Demanda aquecida mantém soja em alta nos EUA Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na segunda-feira (28.11) alta de 10,00 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/16, chegando a US$ 10,56 por bushel. O contrato de Março/17 também subiu 10,00 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 10,25 centavos de Dólar.

 

Pela sétima sessão consecutiva, o mercado norte-americano de soja registrou ganhos nas principais cotações dos futuros. O principal fator de suporte segue sendo a demanda aquecida pela oleaginosa dos Estados Unidos, com vendas acima de dois milhões de toneladas por semana.

 

Fonte: Agrolink

Preço do milho tem leves oscilações Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na segunda-feira (28.11) baixa de 0,75 centavo de Dólar nos contratos de Dezembro/16, fechando em US$ 3,485 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com leves valorizações em torno de 0,25 ponto.

 

O mercado norte-americano do milho abriu a semana com uma sessão de grande volatilidade, na qual houve ligeiras oscilações nos campos positivo e negativo. A estagnação se deve ao embate entre a demanda aquecida e a perspectiva de safra cheia nos Estados Unidos, cenário que deve se manter no curto prazo.

 

Fonte: Agrolink

IGC indica estoques globais de grãos acima de 500 milhões de toneladas

De acordo com o IGC (Conselho Internacional de Grãos, na sigla em inglês), os estoques mundiais de grãos devem chegar a 504 milhões de toneladas em 2017. Essa seria a primeira vez que ultrapassariam o patamar de 500 milhões de toneladas. 

Pela sétima vez consecutiva, o Conselho reajustou para cima sua produção da safra 2016/17, ampliando agora a estimativa em seis milhões de toneladas na comparação com a temporada anterior. A marca seria atingida, segundo o IGC, se não ocorrer nenhum imprevisto ao longo da colheita.

 

De acordo com a projeção, a produção de grãos na safra 2016/17 deverá atingir o volume recorde de 2.084 bilhões de toneladas. O resultado amplia em sete bilhões de toneladas a previsão divulgada no mês passado, e fica muito acima do antigo recorde: as 2.048 bilhões de toneladas registradas em 2014/15.

O IGC estima aumento de sete milhões de toneladas na produção de milho (total de 1.042 bilhão de toneladas), enquanto o trigo deve atingir 749 milhões de toneladas – expansão de um milhão de toneladas sobre outubro. A soja deve render 336 milhões de toneladas, representando ampliação de quatro milhões de toneladas na comparação com o mês anterior.

Empresa brasileira desenvolve equipamento de ressonância para detectar teor de óleo em sementes

A FIT – Fine Instrument Technology, empresa brasileira especializada no desenvolvimento de equipamentos e soluções que utilizam Ressonância Magnética Nuclear (RMN), desenvolveu um equipamento 100% nacional capaz de medir, em segundos, o teor de óleo em sementes oleaginosas como soja, milho, girassol, algodão, canola, amendoim e outras castanhas de modo bem prático: é necessário apenas colocar a amostra no equipamento e em segundos o teor de óleo é mostrado na tela. De acordo com Daniel Consalter, pesquisador e sócio da FIT, essa análise utilizando sensores de RMN já era usada para a previsão de rendimento em indústrias de beneficiamento e até para o melhoramento genético, porém em sementes com baixo teor de umidade ou previamente secas em estufa.

“Usualmente, para determinar o teor de óleo nas amostras, utiliza-se a extração com Soxhlet, um método que pode demorar até 48 horas e envolve o uso de solventes e aquecimento, ou seja, é um método lento, perigoso e ‘sujo’, pois gera resíduo e destrói a amostra. Com essa nova tecnologia, a medida poderá ser feita em até três minutos, contando o tempo de amostragem e pesagem. Isto permite que o equipamento agregue valor em toda a cadeia produtora”, esclarece Consalter.

O SpecFIT Oil, nome dado ao novo equipamento, emprega a tecnologia conhecida como Ressonância Magnética Nuclear (RMN), que trata-se de uma técnica robusta capaz de analisar os hidrogênios da amostra. A partir disso é possível tirar diversas informações de maneira rápida, limpa e não destrutiva, como por exemplo o teor de umidade das sementes de várias culturas de oleaginosas. Os testes podem ser realizados tanto em sementes inteiras como em borra ou fibra residual da extração.

“Com a diversificação de culturas de oleaginosas e na busca de culturas que devem ser utilizados para a produção de biodiesel, a necessidade de determinar o teor de óleo desses cultivos aumentou. Além disso, a fibra de algumas sementes oleaginosas, tais como a de soja, também é utilizada para alimentação. Com essa tecnologia podemos determinar o teor de proteína nas amostras. Tanto o USDA e o Canadian Grain Commission usam RMN para o método padrão de determinar o conteúdo da semente oleaginosa”, explica Consalter.

O primeiro equipamento SpecFIT Oil foi instalado no final de março, na DENPASA, no Pará. Lá realiza análise do teor de óleo de dendê diretamente na poupa, diferentemente do modo como é tradicionalmente feito (em sementes com baixo teor de umidade ou previamente secas em estufa), assim como na água de processo, borra e fibra remanescente que são os diferentes estágios de extração de óleo. De acordo com Consalter, o equipamento beneficia todos os estágios do cultivo de óleo de dendê, que vão desde a produção até o beneficiamento.

“Essa tecnologia pode ajudar a definir o melhor ponto de colheita e ainda usar o equipamento no melhoramento genético das sementes. É possível saber também o rendimento da semente antes mesmo da extração, e medir em tempo real o quão eficiente está sendo este processo, avaliando a quantidade de óleo remanescente nos diferentes bagaços e assim, aumentar a produtividade de óleo. A medida poderá ser feita também no produto final, como por exemplo, para medir a qualidade de margarina já embalada”, enumera Consalter.

Consalter destaca ainda que, como a quantidade de óleo no fruto varia até 20%, é importante para a indústria ter uma forma de analisar a matéria prima desde o recebimento da carga. Isto é possível de ser feito com o SpecFIT Oil, já que permite uma análise extremamente rápida.

Sobre a FIT

A Fine Instrument Technology (FIT) é uma empresa de pesquisa, desenvolvimento e inovação que desenvolve equipamentos e soluções utilizando Ressonância Magnética Nuclear (RMN). Situada em São Carlos (SP), a FIT possui uma equipe formada por físicos, químicos, engenheiros, técnicos e cientistas de computação altamente qualificados. A empresa possui estreitas relações com os grupos de RMN da EMBRAPA Instrumentação e com a Universidade de São Paulo (USP) através do CIERMag (Centro de Imagens e Espectroscopia in vivo via Ressonância Magnética). Tais parcerias somam-se à equipe de pesquisa e desenvolvimento da FIT garantindo soluções inovadoras e de alta tecnologia e qualidade, com aplicações em diversas áreas como agricultura, alimentos, industrial, médica e instrumentação científica.

 

 

Mercado brasileiro de agroquímicos: queda nas vendas e maior concentração no Top 10

De acordo com a Aenda (Associação das Empresas Nacionais de Defensivos Agrícolas), o faturamento total do mercado de agroquímicos em 2015 somou US$ 10,04 bilhões. As estatísticas revelam que as dez primeiras colocadas concentram US$ 8,491 bilhões em vendas, o que significa nada menos que 84,52% do total do mercado brasileiro. 

O resultado representa uma queda em relação ao ano de 2014, quando as dez empresas de melhor performance de vendas no setor de defensivos agrícolas comercializaram US$ 10,12 bilhões. Por outro lado, houve um aumento da concentração de mercado entre as top 10 na ordem de 1,5 ponto percentual.

A liderança segue com a Syngenta, apesar de registrar uma queda de vendas de US$ 295 milhões no ano passado em relação a 2014. O resultado se refere ao último ano antes da venda da companhia para a estatal China National Chemical (ChemChina). Um dos principais produtos responsáveis pelo bom desempenho da empresa no País foi o fungicida Elatus, utilizado no combate à principal doença que afeta a lavoura de soja no Brasil: a ferrugem asiática, responsável por perdas de 70% a 100% de produtividade.

Segunda colocada, a Bayer também amargou queda de US$ 233 milhões em suas vendas no Brasil na mesma base de comparação. A divisão CropScience registrou queda no mundo todo, mas especialmente na América Latina devido a “incertezas políticas, cenário macroeconômico e menor pressão de pestes”. Apesar disso, a multinacional mostrou que segue apostando no País ao abrir dois novos institutos de pesquisas agrícolas dentro de seu centro de inovação de Paulínia (SP).

Na sequência da lista figura a Basf, que manteve sua terceira posição com queda menor de vendas (US$ 95 milhões) em relação às suas concorrentes diretas. De acordo com a companhia, o problema no Brasil foi o mesmo da América Latina: “Um ambiente [político/econômico] volátil e a desvalorização de moedas locais, especialmente em mercados emergentes, tiveram um efeito negativo sobre os nossos negócios”.

 

Na quarta posição, a FMC ultrapassou a DuPont após adquirir a Cheminova em abril de 2015, integrando os portfólios. Quinta colocada, a DuPont também anunciou um acordo de fusão com a Dow (sexta posição), mas a operação foi anunciada apenas em Dezembro de 2015, não chegando a apresentar efeito prático ou reflexo nas vendas das empresas.

Monsanto, Adama e Nufarm mantiveram a sétima, oitava e nona colocação, respectivamente, na comparação de desempenho comercial de 2015 sobre 2014. A grande novidade na lista das dez maiores empresas de agroquímicos em termos de vendas no Brasil foi a Arysta, que entrou na décima posição após sua aquisição pela Platform Specialty Products Corporation, o que unificou o portfólio da empresa ao da Chemtura (também adquirida pelo Grupo Platform) – o que acabou empurrando a Ihara para fora do Top 10.

 

Faturamento por empresa no mercado brasileiro fitossanitário em 2015
- em milhões de dólares -

Ranking de 2015

(2014)

Empresa

Vendas em 2015 (US$)

Vendas em 2014 (US$ mn)

Variação %

1 (1)

Syngenta

1.943

2.238

-13.2

2 (2)

Bayer CropScience

1.837

2.070

-11.3

3 (3)

BASF

1.005

1.100

-8.6

4 (-)

FMC + Cheminova

760

-

-

5 (4)

DuPont

721

1.012

-28.8

6 (6)

Dow AgroSciences

635

790

-19.6

7 (7)

Monsanto

434

610

-28.9

8 (8)

ADAMA Brasil

408

506

-19.4

9 (9)

Nufarm

393

490

-19.8

10 (-)

Arysta + Chemtura

355

-

-

11 (14)

UPL

342

278

+23.0

12 (10)

IHARA

315

418

-24.6

13 (12)

Nortox

224

320

-30.0

14 (15)

Ourofino

150

145

+3.4

15 (-)

CCAB

145

-

-

16 (16)

Helm

135

125

+8.0

17 (18)

Rotam Brasil

116

105

+10.5

18 (-)

Consagro

25

-

-

19 (20)

Atanor do Brasil

10

53

-81.1

TOTAL 2015 = US$ 10.040

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems

Brasil precisa investir US$ 300 bilhões para recuperar rodovias

Para atingir um patamar mínimo necessário, o Brasil precisaria investir nada menos que US$ 300 bilhões em sua malha rodoviária nos próximos 15 anos. A projeção é do estudo “Infraestrutura Rodoviária no Brasil”, elaborado pela Bain & Company e divulgado pela Datagro.

Esse investimento deveria ser focado na construção de 20 mil quilômetros de rodovias, aumentando a densidade do País para 4,2 km por cada mil km² de território. Com isso seriam conectadas 22 capitais e cinco fronteiras comerciais. Nos últimos três anos o Brasil construiu cerca de três mil quilômetros de rodovias – uma densidade de 1,7 km por cada mil km² de território de estradas. 

 

Para se ter uma ideia da defasagem, este número é seis vezes menor do que o dos Estados Unidos (10,6 km por cada mil km²), que é um dos maiores concorrentes do Brasil no agronegócio. Fica também muito abaixo da China, que tem 10,9 km por cada mil km² de território.

“Em grande parte, isso depende das concessões, já que locais com maior PIB per capita e corredores com potencial de pedágio representam mais de 70% da malha proposta. E nas demais regiões, acreditamos que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) representam uma excelente alternativa que deve ser aplicada principalmente ao Norte do País”, destaca Fernando Martins, autor do estudo.

 

Fonte: Agrolink

Café/Cepea: Mesmo com oferta reduzida no Brasil, preço do robusta cai

Apesar da baixa oferta de café robusta no Brasil, os preços da variedade estão em queda. Conforme pesquisadores do Cepea, a pressaã vem das reduçoes nos valores externos, que estão sendo influenciados pela perspectiva de melhora na safra 2016/17 do Vietnã, maior produtor mundial de robusta.

 

No geral, as negociaçoes no mercado doméstico estao lentas, visto que muitos compradores estao fora do mercado. Entre 14 e 22 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta do tipo 6 peneira 13 acima recuou expressivos 7,37%, fechando a R$ 511,54/saca de 60 kg nessa terça-feira, 22. Quanto ao arábica, os preços também estao em queda. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 559,99/saca de 60 kg nessa segunda-feira, baixa de 0,57% em relação ao fechamento da terça anterior. 

 

Fonte: Cepea

Milho/Cepea: Maior disponibilidade pressiona cotaçoes

 

Milho/Cepea: Maior disponibilidade pressiona cotaçoes

Os preços do milho seguem em queda na maioria das regioes acompanhadas pelo Cepea. O bom desenvolvimento da safra verao e a redução das exportaçoes vêm favorecendo o aumento da disponibilidade e dos estoques de passagem no mercado interno. Assim, compradores continuam exercendo pressao sobre os valores.

 

Na regiao de Campinas (SP), segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de queda nos preços foi amenizado na última semana. O suporte veio da retraçao de vendedores, que apostam em novos aumentos com a valorizaçao do dólar frente ao Real. Para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (referencia regiao de Campinas, SP), a variaçao no acumulado de sete dias foi negativa em 0,7%, depois da queda de 4,2% na semana anterior, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 39,03 na sexta-feira, 18.

 

Fonte: Cepea/Esalq

Soja/Cepea: Valores caem e liquidez é baixa no BR

 

Soja/Cepea: Valores caem e liquidez é baixa no BR

Vendedores de soja elevaram o interesse em negociar parte da safra brasileira 2016/17 na última semana, motivados pela valorização do dólar frente ao Real. O ritmo de efetivaçoes, porém, segue lento frente a temporadas anteriores, devido aos menores patamares de preços. Segundo colaboradores do Cepea, alguns vendedores se mantêm retraídos, apostando em preços maiores ao longo da safra 2016/17, devido ao baixo volume de chuva em áreas de Mato Grosso do Sul, r possível seca na regiao Sul nas próximas semanas e ao clima desfavorável ao cultivo de soja na Argentina.

 

Assim, entre 11 e 18 de novembro, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grao depositado no corredor de exportaçao e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), caiu 1%, fechando a R$ 78,09/saca de 60 kg na sexta-feira, 18. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, foi de R$ 74,05/saca 60 kg na sexta, recuo de 2,8% no período. 

 

Fonte: Cepea/Esalq

Exportações mantém preço da soja em alta Análise Agrolink

Exportações mantém preço da soja em alta – Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na sexta-feira (18.11) alta de 4,25 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/16, chegando a US$ 9,9375 por bushel. O contrato de Março/17 subiu 3,75 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 3,25 centavos de Dólar.

 

O mercado norte-americano fechou a semana com ganhos nas principais cotações dos futuros da soja, sustentado por novos anúncios de vendas para exportação. As altas são contidas pela oscilação do Dólar e do mercado financeiro, que vivem momento de instabilidade e podem aguçar a aversão ao risco.

 

 

Fonte: Agrolink

Mandioca/Cepea: Oferta restrita enfraquece movimento de queda nos preços

 

Mandioca/Cepea: Oferta restrita enfraquece movimento de queda nos preços

Agricultores com mandioca disponível continuam com baixo interesse em comercializar o produto, devido às recentes quedas nos preços, à expectativa de valores maiores nos próximos meses e aos menores índices pluviométricos, que dificultaram o avanço da colheita. Segundo pesquisadores do Cepea, 66% das fecularias não realizou processamento na última semana. Outras, por sua vez, tiveram menos dias de trabalho, por conta do feriado do dia 15 (Proclamação da República), que manteve baixa a demanda pelo produto.

 

Entre 14 e 18 de novembro, a quantidade de mandioca processada na indústria de fécula foi de 27,1 mil toneladas, 3,9% abaixo da semana anterior. Devido à menor oferta, as quedas de preços foram minimizadas. Assim, a média a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia ficou em R$ 433,74 (R$ 0,7543 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), recuo de 2,6% frente à semana anterior.

 

Fonte: Cepea/Esalq

Boi/Cepea: Liquidez é baixa e preço da arroba se enfraquece

 

 
Boi/Cepea: Liquidez é baixa e preço da arroba se enfraquece
 

O ritmo de negócios está bastante lento no mercado de boi gordo. Segundo pesquisadores do Cepea, embora a oferta de animais não seja significativa, a indústria tem exercido alguma pressão sobre as cotaçoes. Na primeira quinzena de novembro, o Indicador ESALQ/BM&F do boi gordo acumula baixa de 1%, fechando em R$ 149,17 nessa quarta-feira, 16.

 

Já no mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, os preços da maioria dos cortes registraram alta no período entre 31 de outubro e 16 de novembro. A carcaça casada bovina se valorizou 1,5% na parcial do mês, a R$ 9,97/kg nessa quarta, 16. 

 Fonte: Cepea/Esalq

Temporada de Primavera apresenta estabilidade nos negócios

 

 
Temporada de Primavera apresenta estabilidade nos negócios
 

Leilões realizados pela Trajano Silva Remates ultrapassam 13,8 milhões mantendo números de 2015

As vendas de touros e ventres mais uma vez se confirmou em alta nesta época de exposições, feiras e remates particulares. Em seis leilões realizados durante a temporada de primavera da pecuária no Rio Grande do Sul, a Trajano Silva Remates alcançou um resultado de R$ 13,82 milhões de faturamento nos eventos promovidos pela leiloeira no período de vendas em 2016.

Os números gerais da temporada se mantiveram estáveis, já que em 2015 o valor do faturamento dos remates realizados pela Trajano Silva foi também de 13,8 milhões, mostrando que, apesar do momento econômico no país, o mercado da pecuária de corte vem se mostrando firme. Conforme o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, os eventos realizados pelo escritório tiveram respostas positivas. "Foi uma temporada boa em geral. Nossos leilões foi acima da média nos resultados", observa. 

 

Conforme a previsão do início do período de vendas, Silva avalia que as raças sintéticas, como o Brangus e o Braford, foram os grandes destaques do período de comercialização da pecuária gaúcha. Também foi destaque, de acordo com o especialista, a alta procura por genética dos criatórios do Rio Grande do Sul por compradores do centro do país. "Se vendeu até mais do que em anos anteriores. Isto se explica por conta da valorização da carne produzida por estas raças que trazem o sangue das britânicas", salienta.

Uma tendência observada pelo leiloeiro foi a inclusão de vendas de cavalos Crioulos na maior parte de tradicionais eventos de venda de bovinos de corte. Para o diretor da Trajano Silva Remates, a explicação se dá por economia dos investimentos. "Para não montarem outros eventos que não justificaria o investimento, os vendedores decidiram aproveitar o espaço", afirma.

Foto: Trajano Silva Remates/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Algodão/Cepea: Vendas externas limitam oferta de pluma de maior qualidade no BR

 

Algodão/Cepea: Vendas externas limitam oferta de pluma de maior qualidade no BR
17/11/16 - 11:12 

Com o beneficiamento do algodão em pluma da safra 2015/16 caminhando para o final, produtores têm destinado os tipos melhores especialmente para o cumprimento de contratos antecipados com o mercado externo. Com isso, a disponibilidade interna se mantém restrita, ao mesmo tempo em que compradores buscam adquirir a pluma de qualidade superior.

 

Por outro lado, segundo colaboradores do Cepea, indústrias nacionais que estão recebendo contratos antecipados não se queixam dos tipos da pluma. Entre 9 e 16 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias, referente a pluma 41-4, posta em São Paulo, subiu 1,7%, fechando a R$ 2,5676/lp nessa quarta-feira, 16. Na parcial de novembro (até o dia 16), o Indicador acumula alta de 2,4%.

 

Fonte: Cepea/Esalq

Bônus beneficia agricultores familiares de diversos estadosV

 

Bônus beneficia agricultores familiares de diversos estados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula, mensalmente, os preços de mercado e o bônus com base nos preços médios do mês anterior nas principais praças de comercialização desses produtos. A diferença percentual entre os dois valores é revertida em desconto na parcela mensal dos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Entre 10 de novembro a 9 de dezembro, o babaçu, por exemplo, terá bônus em cinco estados: Pará (61,67%), Tocantins, (58,54%), Ceará, de (69,29%), Maranhão, (51,57%), Piauí (22,65%). É também o produto com o maior bônus em todos os estados. Já a borracha natural receberá bônus para a Bahia (4,5%), Goiás (12,5%) e São Paulo (4%). Com relação ao trigo, serão contemplados os agricultores familiares de Mato Grosso do Sul (24,75%), São Paulo (1,62%), Paraná (19,05%), Rio Grande do Sul (18,74%) e Santa Catarina (8,02%).

 

As informações foram publicadas nesta terça-feira (8), no Diário Oficial da União (DOU). Os preços de mercado e o bônus de desconto atendem ao estabelecido na Resolução n° 4.350, de 10 de julho de 2014, do Conselho Monetário Nacional. 

Clique aqui e acesse a íntegra do documento.

 

Fonte: SESCOOP/GO

Planejamento da lavoura de milho pode garantir maior produtividade

 

Planejamento da lavoura de milho pode garantir maior produtividade
 

Agricultores preparam-se para iniciar o cultivo da safra de milho. Neste momento, é muito importante planejar as ações para garantir boa produção e rentabilidade. Confira as orientações de pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). Os cuidados com a lavoura começam antes do plantio e influenciam diretamente a produtividade. Veja como algumas medidas podem garantir melhores resultados.

Quais critérios o produtor deve levar em conta ao fazer a escolha da semente de milho?

A semente é o principal insumo de uma lavoura e sua escolha deve merecer toda a atenção do agricultor. O produtor sempre deve estar atento às características dos materiais mais adaptados à sua região, principalmente em relação a potencial produtivo, estabilidade, resistência a doenças, adequação ao sistema de produção em uso e às condições de clima e solo. Além disso, é preciso observar se o lote de sementes adquirido está dentro do prazo de validade e se a germinação (também identificada na etiqueta) está próxima de 100%.

O levantamento anual realizado pela Embrapa Milho e Sorgo mostrou que para a safra 2016/17 foram disponibilizadas 315 cultivares de milho. 

A orientação para o produtor é que busque em sua região informações sobre os híbridos mais plantados e também sobre os resultados dos ensaios regionais de milho, muito comuns na maioria das regiões produtoras. Os resultados desses ensaios servem como bons indicadores para a escolha, principalmente pela relação 'preço x produtividade e estabilidade'.

Vários híbridos que possuem boa produtividade e estabilidade podem ser encontrados nas versões convencionais e também com eventos transgênicos. Essa informação também pode ser valiosa para a escolha do material a ser plantado.

Além de fazer a escolha do híbrido mais adequado, o produtor não deve abrir mão do plantio do refúgio, caso opte por semear algum material com tecnologia transgênica. O refúgio, quando feito de maneira correta, seguindo as orientações técnicas, permite a redução dos custos de produção da lavoura, em função da menor aplicação de produtos para controle de lagartas, além de ser a forma mais adequada de manutenção da tecnologia do milho transgênico.

O que é importante no preparo da área para o cultivo do milho?

Mesmo num cenário repleto de incertezas, a principal orientação para o produtor que irá plantar milho é ter PLANEJAMENTO. O agricultor precisa ser assertivo nas suas escolhas para conseguir economizar o possível buscando colher o máximo.

Nesse sentido, para otimizar o uso de insumos (reduzindo os custos de produção) e buscar minimizar os efeitos de uma eventual restrição hídrica, o produtor deve primeiramente selecionar as glebas com melhor histórico de fertilidade e, consequentemente, de produtividade, e iniciar a semeadura por essas áreas.

Quando o produtor faz a semeadura sem levar em consideração esse fator, as áreas de menor potencial de produção diminuem consideravelmente a rentabilidade, pois o lucro obtido nas áreas de maior potencial acaba "pagando" o prejuízo que pode advir das áreas com restrição. Seguindo essa estratégia de seleção de áreas, mesmo semeando numa área menor, o produtor tem mais chance de sucesso, além de otimizar o uso de insumos, conciliando menor custo com maior taxa de rentabilidade.

As demais áreas, com histórico de fertilidade menor ou outras restrições à máxima produtividade do milho, podem ser semeadas mais tardiamente. 

Outro critério muito importante para o sucesso do milho, mas negligenciado por produtores, é o dimensionamento da área de plantio em função da capacidade operacional, ou seja, o tamanho da área deve ser definido considerando as máquinas e implementos disponíveis para todas as operações mecanizadas.

Em muitas regiões produtoras, a janela para o plantio é curta. No cenário em que o milho apresenta boas perspectivas de preço no mercado futuro, o produtor resolve plantar a maior área possível. Porém, se o maquinário disponível para o plantio for insuficiente para atender a janela ideal de cultivo em função da área a ser semeada, o produtor adota a estratégia de aumentar a velocidade de trabalho, tanto das semeadoras quanto dos pulverizadores. Essa opção afeta diretamente o estande de plantas e a sua distribuição na linha de cultivo, proporcionando o surgimento de falhas ou a competição entre plantas muito próximas.

Para as pulverizações, essa premissa também é válida, pois, no caso de uma pressão de pragas ou doenças que necessite de aplicação tratorizada, o aumento da velocidade de trabalho implica em maiores perdas e menor efetividade operacional. 

Quais tratos culturais devem ser feitos junto ao plantio ou logo em seguida para garantir maior produtividade?

Adubação

 

A adubação do milho é baseada na expectativa de produtividade. A melhor estratégia é sempre realizar a adubação seguindo a análise de solo, a produtividade esperada (o produtor consegue com o histórico dos anos anteriores) e a premissa mais importante: adotar o critério de utilizar a fonte certa, na dose recomendada, na época de maior exigência da planta e no local adequado (solo ou foliar, a lanço ou no sulco, a depender do nutriente e da dose).

A adubação a lanço para otimizar o rendimento operacional no plantio pode não ser a melhor estratégia em algumas situações, principalmente quando se refere à adubação fosfatada e em anos onde a chance de restrição hídrica tende a ser mais severa. A adubação a lanço normalmente resulta em crescimento radicular mais superficial, predispondo as culturas a sofrerem antecipadamente o estresse durante os veranicos.

É sempre importante lembrar que o fornecimento de nutrientes deve ser dimensionado a partir dos requerimentos de todas as culturas que compõem o sistema em rotação ou sucessão. Assim, toda vez que o agricultor aduba o milho com quantidades abaixo das necessárias para repor o que é exportado na colheita, há um empobrecimento das reservas de nutrientes disponíveis no ambiente 'solo+palhada'.

Embora num primeiro momento esse problema possa não ser percebido influenciando a produtividade (por exemplo, em solos de alta fertilidade construída), o uso recorrente de uma adubação deficitária no milho ao longo de algumas safras acabará comprometendo o rendimento da cultura seguinte.

Portanto, é fundamental que se busque calcular o balanço de nutrientes no sistema de culturas praticado na fazenda (por exemplo, soja - milho safrinha), ponderando entradas (adubações) e saídas (exportações) conforme o manejo de fertilizantes e as produtividades alcançadas ao longo dos cultivos. Caso contrário, pode-se incorrer em erros de manejo, com adubações insuficientes ou desbalanceadas frente às exigências nutricionais das culturas envolvidas.

Um manejo eficiente da fertilidade do solo começa com o estabelecimento de um bom sistema de plantio direto, que possibilite maior acúmulo de palhada e crescimento radicular mais profundo, fatores-chave para o melhor desempenho das lavouras em condições sujeitas a déficit hídrico. Dessa forma, um perfil de solo com acidez corrigida e boa disponibilidade de nutrientes em maiores profundidades, assim como uma maior diversificação de culturas, incluindo plantas para a produção de palhada (por exemplo, consórcio milho - braquiária), devem ser objetivos dos agricultores que desejam avançar na busca por maior estabilidade de produção frente às inconstâncias climáticas na região do Cerrado.  

Manejo de plantas daninhas

É importante controlar a competição entre o milho e as plantas invasoras até a emissão da oitava folha, pois antes dessa fase de desenvolvimento, o milho está definindo seu potencial de produtividade, e qualquer competição compromete o rendimento.

O produtor deve atentar para a rotação de produtos com diferentes princípios ativos, pois a resistência de plantas daninhas a alguns herbicidas vem se tornando cada vez mais frequente. Muitos produtores rotacionam produtos comerciais diferentes mas que, em algumas situações, possuem o mesmo princípio ativo. É preciso o acompanhamento constante do engenheiro agrônomo para que essas decisões possam ser mais assertivas.

Manejo de pragas

O manejo integrado de pragas é a tecnologia mais barata e a de maior retorno para o produtor. O monitoramento por armadilhas para captura de insetos traz diversos benefícios operacionais, pois um único técnico pode percorrer as áreas para proceder a contagem e identificação dos adultos das lagartas. Com isso, além do monitoramento, o produtor pode optar pelo uso de tecnologias com menor custo e de menor impacto ao ambiente, como, por exemplo, o controle biológico. 

Ao realizar esse monitoramento, o produtor ganha a opção pela escolha de tecnologias que lhe permitem reduzir o custo com aplicações "calendarizadas". É importante ressaltar que, no caso dos inseticidas, o controle químico deve ser iniciado a partir do nível de dano econômico na cultura, ou seja, o uso desses produtos será sempre em caráter curativo. O uso de produtos químicos para controle de pragas em baixo nível de infestação ou em caráter preventivo não é recomendado, e gera custos sem necessidade. 

Pragas como os pulgões e percevejos, que até alguns anos não eram motivos de preocupação para o produtor de milho, têm causado problemas nas lavouras. No caso de milho verão, a proximidade com lavouras de soja pode aumentar a incidência de ataque e requer manejo específico para o seu controle, baseado sempre em monitoramento das lavouras. 

Manejo de doenças

Também é importante conhecer os sintomas das principais doenças e a fase em que tendem a aparecer para se definir as estratégias de controle. Normalmente, são feitas aplicações preventivas de fungicidas, pois uma vez que a doença esteja presente no milho em alta intensidade, as aplicações de produtos para o controle de maneira curativa são pouco eficientes.

A incidência e severidade de muitas doenças estão relacionadas à cultivar semeada e às condições climáticas durante o desenvolvimento da cultura. Muitos híbridos são resistentes a determinadas doenças e essa resistência pode ser um critério interessante para a escolha do material a ser semeado.

O sucesso no cultivo do milho depende de boas condições climáticas e de um bom manejo da cultura, com uso de tecnologias adequadas. A história tem demonstrado que só alcançando altos rendimentos, o produtor minimiza as flutuações de preços, principalmente para o mercado de milho, que possui duas grandes safras (verão e safrinha) dentro do mesmo ano.

 

Fonte: Embrapa