americano de soja teve perdas nas principais cotações dos futuros, dando sinais de que a demanda começa a ser direcionada à América do Sul. Mesmo assim, as quedas foram limitadas em função dos últimos reportes de vendas para exportação, especialmente para a China.

 

Fonte: Agrolink

Brasil tem meta de triplicar produção de biocombustíveis até 2030, diz fonte

O Brasil trabalha em um plano que deverá traçar uma meta inicial de triplicar a produção de biocombustíveis do país até 2030, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto nesta quinta-feira. A expectativa é que a iniciativa, que vem sendo chamada de RenovaBio, ajude o país a chegar a 2030 com uma produção de aproximadamente 100 bilhões de litros de biocombustíveis por ano, adiantou a fonte, sob a condição de anonimato porque o plano ainda não é público.

A meta é válida para etanol, biodiesel e biocombustíveis em geral. Em 2030 os números já consideram o país produzindo maior volume também de biogás e bioquerosene para aviação, cuja oferta local é hoje praticamente nula. "Será uma revolução no setor", disse a fonte, que adiantou que o plano deverá focar principalmente uma agenda microeconômica para alavancar investimentos e emprego na área de biocombustíveis.

 

Na segunda-feira, autoridades do Ministério de Minas e Energia afirmaram que o plano RenovaBio será apresentado aos agentes do setor de biocombustíveis em uma reunião agendada para 13 de dezembro na sede da pasta. O cronograma do governo prevê a abertura de uma audiência pública sobre o plano em 2017. A ideia é que após esse processo de consulta o RenovaBio seja submetido a apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que reúne autoridades federais do setor de energia, em meados do ano que vem.

 

Fonte: Reuters

Dow AgroSciences apresenta solução para o setor elétrico

Nesta terça-feira  (29.11) a Dow AgroSciences apresentou o Manejo Integrado de Vegetação ( MIV),  que chega ao Brasil para auxiliar no desafio do controle da vegetação nas faixas de passagem. A solução ja é consolidada nos EUA e no Canadá ha nais de 50 anos.

De acordo com a Gerente de Contas Especiais da Dow, Vakeska De Laquila,  a vegetação que se desenvolve nestas  áreas podem causar grandes prejuízos para as concessionárias de energia, podendo causar apagoes e incêndios.

 

O MIV é uma solução eficiente e sustentável para o manejo de vegetação debaixo das linhas de transmissão e engloba a aplicação de herbicidas registrados para esta finalidade. Além disso, o MIV também colabora para a redução nas emissões de CO2. Ao manter a vegetação que não traz interferências negativas para a operação e manutenção das linhas de transmissão, o solo fica exposto e, consequentemente, há menor emissão  de gases de efeito estufa.

A Dow realiza a habilitação e treinamentos periódicos para as empresas certificadas.

 

Fonte: Agrolink

Demanda aquecida mantém soja em alta nos EUA Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na segunda-feira (28.11) alta de 10,00 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/16, chegando a US$ 10,56 por bushel. O contrato de Março/17 também subiu 10,00 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 10,25 centavos de Dólar.

 

Pela sétima sessão consecutiva, o mercado norte-americano de soja registrou ganhos nas principais cotações dos futuros. O principal fator de suporte segue sendo a demanda aquecida pela oleaginosa dos Estados Unidos, com vendas acima de dois milhões de toneladas por semana.

 

Fonte: Agrolink

Preço do milho tem leves oscilações Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na segunda-feira (28.11) baixa de 0,75 centavo de Dólar nos contratos de Dezembro/16, fechando em US$ 3,485 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com leves valorizações em torno de 0,25 ponto.

 

O mercado norte-americano do milho abriu a semana com uma sessão de grande volatilidade, na qual houve ligeiras oscilações nos campos positivo e negativo. A estagnação se deve ao embate entre a demanda aquecida e a perspectiva de safra cheia nos Estados Unidos, cenário que deve se manter no curto prazo.

 

Fonte: Agrolink

IGC indica estoques globais de grãos acima de 500 milhões de toneladas

De acordo com o IGC (Conselho Internacional de Grãos, na sigla em inglês), os estoques mundiais de grãos devem chegar a 504 milhões de toneladas em 2017. Essa seria a primeira vez que ultrapassariam o patamar de 500 milhões de toneladas. 

Pela sétima vez consecutiva, o Conselho reajustou para cima sua produção da safra 2016/17, ampliando agora a estimativa em seis milhões de toneladas na comparação com a temporada anterior. A marca seria atingida, segundo o IGC, se não ocorrer nenhum imprevisto ao longo da colheita.

 

De acordo com a projeção, a produção de grãos na safra 2016/17 deverá atingir o volume recorde de 2.084 bilhões de toneladas. O resultado amplia em sete bilhões de toneladas a previsão divulgada no mês passado, e fica muito acima do antigo recorde: as 2.048 bilhões de toneladas registradas em 2014/15.

O IGC estima aumento de sete milhões de toneladas na produção de milho (total de 1.042 bilhão de toneladas), enquanto o trigo deve atingir 749 milhões de toneladas – expansão de um milhão de toneladas sobre outubro. A soja deve render 336 milhões de toneladas, representando ampliação de quatro milhões de toneladas na comparação com o mês anterior.

Empresa brasileira desenvolve equipamento de ressonância para detectar teor de óleo em sementes

A FIT – Fine Instrument Technology, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de equipamentos e soluções que utilizam Ressonância Magnética Nuclear (RMN), desenvolveu um equipamento 100% nacional capaz de medir, em segundos, o teor de óleo em sementes oleaginosas como soja, milho, girassol, algodão, canola, amendoim e outras castanhas de modo bem prático: é necessário apenas colocar a amostra no equipamento e em segundos o teor de óleo é mostrado na tela. De acordo com Daniel Consalter, pesquisador e sócio da FIT, essa análise utilizando sensores de RMN já era usada para a previsão de rendimento em indústrias de beneficiamento e até para o melhoramento genético, porém em sementes com baixo teor de umidade ou previamente secas em estufa.

“Usualmente, para determinar o teor de óleo nas amostras, utiliza-se a extração com Soxhlet, um método que pode demorar até 48 horas e envolve o uso de solventes e aquecimento, ou seja, é um método lento, perigoso e ‘sujo’, pois gera resíduo e destrói a amostra. Com essa nova tecnologia, a medida poderá ser feita em até três minutos, contando o tempo de amostragem e pesagem. Isto permite que o equipamento agregue valor em toda a cadeia produtora”, esclarece Consalter.

O SpecFIT Oil, nome dado ao novo equipamento, emprega a tecnologia conhecida como Ressonância Magnética Nuclear (RMN), que trata-se de uma técnica robusta capaz de analisar os hidrogênios da amostra. A partir disso é possível tirar diversas informações de maneira rápida, limpa e não destrutiva, como por exemplo o teor de umidade das sementes de várias culturas de oleaginosas. Os testes podem ser realizados tanto em sementes inteiras como em borra ou fibra residual da extração.

“Com a diversificação de culturas de oleaginosas e na busca de culturas que devem ser utilizados para a produção de biodiesel, a necessidade de determinar o teor de óleo desses cultivos aumentou. Além disso, a fibra de algumas sementes oleaginosas, tais como a de soja, também é utilizada para alimentação. Com essa tecnologia podemos determinar o teor de proteína nas amostras. Tanto o USDA e o Canadian Grain Commission usam RMN para o método padrão de determinar o conteúdo da semente oleaginosa”, explica Consalter.

O primeiro equipamento SpecFIT Oil foi instalado no final de março, na DENPASA, no Pará. Lá realiza análise do teor de óleo de dendê diretamente na poupa, diferentemente do modo como é tradicionalmente feito (em sementes com baixo teor de umidade ou previamente secas em estufa), assim como na água de processo, borra e fibra remanescente que são os diferentes estágios de extração de óleo. De acordo com Consalter, o equipamento beneficia todos os estágios do cultivo de óleo de dendê, que vão desde a produção até o beneficiamento.

“Essa tecnologia pode ajudar a definir o melhor ponto de colheita e ainda usar o equipamento no melhoramento genético das sementes. É possível saber também o rendimento da semente antes mesmo da extração, e medir em tempo real o quão eficiente está sendo este processo, avaliando a quantidade de óleo remanescente nos diferentes bagaços e assim, aumentar a produtividade de óleo. A medida poderá ser feita também no produto final, como por exemplo, para medir a qualidade de margarina já embalada”, enumera Consalter.

Consalter destaca ainda que, como a quantidade de óleo no fruto varia até 20%, é importante para a indústria ter uma forma de analisar a matéria prima desde o recebimento da carga. Isto é possível de ser feito com o SpecFIT Oil, já que permite uma análise extremamente rápida.

Sobre a FIT

A Fine Instrument Technology (FIT) é uma empresa de pesquisa, desenvolvimento e inovação que desenvolve equipamentos e soluções utilizando Ressonância Magnética Nuclear (RMN). Situada em São Carlos (SP), a FIT possui uma equipe formada por físicos, químicos, engenheiros, técnicos e cientistas de computação altamente qualificados. A empresa possui estreitas relações com os grupos de RMN da EMBRAPA Instrumentação e com a Universidade de São Paulo (USP) através do CIERMag (Centro de Imagens e Espectroscopia in vivo via Ressonância Magnética). Tais parcerias somam-se à equipe de pesquisa e desenvolvimento da FIT garantindo soluções inovadoras e de alta tecnologia e qualidade, com aplicações em diversas áreas como agricultura, alimentos, industrial, médica e instrumentação científica.

 

 

Mercado brasileiro de agroquímicos: queda nas vendas e maior concentração no Top 10

De acordo com a Aenda (Associação das Empresas Nacionais de Defensivos Agrícolas), o faturamento total do mercado de agroquímicos em 2015 somou US$ 10,04 bilhões. As estatísticas revelam que as dez primeiras colocadas concentram US$ 8,491 bilhões em vendas, o que significa nada menos que 84,52% do total do mercado brasileiro. 

O resultado representa uma queda em relação ao ano de 2014, quando as dez empresas de melhor performance de vendas no setor de defensivos agrícolas comercializaram US$ 10,12 bilhões. Por outro lado, houve um aumento da concentração de mercado entre as top 10 na ordem de 1,5 ponto percentual.

A liderança segue com a Syngenta, apesar de registrar uma queda de vendas de US$ 295 milhões no ano passado em relação a 2014. O resultado se refere ao último ano antes da venda da companhia para a estatal China National Chemical (ChemChina). Um dos principais produtos responsáveis pelo bom desempenho da empresa no País foi o fungicida Elatus, utilizado no combate à principal doença que afeta a lavoura de soja no Brasil: a ferrugem asiática, responsável por perdas de 70% a 100% de produtividade.

Segunda colocada, a Bayer também amargou queda de US$ 233 milhões em suas vendas no Brasil na mesma base de comparação. A divisão CropScience registrou queda no mundo todo, mas especialmente na América Latina devido a “incertezas políticas, cenário macroeconômico e menor pressão de pestes”. Apesar disso, a multinacional mostrou que segue apostando no País ao abrir dois novos institutos de pesquisas agrícolas dentro de seu centro de inovação de Paulínia (SP).

Na sequência da lista figura a Basf, que manteve sua terceira posição com queda menor de vendas (US$ 95 milhões) em relação às suas concorrentes diretas. De acordo com a companhia, o problema no Brasil foi o mesmo da América Latina: “Um ambiente [político/econômico] volátil e a desvalorização de moedas locais, especialmente em mercados emergentes, tiveram um efeito negativo sobre os nossos negócios”.

 

Na quarta posição, a FMC ultrapassou a DuPont após adquirir a Cheminova em abril de 2015, integrando os portfólios. Quinta colocada, a DuPont também anunciou um acordo de fusão com a Dow (sexta posição), mas a operação foi anunciada apenas em Dezembro de 2015, não chegando a apresentar efeito prático ou reflexo nas vendas das empresas.

Monsanto, Adama e Nufarm mantiveram a sétima, oitava e nona colocação, respectivamente, na comparação de desempenho comercial de 2015 sobre 2014. A grande novidade na lista das dez maiores empresas de agroquímicos em termos de vendas no Brasil foi a Arysta, que entrou na décima posição após sua aquisição pela Platform Specialty Products Corporation, o que unificou o portfólio da empresa ao da Chemtura (também adquirida pelo Grupo Platform) – o que acabou empurrando a Ihara para fora do Top 10.

 

Faturamento por empresa no mercado brasileiro fitossanitário em 2015
- em milhões de dólares -

Ranking de 2015

(2014)

Empresa

Vendas em 2015 (US$)

Vendas em 2014 (US$ mn)

Variação %

1 (1)

Syngenta

1.943

2.238

-13.2

2 (2)

Bayer CropScience

1.837

2.070

-11.3

3 (3)

BASF

1.005

1.100

-8.6

4 (-)

FMC + Cheminova

760

-

-

5 (4)

DuPont

721

1.012

-28.8

6 (6)

Dow AgroSciences

635

790

-19.6

7 (7)

Monsanto

434

610

-28.9

8 (8)

ADAMA Brasil

408

506

-19.4

9 (9)

Nufarm

393

490

-19.8

10 (-)

Arysta + Chemtura

355

-

-

11 (14)

UPL

342

278

+23.0

12 (10)

IHARA

315

418

-24.6

13 (12)

Nortox

224

320

-30.0

14 (15)

Ourofino

150

145

+3.4

15 (-)

CCAB

145

-

-

16 (16)

Helm

135

125

+8.0

17 (18)

Rotam Brasil

116

105

+10.5

18 (-)

Consagro

25

-

-

19 (20)

Atanor do Brasil

10

53

-81.1

TOTAL 2015 = US$ 10.040

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems