Preço do milho fecha semana com leves quedas Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na sexta-feira (16.12) baixa de 0,25 centavo de Dólar nos contratos de Março/17, fechando em US$ 3,5625 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com desvalorizações em torno de 0,25 ponto.

 

O mercado norte-americano do milho encerou a semana registrando ligeiras perdas nas principais cotações dos futuros. Com a nova safra 2016/17 precificada e sem o anúncio de fatores que possam interferir significativamente, o cereal dos Estados Unidos segue uma trajetória de estabilidade neste final de ano.

 

Fonte: Agrolink

Mosaic compra Vale Fertilizantes e vira líder do setor no Brasil

A norte-americana Mosaic Fertilizantes anunciou nesta segunda-feira (19.12) a compra da Vale Fertilizantes, em uma transação com valor agregado de US$ 2.5 bilhões. Com o negócio, a Mosaic se transforma na empresa líder em produção e distribuição de fertilizantes no Brasil.

“Essa aquisição trará à Mosaic uma grande oportunidade de se beneficiar do mercado agrícola brasileiro, que cresce rapidamente, e de melhorar suas condições do negócio. Enxergamos isso como uma combinação estratégica ideal para a Mosaic. Nós temos experiência comprovada em mineração e produção de fosfato, um grande registro de integrações de aquisição bem-sucedidas, bem como relações e experiência vastas no Brasil”, afirma o presidente e CEO Joc O’Rourke.

A Vale Fertilizantes tem capacidade de produção de 4,8 milhões de toneladas de fosfatados e 500.000 toneladas de potássio. Possui cinco minas brasileiras de fosfato, quatro fábricas de produção de químicos e fertilizantes e uma unidade de potássio no Brasil. Os oito mil funcionários serão integrados ao quadro da Mosaic, que chegará aos 17 mil totais.

 

A transação inclui também a participação de 40% da Vale Fertilizantes na mina de fosfato Miski Mayo (Peru) e o projeto de potássio em Saskatchewan (Canadá), excluindo a unidade de nitrogênio e não-fosfatados localizada em Cubatão (SP). O empreendimento de potássio em Rio Colorado, na Argentina, será analisada até a conclusão do negócio, prevista para 2017. 

“A Mosaic concordou em adquirir ativos complementares e de alta qualidade em um centro agrícola poderoso, com vantagens de custo significativas e uma avaliação atrativa. Esperamos que essa transação seja um acréscimo ao lucro e também gere um fluxo de caixa positivo, e continuaremos com nosso foco em manter uma forte classificação de crédito em grau de investimento”, afirmou Rich Mack, Vice-Presidente Executivo e CFO da Mosaic.

“À medida que os mercados de commodities e nutrição de safras melhorarem, a Mosaic terá capacidade significativa para superar a concorrência e gerar valor para os acionistas. A Vale será uma sócia minoritária valorizada e trará uma expertise brasileira significativa, a qual acreditamos que irá beneficiar Mosaic nos próximos anos", adiciona Mack.

 
Fonte: Agrolink

Monsanto quer evoluir soluções agronômicas para o Brasil

“Temos trabalhado para evoluirmos nossas soluções agronômicas e a capacitação dos nossos clientes e nosso sistema de distribuição”. A afirmação é do Líder de Gerenciamento de Produtos e Proteção de Cultivos para América Latina da Monsanto, Marcelo Segalla, que concedeu entrevista para o Portal Global Agrochemicals falando sobre os novos produtos do portfólio da empresa e o mercado de defensivos no Brasil.

O executivo exemplifica citando o Sistema Roundup Ready Plus – um conjunto de ferramentas elaborado pela Monsanto em parceria com diversos acadêmicos do Brasil. A solução oferece ao produtor, sem qualquer custo, dicas de manejo de plantas daninhas através de consultoria virtual. 

“O agricultor pode avaliar como utilizar da melhor maneira os produtos que comprou para sua lavoura, como também trabalhar o seu planejamento da safra e avaliar qual seu risco de resistência de plantas daninhas a Glifosato hoje em sua lavoura. Pelo próprio site do Roundup Ready Plus, o usuário pode realizar cursos online e obter um diagnóstico inicial do risco de resistência em sua fazenda ou talhão”, explica.

 

Falando sobre a grande concorrência que enfrenta no fornecimento do herbicida glifosato no Brasil, o engenheiro de Produção Química afirma que a estratégia da empresa é a de atuar em três frentes: “confiança, tradição e performance dos produtos”.

“Para fortalecer ainda mais a marca Roundup e atender às expectativas dos nossos clientes, além dos planos anuais de marketing e comunicação, seguimos intensificando nossas ações de Pesquisa & Desenvolvimento, tanto para outras moléculas (como o exemplo de Dicamba), como também para novas formulações à base de Glifosato”, aponta Segalla. 

“Anualmente, trabalhamos em um cenário de avanço de novos candidatos baseado nas necessidades agronômicas atuais e futuras dos nossos agricultores, como a própria evolução da resistência de plantas daninhas, além de perspectivas quanto às tecnologias de aplicação, manuseio, armazenagem e descartes de embalagens; pontos estes presentes em nosso processo de gestão de portfólio”, conclui. 

 

Fonte: Agrolink

Demanda sustenta preço da soja nos EUA Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quinta-feira (15.12) alta de 5,25 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/17, chegando a US$ 10,29 por bushel. O contrato de Março/17 subiu 4,75 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 4,00 centavos de Dólar.

 

Após uma sessão morna, que chegou a descer para o campo negativo, o mercado norte-americano de soja retomou seus ganhos nas principais cotações dos futuros. O principal fator de sustentação foi, mais uma vez, a demanda mundial aquecida. Foram anunciadas novas compras chinesas e um boletim de exportações semanais acima da expectativa do mercado.

 

Fonte: Agrolink

BID e Sicredi oferecem crédito para agricultura de baixa emissão de carbono

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fechou parceria com o Banco Cooperativo Sicredi para financiar práticas agrícolas de baixa emissão de carbono. A linha de crédito disponibilizada totaliza US$ 50 milhões, sendo destinada a pequenos agricultores brasileiros com o objetivo de promover a inclusão financeira em áreas rurais, aumentar a segurança alimentar e preservar o meio ambiente.

De acordo com o BID, este é o primeiro empréstimo de taxa variável do Grupo BID em reais brasileiros. O prazo mais longo, de 4 anos, será proporcionado através da intermediação da CII (Corporação Interamericana de Investimentos), e geralmente não está disponível no mercado de bancos comerciais locais.

 

O BID anunciou ainda que oferecerá ao cliente a opção de participar de uma cooperação técnica para treinar seu pessoal em práticas agrícolas de baixa emissão de carbono e para incentivar os pequenos produtores rurais a adotar tecnologias não prejudiciais ao meio ambiente por meio de um mecanismo de financiamento baseado em resultados.

 

Fonte: Agrolink

Maranhão em “estado de emergência fitossanitária” por Helicoverpa armigera

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decretou estado de emergência fitossanitária pelo risco de surto de Helicoverpa armigera no Maranhão. A medida, publicada na última quarta-feira (14.12) no Diário Oficial da União (DOU), compreende as “mesorregiões leste e sul do Estado do Maranhão, para implementação do plano de supressão da praga e adoção de medidas emergenciais”.

A Portaria número 265 estabelece o prazo de vigência da emergência fitossanitária por um ano, contando a partir da publicação no DOU. Assinada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a decisão permite o uso de possibilita a utilização de produtos à base de benzoato de emamectina para o controle da praga nas lavouras. O princípio ativo não é registrado no Brasil, mas foi autorizado em caráter provisório.

 

O Maranhão já havia sido declarado em estado de emergência fitossanitária no ano de 2015, pela então titular do Mapa Katia Abreu. A Portaria 265 atende a uma solicitação do Governo do Maranhão, provocada por reivindicação dos produtores rurais daquele estado

 

Fonte: Agrolink

Alta do petróleo mantém valorização do milho Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (13.12) alta de 0,50 centavo de Dólar nos contratos de Março/17, fechando em US$ 3,61 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com leves valorizações entre 0,50 e 1,75 ponto.

O mercado norte-americano do milho teve mais um dia de ligeiros ganhos nas principais cotações dos futuros, ainda sustentado pela alta do petróleo. As cotações só não subiram mais porque há sinais de que a América do Sul vai colocar muitos grãos no mercado global nos próximos meses.

 

Fonte: Agrolink

Entrevista: Controle biológico de nematoides

O Portal Agrolink entrevistou com exclusividade Deraldo Horn, gerente de marketing da Simbiose, sobre o Nemacontrol, a primeira tecnologia brasileira para o controle biológico dos nematoides. Ele explica a importância da adoção de produtos biológicos, bem como o mecanismo de ação do Nemacontrol e a viabilidade econômica deste tipo de controle.

Agrolink – Qual é a importância de ter uma tecnologia biológica para o controle de nematoides?

Deraldo Horn, Simbiose – Com a expansão da área agrícola, novos problemas surgiram, dentre eles as doenças causadas por nematoides. Ainda não temos controle químico eficiente e cultivares resistentes a essa doença e a distribuição geográfica é ampla, parasitando várias culturas como soja, aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim e alguns adubos verdes. 

As espécies que atacam essas culturas são as formadoras de galha (Meloidogyne spp.), de cisto (Heterodera glycines), reniforme (Rotylenchulus reniformis) e o nematoide das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) – que é o grupo mais importante de nematoides à agricultura. Com a tecnologia biológica conseguimos proteger o sistema radicular durante todo o ciclo da cultura impedindo que os nematoides ataquem o sistema radicular com isso evitamos a entrada de outras doenças radiculares.

Agrolink – Qual é mecanismo de ação do Nemacontrol?

 

Deraldo Horn, Simbiose – O NemaControl é formulado a partir da bactéria Bacillus amyloliquefaciens. Quando inoculado na semente ou aplicado via sulco de plantio, o Bacillus amyloliquefaciens irá colonizar o sistema radicular da planta, alimentando-se dos exsudatos radiculares. Quando da ocorrência da colonização a bactéria sintetiza, ou seja, produz várias toxinas e antibióticos que serão liberados no solo formando uma capa protetora ao redor do sistema radicular da planta.

Os nematoides são guiados quimicamente até a raiz através do reconhecimento químico dos exsudatos. Assim, em função do B. amyloliquefacies modificar as características químicas na região da rizosfera, os nematoides não conseguem reconhecer os exsudatos radiculares, inibindo assim a penetração dos nematoides nas raízes. Além disso, quando os antibióticos e toxinas produzidas pelo B. amyloliquefaciens entram em contato com os ovos de nematoides presentes próximos ao sistema radicular, esses penetram nos ovos, matando o embrião do nematoide.

Outra característica do B. amyloliquefaciens é a de promover o crescimento da planta em função de possuir a característica de sintetizar moléculas orgânicas com efeito hormonal (auxina, giberelina e citocinina). Além disso, o NemaControl também atua na ativação do metabolismo secundário das plantas, ou seja, é um indutor de resistência sistêmica, melhorando assim a defesa das plantas.

Agrolink – O investimento no controle biológico é economicamente favorável para o produtor?

Deraldo Horn, Simbiose – Os produtos biológicos são formulados por agentes de controle isolados na natureza, o que não agride o meio ambiente. Além disso, estas tecnologias para o controle de pragas possuem melhor relação custo/benefício quando comparados a alguns agrotóxicos convencionais, resultando em benefício financeiro para o produtor.
 

 Fonte: Agrolink

Promip estende uso do Macromip Max para controle biológico do ácaro rajado no tomate

A Promip anunciou o lançamento do Macromip Max para o controle biológico do ácaro rajado em tomateiro. A solução reúne como agentes biológicos os ácaros predadores Phytoseiulus macropils (de cor avermelhada) e o Neoseiulus californicus (coloração amarelada).

De acordo com a fabricante, o que torna o ácaros predador Phytoselius macropilis mais eficiente é sua estrutura corporal, que permite uma rápida locomoção na planta de tomate. Com isso, o agente biológico vai ao encontro e alcança o alvo em qualquer lugar da folha para eliminá-lo. 

O ácaro rajado é a única fonte de alimentação deste predador, e o consome em todas as suas fases de desenvolvimento. De acordo com os testes, o Phytoselius macropilis pode comer até 40 ovos ou ninfas por dia sem produzir resíduos.

“Devido ao uso excessivo de acaricidas químicos, o ácaro rajado tornou-se resistente a diversas moléculas, o que dificulta o controle de pragas no cultivo de tomate. Neste sentido, o Macromip Max pode revolucionar o setor e melhorar a produtividade dos agricultores”, afirmou o CEO da Promip, Marcelo Poletti, à Revista Cultivar.

“Há anos o Macromip Max vem sendo comercializado pela Promip levando aos produtores um controle rápido e eficiente do ácaro rajado nas mais diversas culturas, como ornamentais, cultivos extensivos e hortaliças. Agora, a solução pode ser aplicada também ao tomate, o que irá revolucionar a produção do agricultor, aumentando a produtividade e atendendo ao desejo por uma agricultura mais sustentável”, conclui.

 

Fonte: Agrolink

Brasil deve plantar 52,5 milhões de hectares de transgênicos, diz Céleres

Serão plantados 52,5 milhões de hectares de culturas transgênicas no Brasil nesta safra 2016/17, entre soja, milho (verão e inverno) e algodão. É o que aponta o relatório “2º levantamento de adoção da biotecnologia agrícola no Brasil”, divulgado pela Consultoria Céleres no último dia 9 de Dezembro. A adoção de organismos geneticamente modificados (OGM) deve manter praticamente o mesmo número do relatório anterior, com 93,4% da área total semeada. 

De acordo com a Céleres, o evento (RI/TH) atingirá 32,0 milhões de hectares, somando as três culturas analisadas, representando taxa de adoção de 65,1%. Esta tecnologia tenderá a ser, cada vez mais, dominante dentre as culturas atuais. O número de tecnologias aprovadas com genes combinados chegou a 27 (46,5% do total), sendo apenas uma para a cultura da soja, 22 para a cultura do milho e 12 para o algodoeiro.

“No total, são 58 eventos aprovados para comercialização (oito resistentes a insetos, 19 tolerantes a herbicidas, 27 com genes combinados, um resistente a doenças, um para aumento de produtividade, um para aumento de rendimento industrial e um tolerante ao estresse hídrico). Vale lembrar que em outubro, a CTNBio, pela primeira vez, aprovou para fins de importação (e não cultivo), três eventos de milho geneticamente modificado – um tolerante ao herbicida glifosato, um tolerante ao estresse hídrico e outro com fins industriais, promovendo o aumento de rendimento para produção de etanol. Tais eventos foram aprovados em caráter de exceção, para suprir a demanda do cereal neste ano”, aponta a Consultoria.

A soja stack, que possui apenas um evento aprovado até agora, é a tecnologia mais cultivada no país, com 20,2 milhões de hectares na safra 2016/17. “Como observado no relatório anterior, é clara a captura de benefícios para os sojicultores, tanto no aspecto econômico, quanto na melhoria do manejo e na facilidade de produção. Entretanto, a produtividade ainda não atingiu seu completo potencial, ficando semelhante à tecnologia TH”, explica a Céleres.

Será mantida a área com cultivares transgênicas de soja em 32,7 milhões de hectares apontados no relatório anterior. O milho (verão + inverno) continuará na segunda posição, alcançando 15,7 milhões de hectares. O milho inverno geneticamente modificado atingirá 91,8% da área total semeada, ou 10,4 milhões de hectares. Os eventos RI/TH chegarão em 7,1 milhões de hectares (porém com a mesma taxa de adoção anterior, de 62,4%).

No caso do milho verão, os números do segundo levantamento da safra 2016/17 mostram um total de 5,3 milhões de hectares, ou 82,3% de adoção. “Vale lembrar que a adoção do milho verão provavelmente permanecerá nesta taxa, pois a adoção do produto transgênico na região centro-sul (onde a concentração de agricultores de média a alta tecnologia é maior) já chega ao seu limite, com 95,5%. Aliado a isso, para as regiões Norte e Nordeste (onde o uso de tecnologia ainda é baixo), a perspectiva de aumento de adoção é baixa (ficando em torno de 61,1%)”, aponta o levantamento.

 

Fonte: Agrolink

Mesmo com safra cheia, Brasil importou 700 mil tons de trigo em novembro

As importações brasileiras de trigo continuaram em ritmo muito forte em novembro, apesar das boas perspectivas de colheita. Foram desembarcadas no País 700 mil toneladas no mês passado – um volume 43% maior do que o mesmo período do ano anterior. 

De agosto até o início de dezembro já foram importadas 2,76 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 65% na comparação com igual período de 2015. De acordo com o analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, há quatro razões para o Brasil continuar comprando o cereal, mesmo com a perspectiva de safra cheia.

“As causas todos conhecemos: término da disponibilidade da safra anterior dois meses antes do início da atual temporada; atraso de, pelo menos, duas semanas no início da colheita da safra 2016/17; necessidade de esperar dois meses até que a safra colhida esteja no ponto de ser usada; paralisação da comercialização por mais de mês, com todo o mercado esperando a efetivação dos leilões do governo que, ao final, não estão absorvendo a quantidade desejada, nem proporcionando a lucratividade esperada”, explica Pacheco.
 
Fonte: Agrolink

Ourofino Agrociência firma parceria com Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Em 29 de novembro, a Ourofino Agrociência e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia se reuniram em Brasília (DF) para assinar um acordo de cooperação biológica, que objetiva o desenvolvimento de uma nova linha de produtos biológicos (bioinseticidas, bioherbicidas, biofungicidas, entre outros).

Esse mercado está em plena expansão. De acordo com dados da Dunham Trimmer (Farm Chemicals International), entre 2007 e 2015, o setor cresceu mais de 300%, sendo avaliado em cerca de US$ 2 bilhões. No Brasil, em 2014, o segmento correspondia a US$ 113 milhões, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). 

"Queremos ser a contraparte da Embrapa na formulação de produtos biológicos que cheguem rápido ao mercado e com capacidade de atender às necessidades dos produtores nacionais de forma sustentável. Vamos aproveitar o profundo conhecimento cientifico acumulado pela Embrapa ao longo dessas mais de quatro décadas e contribuir para encurtar o caminho entre laboratório e campo", destaca Norival Bonamichi, presidente da Ourofino Agrociência, que reforçou ainda a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

O acordo de cooperação biológica tem como proposta transformar ciência em riqueza para o agronegócio. Para isso, a Ourofino Agrociência, uma empresa brasileira, desenvolverá formulações adequadas à condição climática local, que registra altas temperaturas e grande pressão de pragas e doenças, além de insolação e outros fatores característicos que fazem do Brasil um país único. “Ciência é o motor do desenvolvimento do país. Aquele que almeja a liderança precisa investir para fortalecer os vários segmentos da economia, inclusive a agropecuária”, diz Maurício Antonio Lopes, presidente da Embrapa.

Quem também reforça a importância do acordo é José Manuel Cabral de Sousa Dias, chefe-geral interino da Embrapa. “Os resultados das pesquisas gerarão produtos inovadores para um mercado ávido pela união dos manejos, muitas vezes necessárias”.

 

A assinatura do acordo de cooperação biológica fez parte da solenidade de aniversário da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que comemora 42 anos em 2016. Na ocasião, diversas autoridades estiveram presentes, entre elas, o presidente da Embrapa da Ourofino Agrociência.

2016

A Ourofino Agrociência acredita no desenvolvimento do agronegócio nacional. Prova disso são os constantes investimentos em infraestrutura. Entre 2015 e 2016, foram aplicados, aproximadamente, R$ 43 milhões na fábrica com o intuito de aumentar as operações e a capacidade de produção. Uma das áreas que recebeu investimento foi a Unidade de Formulação Destinada à Suspensão Concentrada, que ampliou a capacidade de 40 mil litros/dia para 100 mil litros/dia, a fim de atender a demanda interna e incrementar a capacidade produtiva da empresa e de terceiros. 

Em 2017, será inaugurada ainda a Planta de Grânulos Dispersíveis para Herbicidas, com capacidade de produção de 8 milhões de quilos/ano. O projeto obteve R$ 12 milhões em investimentos para formulação de novos produtos

Sobre a Ourofino Agrociência 

A Ourofino Agrociência é uma empresa brasileira, fabricante de defensivos agrícolas. Sua fábrica, considerada uma das mais modernas do mundo no segmento, está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 120 milhões de litros por ano. São mais de 50 mil m² de área construída, com equipamentos modernos e ambiente automatizado. Mais informações no site www.ourofinoagrociencia.com
 Fonte: Agrolink

Aprovada soja transgênica tolerante ao herbicida Dicamba

Em sua última reunião ordinária do ano, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) liberou a comercialização da soja geneticamente modificada MON 87708. Desenvolvida pela multinacional Monsanto, trata-se da primeira tecnologia lançada no Brasil tolerante ao herbicida Dicamba.

A liberação foi decidida na última quinta-feira (08.12), em reunião realizada em Brasília e divulgada pelo MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). A deliberação é resultado de um processo de autorização instaurado há mais de dois anos: no dia 24 de Outubro de 2014.

Na mesma reunião ordinária da CTNBio foi autorizada a liberação comercial da soja tolerante ao Dicamba e ao Glifosato MON 87708 x MON89788. A decisão autoriza o uso dos transgênicos “com vistas à sua liberação no meio ambiente, seu uso comercial e quaisquer outras atividades relacionadas a este OGM e quaisquer progênies dele derivados”.

 
Fonte: Agrolink

Motivos do fracasso dos leilões de trigo da Conab Visitas: 537

Porque houve tão pouca adesão aos leilões de trigo da Conab, se foram tão reivindicados pelo setor? O analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, explica que a resposta está nos preços líquidos finais em cada estado. “No Paraná, o prêmio oferecido não cobria a finalidade a que se propôs, que é a de garantir o pagamento do preço mínimo ao agricultor no interior do estado”, aponta o especialista.

O segundo grupo de leilões de trigo da safra 2016/17 no Brasil comercializou menos da metade do que foi ofertado, ou exatos 42,46%. O leilão de PEPRO comercializou 67,61% e somente no Rio Grande do Sul, com zero de interesse no Paraná e em Santa Catarina. O leilão de PEP comercializou apenas 2% das ofertas e somente no RS.

“O cálculo é o seguinte: preço atual R$ 35,00/saca ou R$ 583,45/tonelada. Se adicionarmos o prêmio do leilão de R$ 182,50 oferecido pelo governo daria R$ 765,95 posto no porto (para onde necessariamente tem que se levar a mercadoria para despachá-la, quer para os moinhos do nordeste, quer para exportação, porque o edital do leilão proíbe que seja vendida para os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste). O custo para levar para o porto, entre frete, recepção, armazenagem, documentação e embarque nos navios, mais comissões e taxas diversas é de R$ 152,13/t aproximadamente, deixando um líquido para o produtor de R$ 614,60 (ou R$ 36,87/saca) isto é, R$ 29,6/ton a menos do que o preço mínimo, sem contar que não há nenhuma remuneração prevista para cooperativas e cerealistas realizarem o trabalho em nome do agricultor (porque são elas que fazem tudo)”, explica Pacheco. 

 

O analista da T&F afirma que ninguém vai querer “trabalhar de graça e ainda ter que cobrir o rombo entre o preço prometido e o preço concedido pelo governo e não ser ressarcido? Por seu lado, os produtores do estado estão guardando o seu trigo e pedindo no mínimo R$ 40,00/saca para vendê-lo. Por isso ficaram de fora”.

“Já no Rio Grande do Sul a situação é diferente: o mesmo cálculo acima garante R$ 36,87/saca no interior, quando o triticultor gaúcho recebe hoje cerca de R$ 29,00/saca, uma diferença de 27,14% a mais do que os atuais preços de pedra no estado. Então o leilão valeu a pena e o mercado se lançou com vontade, abocanhando 100% dos lotes, disputando preços de tal maneira a reduzir o prêmio em 17,29%. Estima-se que 85% dos arrematantes de PEPRO foram produtores (via cerealistas?) e 15%, cooperativas”, completa.

Pacheco aponta duas conclusões: A primeira é que os leilões não estão garantindo o Preço Mínimo do Governo Federal, de R$ 644,20/t a serem pagos ao agricultor; e a segunda é que os leilões não estão melhorando o nível geral do mercado físico, porque não estão enxugando estoques o suficiente para isso, mas apenas os dos lotes oferecidos nos pregões. O mercado físico não se mexeu (na verdade caiu um pouco em algumas regiões do PR).

 Agrolink

Soja segue em alta com demanda chinesa Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (06.12) alta de 4,25 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/17, chegando a US$ 10,4775 por bushel. O contrato de Março/17 subiu 5,50 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 5,00 centavos de Dólar.

Mais um dia de ganhos nas principais cotações dos futuros do mercado norte-americano de soja, sustentado pela forte demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos. A China segue comprando grandes quantidades de grãos, e há expectativa de que o próximo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) tenha viés altista.

 

Fonte: Agrolink

Após disparada, milho estabiliza nos EUA Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (06.12) alta de 1,25 centavo de Dólar nos contratos de Março/17, fechando em US$ 3,6050 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com valorizações entre 0,75 e 1,50 ponto.

 

Após fortes altas na abertura da semana, o mercado norte-americano do milho registrou uma sessão de leves ganhos nas principais cotações dos futuros. A demanda internacional pelo cereal dos Estados Unidos segue aquecida, mas os ganhos são limitados em função da conclusão da colheita recorde na safra 2016/17.

 Fonte: Agrolink