Mapa autoriza Curbix 200 SC, da Bayer, para combate à broca do café

O inseticida Curbix 200 SC (Etiprole) foi liberado para o controle da broca do café (Hypothenemus hampei). A inclusão da recomendação de uso do produto, fabricado pela Bayer, foi publicada no Diário Oficial da União de 13 de janeiro, através do Ato nº 4 do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas, da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DFIA/SDA/Mapa).

O Curbix 200 SC, um inseticida de contato do grupo Fenilpirazol, já era registrado no Brasil para o controle de cupins e da cigarrinha na cana-de-açúcar e da bicheira da raiz do arroz (Oryzophagus oryzae). Trata-se de um ingrediente ativo distinto dos produtos atualmente utilizados para o controle da broca do café, que são Ciantraniliprole e Chlorantraniliprole + Abamectina.

 

De acordo com Conselho Nacional do Café (CNC) trata-se de uma conquista “importante porque permitirá o aprimoramento do manejo da resistência de insetos na atividade cafeeira”. A entidade foi uma das maiores defensoras da aprovação do Etiprole, conseguindo inclusive colocar o Curbix 200 SC na lista de produtos prioritários para registro.

 

Fonte: Agrolink

Paraná cresceu no Agro por facilitar diálogo e parcerias

De acordo com o secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, o estado pode crescer e se tornar um dos maiores do Agronegócio brasileiro graças ao ambiente de diálogo, parceria e atuação coletiva que se construiu. Com isso, foi possível não só implementar tecnologia de ponta, como aumentar a produção e aumentar o valor agregado dos produtos paranaenses.

“Abocanhamos 13,5% das exportações do Agro no País no ano passado. Isso foi possível pelo ambiente favorável que construímos, com diálogo e muito boas parcerias que formamos aqui: cerealistas privadas, indústrias, pesquisas públicas, cooperativas, fundações e agricultores cada vez mais preparados para fazerem sua parte. O Estado do Paraná tem uma boa capacidade para intervir e potencializar isso”, explicou o secretário em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink durante a Safratec 2017.

Segundo ele, outro segredo do Paraná é exportar não só sua produção primária, mas também produtos com cada vez mais valor agregado. Ele destaca ainda a diversidade de culturas, que permitiu amenizar os efeitos “dessa perversa crise que assola o Brasil, que é ética, moral e econômica, com muito tempo em recessão. Esperamos agora que volte para os trilhos, que as reformas sejam feitas, e que isso contribua para ‘bombar’ nosso Agro”.

 

“Mais uma vez o Agro salvou o Brasil. Houve uma redução do superávit comercial, mas mesmo assim ficamos acima de US$ 71 bilhões, o que garantiu que a balança brasileira desse lucro de US$ 46 bilhões. E o Agro é que dinamizou a economia, que vai mal das pernas. Nós andamos meio ao lado disso, e continuamos crescendo”, comemora.

“O Paraná cresceu em exportações, registrando US$ 15 bilhões no ano passado. Desse total, 75% é do Agro, que é o nosso Vale do Silício. Nós temos uma capacidade de produzir grãos em larga escala, do nosso jeito, na pequena e média propriedade. Temos uma grande produção de proteínas animais, frango e suínos principalmente. No leite, rumamos para a segunda posição no Brasil. Na madeira, voltamos a crescer e exportar fortemente celulose. Recuperamos o dinamismo do setor de mandioca, que estava falido, e respondemos por 2/3 do amido no Brasil”, conclui.

 

Fonte: Agrolink

Produtor deve recuperar em 2017 o que perdeu no ano passado

As expectativas são as melhores possíveis para os mais de 13 mil cooperados da Cocamar, que projeta recuperar este ano os prejuízos acumulados com os problemas climáticos de 2016. “O produtor deve ganhar o que ele não conseguiu no ano passado”, estima o presidente da Cocamar, Divanir Higino, que promove até sexta-feira (20.01) o evento Safratec no município de Floresta (PR). 

“Fechamos 2016 com faturamento de R$ 3,6 bilhões, mas foi um desempenho prejudicado pelos problemas climáticos. Mesmo assim, o resultado foi 8,5% acima do registado em 2015. Mas poderia ter sido melhor, pois perdemos 700 mil toneladas de grãos, o que diminuiu o faturamento em R$ 500 milhões. Para 2017 temos a expectativa de receber mais de 1,3 milhão de toneladas de soja, 1,2 milhão de toneladas de milho e umas 100 mil toneladas de trigo. Esperamos faturar R$ 4,3 bilhões, com a safra caminhando bem”, projeta Higino.

 

Para atingir essas grandes metas, a Cocamar espera que o Safratec traga até o produtor rural a “inovação, mostrando quais são as possibilidades que ele tem, de aplicar lá na ponta, em sua propriedade, aquilo que ele enxergou de melhor nesse grande laboratório a céu aberto que é a Safratec. É um bom agroquímico, um bom fertilizantes, uma boa semente ou híbrido, mas também tecnologia no manejo e descompactação de solo, velocidade de plantio, de aplicações de defensivos e colheita da safra”.

De acordo com o presidente da Cooperativa, as colheitas da primeira safra estão andando bem. A região se caracteriza por priorizar a safra de inverno. “Para a safrinha, o produtor já está preparado, já adquiriu seus insumos, fez uma compra melhor e mais barata do que no ano anterior. Em 2016 foi frustrada, mas a expectativa da Cocamar é receber mais de um milhão de toneladas de milho nessa temporada”, conclui. 

 

Fonte: Agrolink

Ex-governador da Geórgia é escolhido para chefiar USDA

Em sua última escolha antes da posse como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump confirmou a escolha do ex-governador da Geórgia Sonny Perdue como novo secretário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Perdue foi governador de 2003 a 2011 e tem um perfil diversificado de atuação.

Ele cresceu em uma fazenda produtora de grãos no interior da da Geórgia, serviu na Força Aérea dos Estados Unidos e fez parte de vários negócios milionários. É dono da distribuidora de fertilizantes Houston Fertlizer e da transportadora de grãos na Geórgia e Carolina do Sul AGrow Star. Ainda é sócio de seu primo, o senador e bilionário dono das lojas Dollar General, David Perdue, na empresa Perdue Parners, uma consultoria que se dedica a facilitar exportações, parceria e aquisições estratégicas. Sonny Perdue também foi membro de conselhos de associações rurais como a Associação de Cereais e Alimentos dos EUA e presidente da Associação de Cereais e Alimentos da Geórgia.

 

A escolha foi elogiada por representantes do setor agrícola dos EUA. "Ele conhece os negócios muito bem e todos os aspectos da agricultura," afirmou James Lee Adams, ex-presidente da Associação Americana de Sojicultores.

 

Agrolink

DIPOA registra fábrica de laticínios em Tenente Portela

Argemiro dos Santos disse que o segredo da rapidez na obtenção do registro foi atender prontamente as normas técnicas

Nesta quinta-feira (12), foi entregue o titulo de registro n° 892 para a empresa BRQ- Brasil Queijos, de Tenente Portela. O registro da Fábrica aconteceu em menos de três meses.

 

De acordo com o veterinário Vilar Gewehr, chefe da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal, o registro da fábrica foi realizado em tempo recorde, graças ao empenho tanto da equipe técnica da SEAPI quanto da empresa: “Nesta Secretaria, o registro envolveu diversos funcionários para realizar procedimentos como a análise do projeto e rótulos, a vistoria do estabelecimento e a coleta de amostras para a realização de testes laboratoriais de acordo com a legislação vigente. A maior parte da documentação tramitou de forma informatizada e ágil”, destacou. O responsável legal da Empresa, Argemiro dos Santos relatou que o segredo da rapidez na obtenção do registro foi atender prontamente as normas técnicas do setor, seja na elaboração do projeto seja na construção do estabelecimento.

 

 
 
 
 
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Campo Demonstrativo Alfa começa nesta terça-feira em Chapecó

Segundo os organizadores, quem passar pelo CDA encontrará atrações em todas as atividades da cooperativa

 

Cooperalfa comera 50 anos com evento focado no planejamento. O Campo Demonstrativo Alfa de 2017, que trará os planos da Cooperativa para as próximas cinco décadas, deve receber mais de 12 mil visitantes entre os dias 17 e 19 de janeiro em Chapecó e de 07 a 09 de fevereiro em Bela Vista do Toldo. A abertura do CDA acontece nesta terça-feira, 17, às 13h15, e contará com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa.

Durante dos três dias de evento, os visitantes poderão conferir as novidades em tecnologias para agropecuária, principalmente com equipamentos e genética de plantas. Segundo os organizadores, quem passar pelo CDA encontrará atrações em todas as atividades da cooperativa, com estantes voltados para sementes, produção leiteira, suinocultura e avicultura.

O coordenador do evento, engenheiro agrônomo Alexandre Ramos, explica que, com o CDA, a Cooperalfa quer disponibilizar informações e tecnologias que sirvam de base para a sustentabilidade de seu quadro social. "As novidades surgem a todo momento e precisamos estar preparados para assimilar os novos formatos de produção".

Entre os destaques do CDA está a apresentação de um helicóptero para aplicação de fertilizantes, a utilização de drones para identificação das espécies na lavoura através de imagens, e um protótipo que faz leitura do solo em 30 segundos, desenvolvido pela Embrapa Solos do RJ.

Programação CDA Chapecó

 

Abertura Oficial – 17 de janeiro das 13h15 às 15h

Local – Próximo ao Silo Graneleiro da Cooperalfa na Linha Tomazelli – Chapecó;

Palestras Técnicas – 8h30min às 12h, focadas ao interesse de cada família associada. O roteiro se repete nos três dias de CDA;

Almoço – 11h30min às 13h, no pavilhão localizado atrás da Indústria NUTRISOJA (sentido Leste do CDA);

Visitação livre nos estandes das empresas expositoras – 13h30 às 18h, nos três dias.

Cozinha Interativa Superalfa – 14h às 16h (no setor de recepção)

Encerramento das atividades – 18 horas

 

 
 
 
 
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Produtores de Carandaí investem em fruticultura de clima temperado

Um dos principais municípios produtores de hortaliça de Minas Gerais, Carandaí, tem chamado a atenção pelo aumento de agricultores que apostaram no cultivo de frutas. Visto como um meio alternativo para diversificação de renda aos produtores, a fruticultura tem ganhado espaço e preferência nas propriedades familiares.

Os produtores começaram a investir em fruticultura a partir de 2012, onde as primeiras Unidades Demonstrativas (UDs) foram instaladas, com o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e da Emater-MG, para a produção de figo, possibilitando além da fruta, a confecção de doces. Percebeu-se, então, uma necessidade de mais investimentos na fruticultura. Alguns produtores de Carandaí começaram a direcionar seu foco para a plantação de videiras e com um maior número de UDs e áreas bem cuidadas em processo de ampliação, o cultivo da uva tem crescido.

As variedades “Niágara Rosada” e “Niágara Branca”, ambas de mesa, são as mais cultivadas. A preferência se dá pelo bom preço alcançado no mercado e por ter grande apreço dos consumidores. A ideia dos viticultores é acelerar a produção, colocando o produto no mercado antes da colheita de São Paulo, obtendo assim maior lucro, visto que com uma maior oferta de uvas, a tendência é que o preço caia em Minas Gerais. As mudas de videiras plantadas em Carandaí são produzidas no Núcleo Tecnológico Epamig Uva e Vinho, em Caldas-MG.

Carlos Alberto Nichele, viticultor de Carandaí, começou a investir na plantação de videiras há três meses e já pretende ampliar. “Já cultivei morango e outras frutas, mas agora pretendo investir na produção de uva. Futuramente devo aumentar os campos de plantio para obter maior lucro”, planeja Carlos, que começou com o plantio de 300 mudas e tem buscado as melhores condições para obter um resultado satisfatório.

De acordo com os pesquisadores da Epamig Paulo Norberto e Ângelo Albérico, a ideia é expandir para outras espécies frutíferas como pêssego, goiaba, atemoia, entre outras. "A proposta é verificar o potencial produtivo dessas frutíferas na região, bem como ampliar a área cultivada com frutas e aumentar o número de fruticultores, impulsionando a produção de frutas em Carandaí e em outros municípios da região do Campo das Vertentes", afirma Paulo. Ele conta que a partir de 2008 foram implantadas Unidades Demonstrativas com frutíferas de clima temperado em alguns municípios da região, entre eles: São João del-Rei, Tiradentes, Coronel Xavier Chaves, Prados, Resende Costa, Lagoa Dourada, Barroso, Piedade do Rio Grande e Carandaí. 

Atualmente, o programa conta com 23 Unidades Demonstrativas distribuídas nesses municípios, e em diversas comunidades rurais da região do Campo das Vertentes, como forma de apresentar uma alternativa viável para geração de emprego e renda a pequenos e médios produtores dessa região.

 

 

Mapa suspende registro de 63 fungicidas para controle da ferrugem da soja

A medida foi pautada na avaliação de laudos de eficácia e pareceres técnicos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu a recomendação de uso no Brasil de 63 fungicidas utilizados no controle da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) na cultura da soja. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (Ato 71), em dezembro de 2016. A decisão prevê a exclusão da recomendação de controle da ferrugem asiática da bula dos produtos listados abaixo em até 90 dias, contados, a partir de 16 de dezembro 2016. 

A medida foi pautada na avaliação de laudos de eficácia e pareceres técnicos pela Comissão Técnica de Reavaliação Agronômica de Produtos Formulados de Agrotóxicos para o Controle de Phakopsora pachyrhizina Cultura da Soja. A Comissão avaliou, em 2016, os fungicidas com ativos isolados, a partir de laudos de eficácia e pareceres técnicos enviados pelas empresas fabricantes. O trabalho da Comissão continua em 2017, com a avaliação de fungicidas formulados em misturas.

De acordo com a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, essa reavaliação vem sendo feita em razão da redução da sensibilidade do fungo Phakopsora pachyrhizi a alguns fungicidas. Muitos fungicidas registrados tiveram sua eficiência reduzida por adaptação do fungo, embora até o momento não tivessem seu rótulo alterado, podendo induzir o produtor a utilização de produtos com baixa eficiência e perdas de produtividade com essa doença.

 

Confira os produtos que têm suspensas as recomendações para o controle da ferrugem asiática:

ADANTE registro MAPA n.° 6608, ALTERNE registro MAPA n.° 7609, APICE registro MAPA n.° 4812, ARCADIA registro MAPA n.° 8511, ARRAY 200 EC registro MAPA n.° 6708, ARTEA registro MAPA n.° 200, BAND registro MAPA n.° 7209, BRIO registro MAPA n.° 9009, BUMPER registro MAPA n.° 5209, BURAN registro MAPA n.° 7409, BURGONregistro MAPA n.° 18908, CELEIRO registro MAPA n.° 4905, CONSTANT registro MAPA n.° 9299, EGAN registro MAPA n.° 3409, ELITE registro MAPA n.° 10499, ENVOY registro MAPA n.° 17008, ERRADICUR registro MAPA n.° 4514, EXCOLHA registro MAPA n.° 413, FEGATEX registro MAPA n.° 3001, FLAMA registro MAPA n.° 7111, FLEXIN registro MAPA n.° 5810, FOLICUR 200 EC registro MAPA n.° 2895, GUAPO registro MAPA n.° 8509, ICARUS 250 EC registro MAPA n.° 2507, JUNO registro MAPA n.° 794, JUWEL registro MAPA n.° 9209, KEEP 125 SC registro MAPA n.° 1908, KONAZOL 200 EC registro MAPA n.° 11507, MIRADOR registro MAPA n.° 15616, ORANIS registro MAPA n.° 2006, ORIUS 250 EC registro MAPA n.° 2599, PALISADE registro MAPA n.° 8798, PRIORI registro MAPA n.° 2198, PRIORI TOP registro MAPA n.° 4313, QUADRIS registro MAPA n.° 7915, RIVAL 200 EC registro MAPA n.° 6203, RIVAX registro MAPA n.° 14011, SCORE registro MAPA n.° 2894, SHAR CONAZOL registro MAPA n.° 9912, SHAR-TEB registro MAPA n.° 9812, SIMBOLL 125 SC registro MAPA n.° 11009, SKIP 125 SC registro MAPA n.° 5308, SOPRANO 125 SC registro MAPA n.° 1504, STRATEGO 250 EC registro MAPA n.° 302, SYSTEMIC registro MAPA n.° 7306, SYSTHANE 250 EC registro MAPA n.° 3205, SYSTHANE EC registro MAPA n.° 5594, TACORA 250 EW registro MAPA n.° 4210, TEBUCO NORTOX registro MAPA n.° 11108, TEBUCONAZOL 200 EC AGRIA registro MAPA n.° 8216, TEBUCONAZOLE CCAB 200 EC registro MAPA n.° 9412, TEBUFORT registro MAPA n.° 1710, TEBUHELM registro MAPA n.° 7406, TEBUZOL 200 EC registro MAPA n.° 9509, TENAZ 250 SC registro MAPA n.° 2811, TREASURE registro MAPA n.° 4912, TRIADE registro MAPA n.° 2600, TRIFOLI registro MAPA n.° 4908, TRINITY 250 SC registro MAPA n.° 15508, VERDADERO 600 WG registro MAPA n.° 5003, VIRTUEregistro MAPA n.° 1197, YODA registro MAPA n.° 14814, ZOOM registro MAPA n.° 14907.

 

Fonte: Embrapa

Retrospectiva Cepea; hoje, acompanhe café, algodão, arroz e mandioca

CEPEA realiza retrospectiva do setor agricola em 2016

CAFÉ/CEPEA: Robusta é destaque em 2016; preço supera o do arábica pela 1ª vez na história

A forte alta nos preços do café robusta, tanto no mercado interno quanto no externo, marcou o ano de 2016, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Os aumentos foram tão intensos que, pela primeira vez na história, a cotação média desta variedade superou a do arábica. Na segunda quinzena de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta tipo 6 peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, chegou a ficar 13,17 reais/saca acima do Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista. Leia mais.

ALGODÃO/CEPEA: Quebra de safra 2015/16 e maior volume contratado elevam preço

Após acumular forte elevação de 35% em 2015, os preços do algodão seguiram em alta na maior parte de 2016, fechando o ano com aumento de 22,69%. Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o impulso veio da baixa disponibilidade de pluma no mercado doméstico, visto que boa parte da safra 2015/16 foi comprometida antecipadamente e houve uma inesperada quebra na colheita desta mesma temporada. Leia mais.

ARROZ/CEPEA: Quebra de safra e baixo estoque impulsionam cotação do casca em 2016

 

O preço da saca de arroz em casca no Rio Grande do Sul esteve em alta nos dois primeiros meses de 2016, assim como de abril a agosto, impulsionado pela baixa disponibilidade do produto. Porém, com o início da colheita da safra 2015/16, no final de fevereiro, mesmo com lento avanço em comparação com as safras anteriores, houve pressão sobre os valores. As informações são do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Leia mais.

MANDIOCA/CEPEA: Preços tiveram forte recuperação em 2016

O ano de 2016 foi marcado por preços recordes nominais de mandioca em alguns períodos, devido à menor oferta em boa parte do ano e ao crescimento da demanda industrial, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Apesar do cenário altista, a área plantada não teve avanço expressivo em 2016, por conta do endividamento de parte dos agricultores, pela menor disponibilidade de crédito para custeio e até de manivas. Leia mais.

Confira também a página Opinião Cepea

 Fonte: Agrolink

MPF em Santos investigará incêndio em unidade da Vale Fertilizantes em Cubatão

Procurada, a Vale não comentou imediatamente o pedido de abertura de inquérito do MPF de Santos

O Ministério Público Federal em Santos (SP) determinou a instauração de um inquérito para investigar o incêndio registrado na quinta-feira em uma unidade de fertilizantes da mineradora Vale em Cubatão, devido a preocupações com possível vazamento de produtos químicos, segundo comunicado do MPF nesta sexta-feira.

Os procuradores consideram "urgente" a investigação das causas do incêndio, que segundo eles podem representar risco real de saúde à população local e dos trabalhadores da região, além de danos ao meio ambiente.

"Entre as possíveis substâncias emitidas à atmosfera está o nitrato de amônio, que causa irritações e pode gerar problemas respiratórios", destacou o MPF.

A Vale Fertilizantes afirmou, em nota no final da noite de quinta-feira, que o incêndio foi controlado e que uma equipe seguia trabalhando "para apagar pequenos focos que não oferecem riscos".

A empresa disse que não houve vítimas e que dois bombeiros que se sentiram mal ao combater o incêndio passavam bem. Moradores e empresas que precisaram retirar seus funcionários das proximidades após o fogo já foram autorizados a retornar.

 

O Gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente da Vale Fertilizantes, Paulo Pimenta, disse que durante o incêndio pode ter havido liberação de "fumaça levemente tóxica" na região e que a empresa irá apurar as causas do incidente

"O próximo passo é realizarmos uma investigação detalhada para descobrir a causa desse incêndio, que não é comum nesse tipo de armazém", disse o gestor, em vídeo publicado pela Vale em sua página na internet.

De acordo com a empresa, o fogo teve início em uma correia transportadora que alimenta o armazém da unidade de nitrato de amônio do complexo industrial.

A Unidade 2, atingida pelo incêndio, está em atividade desde 1970 e produz fertilizantes fosfatados e nitrogenados.

 

 

Egito irá comprar trigo local a preços globais na próxima temporada

O governo do Egito vai comprar a safra local de trigo a preços globais na próxima temporada, disse o ministro da Agricultura, Essam Fayed, nesta quarta-feira.

O anúncio ocorre após o ministro de Abastecimento do país dizer em novembro que o governo iria comprar trigo local na próxima temporada a um preço estabelecido de 450 libras egípcias por ardeb (150 kg). O Egito geralmente estabelece um preço mais alto do que dos mercados internacionais para comprar seu trigo local como forma de encorajar produtores a cultivarem o grão.

 

Os altos preços têm, há anos, encorajado operadores locais a misturar trigo importado mais barato nos estoques locais subsidiados.

A nova política irá calcular o preço do trigo de acordo com os valores aos quais a agência estatal de compras Gasc adquiriu o trigo importado, disse o ministro.

 

Fonte: Reuters

Fazenda Sant'Anna inova com Leilão Safra Antecipada, em 31 de janeiro

Diferente de 20 anos atrás, a pecuária brasileira exige hoje máxima eficiência dos rebanhos. Para tanto, ter uma prenhês mais precoce e diminuir o intervalo entre os partos são metas indispensáveis a quem deseja ser competitivo no mercado atual. A tarefa não é simples, mas para ajudar os pecuaristas nessa conquista as Fazendas Sant’Anna lançam em janeiro de 2017 o Leilão Safra Antecipada.

O remate especial será realizado em 31 de janeiro pelo MF Rural (www.mfrural.com.br) e Nova Leilões, tendo como proposta disponibilizar touros e matrizes jovens, comprovadamente férteis, em um período no qual a oferta de reprodutores é restrita. Serão 15 touros Nelore PO com idade entre 26 e 28 meses e 18 novilhas Nelore PO prenhes por IA aos 16 meses e com parição prevista já para o início de fevereiro. Todos os animais possuem registro genealógico definitivo (RGD) e são provados pelo Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas (PMGZ).

Segundo Bento Abreu Sodré de Carvalho Mineiro, diretor das Fazendas Sant’Anna, o Leilão Safra Antecipada surgiu para disponibilizar ao mercado joias raras que até então ficavam retidas para o aprimoramento genético do plantel da propriedade, que, entre outros objetivos, há mais de 40 anos, prioriza precocidade sexual, fertilidade e habilidade materna, três das características de maior impacto econômico na pecuária nacional.

Precocidade sexual

A seleção para tal atributo impacta profundamente a produtividade de uma fazenda. Uma novilha capaz de ciclar aos 16 meses de idade, por exemplo, tem sua primeira cria em torno de 24 meses, bem inferior à média nacional de 36 meses, permitindo antecipar em um ano o retorno econômico do investimento. Outro benefício gerado por uma matriz com essa qualidade é permitir o ajuste da produção  para o nascimento de um bezerro por ano, uma exigência da pecuária moderna.

 

Já se emprenhassem aos 18 ou 20 meses o ganho seria menor comparado ao de uma prenhez aos 16 meses, mas ainda assim muito satisfatório perante a realidade atual. Utilizar touros e vacas selecionadas para precocidade sexual não significa apenas fêmeas emprenhando mais cedo, mas também que todas as vacas de reposição estarão sexualmente ativas ainda no início da estação de monta. “As novilhas apartadas para o  Leilão Safra Antecipada foram selecionadas com essa filosofia e são capazes de gerar bons ganhos aos pecuaristas voltados a resultados”, afirma Bento Mineiro.

Fertilidade e Habilidade materna

Assim como ocorre com a precocidade sexual, fertilidade e habilidade materna são qualidades essenciais quando o assunto é melhorar a eficiência produtiva e o capital de giro da fazenda. A primeira porque o bezerro tem que nascer saudável e a segunda porque precisa desmamar pesado, fatores que podem ser melhorados através do uso de touros com DEPS (diferenças esperadas na progênie) positivas.  “E são exatamente esses diferenciais que estamos levando para o leilão”, complementa  Bento Mineiro.

Além deste remate, as Fazendas Sant’Anna planejam um novo leilão de fêmeas, ainda no primeiro semestre, no mês de junho. Estes dois remates são parte de uma estratégia maior dos promotores, de maximizar a venda de matrizes e reprodutores jovens, buscando disponibilizar ao mercado o que tem de mais atual da genética Sant’Anna. Com essa nova estratégia o tradicional leilão anual de touros, que está em sua 28ª edição e ocorre no segundo semestre, fica reservado para a venda de touros mais erados, com idade média de três anos.

 Informações: www.fazendasantanna.com.br / (18) 3265-1329

 

Fonte: Agrolink

Paraná está entre os líderes no uso de biotecnologia agrícola no Brasil

O Paraná se destaca no cenário nacional de cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) com 7,23 milhões de hectares (ha) de transgênicos plantados, de acordo com o último levantamento do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA). No Brasil, o estado fica atrás apenas do Mato Grosso, que possui 12,68 milhões de ha cultivados com OGM. Se fosse um país, o Paraná estaria na sexta posição do ranking global de adoção de transgênicos (entre 28 países), à frente de países de produção agrícola expressiva, como China (3,7 milhões de ha), Paraguai (3,6 milhões de ha), Paquistão (2,9 milhões de ha) e África do Sul (2,3 milhões de ha).

No Estado a soja geneticamente modificada (GM) ocupa 4,88 milhões de ha, o que corresponde a 94,2% da área total cultivada com a oleogenosa. As taxas de adoção de milho e algodão GM, as outras duas culturas com variedades transgênicas disponíveis no Brasil, também são expressivas, 92,4% (2,35 milhões de ha) e 64,2% (552 mil de ha), respectivamente. Para a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, a região é fundamental para a agricultura no País. “É natural que no Paraná, um estado com uma agricultura desenvolvida, os agricultores lancem mão de inovações e tecnologias para aumentar a produtividade e preservar o meio ambiente; os transgênicos são uma das ferramentas para isso.”, analisa.

 

A utilização de sementes transgênicas tem trazido benefícios para o Brasil, uma vez que elas facilitam o manejo da lavoura e podem proporcionar ganhos de produtividade, reduzindo a necessidade de expandir terras agricultáveis para a produção de alimentos. Além disso, devido às características adicionais das sementes GM, elas favorecem a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

 

Fonte: Agrolink

Abiove pressiona por cotas de farelo de soja em cinco países asiáticos

A Associação Brasileira de Óleos Vegetais (Abiove) revelou que negocia cotas de importação de farelo de soja em pelo menos cinco países asiáticos: China, Vietnã, Tailândia, Mianmar e Coreia do Sul. "Nós queremos sensibilizar os governos asiáticos para dar-nos alguma cota de valor agregado nas importações deles," disse o presidente da Abiove, Carlos Lovatelli, ao Blog AgroSouth News.

Através da medida, a indústria busca garantir oferta de farelo de soja no Brasil nos próximos anos. Dentro de 36 meses, a mistura obrigatória de biodiesel ao combustível deve subir para 10%, o que geraria uma demanda maior de 400 mil toneladas para óleo de soja. "O volume de farelo deve aumentar devido ao aumento do nível de óleo para biodiesel. Haverá mais farelo e teremos de exportar," explica Lovatelli.

 

Segundo a Abiove, já existem negociações avançadas com a China, que estabeleceria uma cota de cinco milhões de toneladas de farelo. A produção do produto brasileiro reduziu 3,4% no Brasil neste ano para 29,7 milhões de toneladas com as exportações caindo para 14,3 milhões de toneladas, que é 3,35% menos. Isso aconteceu devido à baixa demanda doméstica por carne, especialmente de frango. Na visão da Abiove, essa situação deve ser revertida em 2017 com novos acordos e mais demanda externa.

 

Fonte: Agrolink

15 anos de práticas sustentáveis é comemorado pelo InpEV

Na noite de segunda-feira (19.12) o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) comemorou os seus 15 anos de atuação nas questões ambientais. O evento que ocorreu em São Paulo faz referência à comemoração do 15º aniversário do Instituto, que hoje é conhecido mundialmente e recolhe 94% das embalagens em plástico produzidas no Brasil. 

O inpEV atua como núcleo de inteligência do Sistema Campo Limpo nas atividades de destinação de embalagens vazias de defensivos agrícolas e promove ações de conscientização e educação ambiental sobre o tema, conforme previsto em legislação. É uma instituição sem fins lucrativos formada por mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria do setor, distribuidores e agricultores.

 

Durante a comemoração o Diretor Presidente, João Cesar Rando recebeu uma homenagem e sensibilizou a todos falando sobre a importância do InpEV e sua contribuição com a sustentabilidade. Visto que atualmente este tema deve ser debatido e levado em consideração, pois viver em sustentabilidade é buscar um estado de equilíbrio em que todos saiam beneficiados. E isto vai desde atitudes que envolvem diretamente o meio ambiente, como reciclagem. 

Fundado em 14 de dezembro de 2001, o inpEV entrou em funcionamento em março de 2002. Desde então, o instituto integra os diversos elos da cadeia, coordena as atividades para a destinação do material e promove ações de conscientização e educação. Formam o rol de associados do inpEV mais de 100 empresas e nove entidades representativas da indústria, dos canais de distribuição e dos agricultores.

 

Fonte: Agrolink

Trigo/Cepea: Média de dezembro é a menor de toda a série real do Cepea

Ainda que os preços internos do trigo estejam oscilando pouco no correr de dezembro, em algumas regiões do Sul do País acompanhadas pelo Cepea, a média da parcial deste mês no mercado de lotes (negociação entre empresas) é a menor, em termos reais, de toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2002 – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de novembro/16.

 

Segundo pesquisadores, esse cenário está atrelado, especialmente, à colheita recorde nesta safra e ao maior volume de trigo importado neste ano. Com a proximidade das festas de final de ano, as vendas de trigo estão praticamente paradas no mercado spot brasileiro. Tanto compradores quanto vendedores estão sem interesse em negociar, devido a dificuldades logísticas e a ajustes de questões tributárias. Além disso, muitos estão atentos aos leilões governamentais.

 

Fonte: Cepea