Brasil precisa investir US$ 300 bilhões para recuperar rodovias

Para atingir um patamar mínimo necessário, o Brasil precisaria investir nada menos que US$ 300 bilhões em sua malha rodoviária nos próximos 15 anos. A projeção é do estudo “Infraestrutura Rodoviária no Brasil”, elaborado pela Bain & Company e divulgado pela Datagro.

Esse investimento deveria ser focado na construção de 20 mil quilômetros de rodovias, aumentando a densidade do País para 4,2 km por cada mil km² de território. Com isso seriam conectadas 22 capitais e cinco fronteiras comerciais. Nos últimos três anos o Brasil construiu cerca de três mil quilômetros de rodovias – uma densidade de 1,7 km por cada mil km² de território de estradas. 

 

Para se ter uma ideia da defasagem, este número é seis vezes menor do que o dos Estados Unidos (10,6 km por cada mil km²), que é um dos maiores concorrentes do Brasil no agronegócio. Fica também muito abaixo da China, que tem 10,9 km por cada mil km² de território.

“Em grande parte, isso depende das concessões, já que locais com maior PIB per capita e corredores com potencial de pedágio representam mais de 70% da malha proposta. E nas demais regiões, acreditamos que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) representam uma excelente alternativa que deve ser aplicada principalmente ao Norte do País”, destaca Fernando Martins, autor do estudo.

 

Fonte: Agrolink

Café/Cepea: Mesmo com oferta reduzida no Brasil, preço do robusta cai

Apesar da baixa oferta de café robusta no Brasil, os preços da variedade estão em queda. Conforme pesquisadores do Cepea, a pressaã vem das reduçoes nos valores externos, que estão sendo influenciados pela perspectiva de melhora na safra 2016/17 do Vietnã, maior produtor mundial de robusta.

 

No geral, as negociaçoes no mercado doméstico estao lentas, visto que muitos compradores estao fora do mercado. Entre 14 e 22 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do robusta do tipo 6 peneira 13 acima recuou expressivos 7,37%, fechando a R$ 511,54/saca de 60 kg nessa terça-feira, 22. Quanto ao arábica, os preços também estao em queda. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 559,99/saca de 60 kg nessa segunda-feira, baixa de 0,57% em relação ao fechamento da terça anterior. 

 

Fonte: Cepea

Milho/Cepea: Maior disponibilidade pressiona cotaçoes

 

Milho/Cepea: Maior disponibilidade pressiona cotaçoes

Os preços do milho seguem em queda na maioria das regioes acompanhadas pelo Cepea. O bom desenvolvimento da safra verao e a redução das exportaçoes vêm favorecendo o aumento da disponibilidade e dos estoques de passagem no mercado interno. Assim, compradores continuam exercendo pressao sobre os valores.

 

Na regiao de Campinas (SP), segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de queda nos preços foi amenizado na última semana. O suporte veio da retraçao de vendedores, que apostam em novos aumentos com a valorizaçao do dólar frente ao Real. Para o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (referencia regiao de Campinas, SP), a variaçao no acumulado de sete dias foi negativa em 0,7%, depois da queda de 4,2% na semana anterior, com a saca de 60 quilos cotada a R$ 39,03 na sexta-feira, 18.

 

Fonte: Cepea/Esalq

Soja/Cepea: Valores caem e liquidez é baixa no BR

 

Soja/Cepea: Valores caem e liquidez é baixa no BR

Vendedores de soja elevaram o interesse em negociar parte da safra brasileira 2016/17 na última semana, motivados pela valorização do dólar frente ao Real. O ritmo de efetivaçoes, porém, segue lento frente a temporadas anteriores, devido aos menores patamares de preços. Segundo colaboradores do Cepea, alguns vendedores se mantêm retraídos, apostando em preços maiores ao longo da safra 2016/17, devido ao baixo volume de chuva em áreas de Mato Grosso do Sul, r possível seca na regiao Sul nas próximas semanas e ao clima desfavorável ao cultivo de soja na Argentina.

 

Assim, entre 11 e 18 de novembro, o Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grao depositado no corredor de exportaçao e negociado na modalidade spot (pronta entrega), no porto de Paranaguá (PR), caiu 1%, fechando a R$ 78,09/saca de 60 kg na sexta-feira, 18. A média ponderada da soja no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, foi de R$ 74,05/saca 60 kg na sexta, recuo de 2,8% no período. 

 

Fonte: Cepea/Esalq

Exportações mantém preço da soja em alta Análise Agrolink

Exportações mantém preço da soja em alta – Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na sexta-feira (18.11) alta de 4,25 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/16, chegando a US$ 9,9375 por bushel. O contrato de Março/17 subiu 3,75 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 3,25 centavos de Dólar.

 

O mercado norte-americano fechou a semana com ganhos nas principais cotações dos futuros da soja, sustentado por novos anúncios de vendas para exportação. As altas são contidas pela oscilação do Dólar e do mercado financeiro, que vivem momento de instabilidade e podem aguçar a aversão ao risco.

 

 

Fonte: Agrolink

Mandioca/Cepea: Oferta restrita enfraquece movimento de queda nos preços

 

Mandioca/Cepea: Oferta restrita enfraquece movimento de queda nos preços

Agricultores com mandioca disponível continuam com baixo interesse em comercializar o produto, devido às recentes quedas nos preços, à expectativa de valores maiores nos próximos meses e aos menores índices pluviométricos, que dificultaram o avanço da colheita. Segundo pesquisadores do Cepea, 66% das fecularias não realizou processamento na última semana. Outras, por sua vez, tiveram menos dias de trabalho, por conta do feriado do dia 15 (Proclamação da República), que manteve baixa a demanda pelo produto.

 

Entre 14 e 18 de novembro, a quantidade de mandioca processada na indústria de fécula foi de 27,1 mil toneladas, 3,9% abaixo da semana anterior. Devido à menor oferta, as quedas de preços foram minimizadas. Assim, a média a prazo para a tonelada de mandioca posta fecularia ficou em R$ 433,74 (R$ 0,7543 por grama de amido na balança hidrostática de 5 kg), recuo de 2,6% frente à semana anterior.

 

Fonte: Cepea/Esalq

Boi/Cepea: Liquidez é baixa e preço da arroba se enfraquece

 

 
Boi/Cepea: Liquidez é baixa e preço da arroba se enfraquece
 

O ritmo de negócios está bastante lento no mercado de boi gordo. Segundo pesquisadores do Cepea, embora a oferta de animais não seja significativa, a indústria tem exercido alguma pressão sobre as cotaçoes. Na primeira quinzena de novembro, o Indicador ESALQ/BM&F do boi gordo acumula baixa de 1%, fechando em R$ 149,17 nessa quarta-feira, 16.

 

Já no mercado atacadista de carne com osso da Grande São Paulo, os preços da maioria dos cortes registraram alta no período entre 31 de outubro e 16 de novembro. A carcaça casada bovina se valorizou 1,5% na parcial do mês, a R$ 9,97/kg nessa quarta, 16. 

 Fonte: Cepea/Esalq

Temporada de Primavera apresenta estabilidade nos negócios

 

 
Temporada de Primavera apresenta estabilidade nos negócios
 

Leilões realizados pela Trajano Silva Remates ultrapassam 13,8 milhões mantendo números de 2015

As vendas de touros e ventres mais uma vez se confirmou em alta nesta época de exposições, feiras e remates particulares. Em seis leilões realizados durante a temporada de primavera da pecuária no Rio Grande do Sul, a Trajano Silva Remates alcançou um resultado de R$ 13,82 milhões de faturamento nos eventos promovidos pela leiloeira no período de vendas em 2016.

Os números gerais da temporada se mantiveram estáveis, já que em 2015 o valor do faturamento dos remates realizados pela Trajano Silva foi também de 13,8 milhões, mostrando que, apesar do momento econômico no país, o mercado da pecuária de corte vem se mostrando firme. Conforme o leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva, os eventos realizados pelo escritório tiveram respostas positivas. "Foi uma temporada boa em geral. Nossos leilões foi acima da média nos resultados", observa. 

 

Conforme a previsão do início do período de vendas, Silva avalia que as raças sintéticas, como o Brangus e o Braford, foram os grandes destaques do período de comercialização da pecuária gaúcha. Também foi destaque, de acordo com o especialista, a alta procura por genética dos criatórios do Rio Grande do Sul por compradores do centro do país. "Se vendeu até mais do que em anos anteriores. Isto se explica por conta da valorização da carne produzida por estas raças que trazem o sangue das britânicas", salienta.

Uma tendência observada pelo leiloeiro foi a inclusão de vendas de cavalos Crioulos na maior parte de tradicionais eventos de venda de bovinos de corte. Para o diretor da Trajano Silva Remates, a explicação se dá por economia dos investimentos. "Para não montarem outros eventos que não justificaria o investimento, os vendedores decidiram aproveitar o espaço", afirma.

Foto: Trajano Silva Remates/Divulgação
Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Algodão/Cepea: Vendas externas limitam oferta de pluma de maior qualidade no BR

 

Algodão/Cepea: Vendas externas limitam oferta de pluma de maior qualidade no BR
17/11/16 - 11:12 

Com o beneficiamento do algodão em pluma da safra 2015/16 caminhando para o final, produtores têm destinado os tipos melhores especialmente para o cumprimento de contratos antecipados com o mercado externo. Com isso, a disponibilidade interna se mantém restrita, ao mesmo tempo em que compradores buscam adquirir a pluma de qualidade superior.

 

Por outro lado, segundo colaboradores do Cepea, indústrias nacionais que estão recebendo contratos antecipados não se queixam dos tipos da pluma. Entre 9 e 16 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias, referente a pluma 41-4, posta em São Paulo, subiu 1,7%, fechando a R$ 2,5676/lp nessa quarta-feira, 16. Na parcial de novembro (até o dia 16), o Indicador acumula alta de 2,4%.

 

Fonte: Cepea/Esalq

Bônus beneficia agricultores familiares de diversos estadosV

 

Bônus beneficia agricultores familiares de diversos estados

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) calcula, mensalmente, os preços de mercado e o bônus com base nos preços médios do mês anterior nas principais praças de comercialização desses produtos. A diferença percentual entre os dois valores é revertida em desconto na parcela mensal dos financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

Entre 10 de novembro a 9 de dezembro, o babaçu, por exemplo, terá bônus em cinco estados: Pará (61,67%), Tocantins, (58,54%), Ceará, de (69,29%), Maranhão, (51,57%), Piauí (22,65%). É também o produto com o maior bônus em todos os estados. Já a borracha natural receberá bônus para a Bahia (4,5%), Goiás (12,5%) e São Paulo (4%). Com relação ao trigo, serão contemplados os agricultores familiares de Mato Grosso do Sul (24,75%), São Paulo (1,62%), Paraná (19,05%), Rio Grande do Sul (18,74%) e Santa Catarina (8,02%).

 

As informações foram publicadas nesta terça-feira (8), no Diário Oficial da União (DOU). Os preços de mercado e o bônus de desconto atendem ao estabelecido na Resolução n° 4.350, de 10 de julho de 2014, do Conselho Monetário Nacional. 

Clique aqui e acesse a íntegra do documento.

 

Fonte: SESCOOP/GO

Planejamento da lavoura de milho pode garantir maior produtividade

 

Planejamento da lavoura de milho pode garantir maior produtividade
 

Agricultores preparam-se para iniciar o cultivo da safra de milho. Neste momento, é muito importante planejar as ações para garantir boa produção e rentabilidade. Confira as orientações de pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG). Os cuidados com a lavoura começam antes do plantio e influenciam diretamente a produtividade. Veja como algumas medidas podem garantir melhores resultados.

Quais critérios o produtor deve levar em conta ao fazer a escolha da semente de milho?

A semente é o principal insumo de uma lavoura e sua escolha deve merecer toda a atenção do agricultor. O produtor sempre deve estar atento às características dos materiais mais adaptados à sua região, principalmente em relação a potencial produtivo, estabilidade, resistência a doenças, adequação ao sistema de produção em uso e às condições de clima e solo. Além disso, é preciso observar se o lote de sementes adquirido está dentro do prazo de validade e se a germinação (também identificada na etiqueta) está próxima de 100%.

O levantamento anual realizado pela Embrapa Milho e Sorgo mostrou que para a safra 2016/17 foram disponibilizadas 315 cultivares de milho. 

A orientação para o produtor é que busque em sua região informações sobre os híbridos mais plantados e também sobre os resultados dos ensaios regionais de milho, muito comuns na maioria das regiões produtoras. Os resultados desses ensaios servem como bons indicadores para a escolha, principalmente pela relação 'preço x produtividade e estabilidade'.

Vários híbridos que possuem boa produtividade e estabilidade podem ser encontrados nas versões convencionais e também com eventos transgênicos. Essa informação também pode ser valiosa para a escolha do material a ser plantado.

Além de fazer a escolha do híbrido mais adequado, o produtor não deve abrir mão do plantio do refúgio, caso opte por semear algum material com tecnologia transgênica. O refúgio, quando feito de maneira correta, seguindo as orientações técnicas, permite a redução dos custos de produção da lavoura, em função da menor aplicação de produtos para controle de lagartas, além de ser a forma mais adequada de manutenção da tecnologia do milho transgênico.

O que é importante no preparo da área para o cultivo do milho?

Mesmo num cenário repleto de incertezas, a principal orientação para o produtor que irá plantar milho é ter PLANEJAMENTO. O agricultor precisa ser assertivo nas suas escolhas para conseguir economizar o possível buscando colher o máximo.

Nesse sentido, para otimizar o uso de insumos (reduzindo os custos de produção) e buscar minimizar os efeitos de uma eventual restrição hídrica, o produtor deve primeiramente selecionar as glebas com melhor histórico de fertilidade e, consequentemente, de produtividade, e iniciar a semeadura por essas áreas.

Quando o produtor faz a semeadura sem levar em consideração esse fator, as áreas de menor potencial de produção diminuem consideravelmente a rentabilidade, pois o lucro obtido nas áreas de maior potencial acaba "pagando" o prejuízo que pode advir das áreas com restrição. Seguindo essa estratégia de seleção de áreas, mesmo semeando numa área menor, o produtor tem mais chance de sucesso, além de otimizar o uso de insumos, conciliando menor custo com maior taxa de rentabilidade.

As demais áreas, com histórico de fertilidade menor ou outras restrições à máxima produtividade do milho, podem ser semeadas mais tardiamente. 

Outro critério muito importante para o sucesso do milho, mas negligenciado por produtores, é o dimensionamento da área de plantio em função da capacidade operacional, ou seja, o tamanho da área deve ser definido considerando as máquinas e implementos disponíveis para todas as operações mecanizadas.

Em muitas regiões produtoras, a janela para o plantio é curta. No cenário em que o milho apresenta boas perspectivas de preço no mercado futuro, o produtor resolve plantar a maior área possível. Porém, se o maquinário disponível para o plantio for insuficiente para atender a janela ideal de cultivo em função da área a ser semeada, o produtor adota a estratégia de aumentar a velocidade de trabalho, tanto das semeadoras quanto dos pulverizadores. Essa opção afeta diretamente o estande de plantas e a sua distribuição na linha de cultivo, proporcionando o surgimento de falhas ou a competição entre plantas muito próximas.

Para as pulverizações, essa premissa também é válida, pois, no caso de uma pressão de pragas ou doenças que necessite de aplicação tratorizada, o aumento da velocidade de trabalho implica em maiores perdas e menor efetividade operacional. 

Quais tratos culturais devem ser feitos junto ao plantio ou logo em seguida para garantir maior produtividade?

Adubação

 

A adubação do milho é baseada na expectativa de produtividade. A melhor estratégia é sempre realizar a adubação seguindo a análise de solo, a produtividade esperada (o produtor consegue com o histórico dos anos anteriores) e a premissa mais importante: adotar o critério de utilizar a fonte certa, na dose recomendada, na época de maior exigência da planta e no local adequado (solo ou foliar, a lanço ou no sulco, a depender do nutriente e da dose).

A adubação a lanço para otimizar o rendimento operacional no plantio pode não ser a melhor estratégia em algumas situações, principalmente quando se refere à adubação fosfatada e em anos onde a chance de restrição hídrica tende a ser mais severa. A adubação a lanço normalmente resulta em crescimento radicular mais superficial, predispondo as culturas a sofrerem antecipadamente o estresse durante os veranicos.

É sempre importante lembrar que o fornecimento de nutrientes deve ser dimensionado a partir dos requerimentos de todas as culturas que compõem o sistema em rotação ou sucessão. Assim, toda vez que o agricultor aduba o milho com quantidades abaixo das necessárias para repor o que é exportado na colheita, há um empobrecimento das reservas de nutrientes disponíveis no ambiente 'solo+palhada'.

Embora num primeiro momento esse problema possa não ser percebido influenciando a produtividade (por exemplo, em solos de alta fertilidade construída), o uso recorrente de uma adubação deficitária no milho ao longo de algumas safras acabará comprometendo o rendimento da cultura seguinte.

Portanto, é fundamental que se busque calcular o balanço de nutrientes no sistema de culturas praticado na fazenda (por exemplo, soja - milho safrinha), ponderando entradas (adubações) e saídas (exportações) conforme o manejo de fertilizantes e as produtividades alcançadas ao longo dos cultivos. Caso contrário, pode-se incorrer em erros de manejo, com adubações insuficientes ou desbalanceadas frente às exigências nutricionais das culturas envolvidas.

Um manejo eficiente da fertilidade do solo começa com o estabelecimento de um bom sistema de plantio direto, que possibilite maior acúmulo de palhada e crescimento radicular mais profundo, fatores-chave para o melhor desempenho das lavouras em condições sujeitas a déficit hídrico. Dessa forma, um perfil de solo com acidez corrigida e boa disponibilidade de nutrientes em maiores profundidades, assim como uma maior diversificação de culturas, incluindo plantas para a produção de palhada (por exemplo, consórcio milho - braquiária), devem ser objetivos dos agricultores que desejam avançar na busca por maior estabilidade de produção frente às inconstâncias climáticas na região do Cerrado.  

Manejo de plantas daninhas

É importante controlar a competição entre o milho e as plantas invasoras até a emissão da oitava folha, pois antes dessa fase de desenvolvimento, o milho está definindo seu potencial de produtividade, e qualquer competição compromete o rendimento.

O produtor deve atentar para a rotação de produtos com diferentes princípios ativos, pois a resistência de plantas daninhas a alguns herbicidas vem se tornando cada vez mais frequente. Muitos produtores rotacionam produtos comerciais diferentes mas que, em algumas situações, possuem o mesmo princípio ativo. É preciso o acompanhamento constante do engenheiro agrônomo para que essas decisões possam ser mais assertivas.

Manejo de pragas

O manejo integrado de pragas é a tecnologia mais barata e a de maior retorno para o produtor. O monitoramento por armadilhas para captura de insetos traz diversos benefícios operacionais, pois um único técnico pode percorrer as áreas para proceder a contagem e identificação dos adultos das lagartas. Com isso, além do monitoramento, o produtor pode optar pelo uso de tecnologias com menor custo e de menor impacto ao ambiente, como, por exemplo, o controle biológico. 

Ao realizar esse monitoramento, o produtor ganha a opção pela escolha de tecnologias que lhe permitem reduzir o custo com aplicações "calendarizadas". É importante ressaltar que, no caso dos inseticidas, o controle químico deve ser iniciado a partir do nível de dano econômico na cultura, ou seja, o uso desses produtos será sempre em caráter curativo. O uso de produtos químicos para controle de pragas em baixo nível de infestação ou em caráter preventivo não é recomendado, e gera custos sem necessidade. 

Pragas como os pulgões e percevejos, que até alguns anos não eram motivos de preocupação para o produtor de milho, têm causado problemas nas lavouras. No caso de milho verão, a proximidade com lavouras de soja pode aumentar a incidência de ataque e requer manejo específico para o seu controle, baseado sempre em monitoramento das lavouras. 

Manejo de doenças

Também é importante conhecer os sintomas das principais doenças e a fase em que tendem a aparecer para se definir as estratégias de controle. Normalmente, são feitas aplicações preventivas de fungicidas, pois uma vez que a doença esteja presente no milho em alta intensidade, as aplicações de produtos para o controle de maneira curativa são pouco eficientes.

A incidência e severidade de muitas doenças estão relacionadas à cultivar semeada e às condições climáticas durante o desenvolvimento da cultura. Muitos híbridos são resistentes a determinadas doenças e essa resistência pode ser um critério interessante para a escolha do material a ser semeado.

O sucesso no cultivo do milho depende de boas condições climáticas e de um bom manejo da cultura, com uso de tecnologias adequadas. A história tem demonstrado que só alcançando altos rendimentos, o produtor minimiza as flutuações de preços, principalmente para o mercado de milho, que possui duas grandes safras (verão e safrinha) dentro do mesmo ano.

 

Fonte: Embrapa

Argélia compra 580 mil t de trigo em leilão, dizem operadores

 
 
Argélia compra 580 mil t de trigo em leilão, dizem operadores
 

Os operadores estimaram que o trigo poderá ser originado nos Estados Unidos, Alemanha e países do Báltico

A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou 580 mil toneladas de trigo com origem opcional em um leilão encerrado na terça-feira, disseram operadores europeus nesta quarta.

 

Operadores citaram inicialmente que a compra teria sido de 400 mil toneladas, mas depois disseram que a OAIC comprou um volume maior. Os preços ficaram entre 201 dólares e 201,50 dólares por tonelada, incluindo custo e frete, com carregamento para janeiro, disseram.

Segundo eles, o trigo da Argentina teve preços muito competitivos no certame, mas a qualidade do cereal pode não atender os requisitos da Argélia.

 

Fonte: Reuters

JBS espera margens melhores e redução de endividamento em 2017

 

JBS espera margens melhores e redução de endividamento em 2017

A empresa encerrou setembro com relação dívida líquida sobre Ebitda de 4,32 vezes ante 2,55 vezes no mesmo período de 2015

A companhia brasileira de alimentos JBS espera elevação de margens de lucro e redução no nível de endividamento a partir do final deste ano e ao longo de 2017, impulsionada por cenários melhores para carne bovina no Brasil e Estados Unidos, bem como um panorama mais favorável para aos grãos que compõem a ração dos animais.

 

Segundo o presidente-executivo da JBS, Wesley Batista, o nível de endividamento da JBS atingiu o pico e deve cair gradualmente a partir deste trimestre com ajuda de uma esperada geração de caixa maior.

A empresa encerrou setembro com relação dívida líquida sobre Ebitda de 4,32 vezes ante 2,55 vezes no mesmo período de 2015. Batista afirmou que a JBS espera terminar 2017 com alavancagem no patamar de 3 vezes.

 

Fonte: Reuters

Moagem de cana cai 18% no fim de outubro no centro-sul com parada de usinas

 
Moagem de cana cai 18% no fim de outubro no centro-sul com parada de usinas

A Unica destacou que 23 usinas pararam a moagem na segunda quinzena de outubro, a maioria delas em Goiás

A moagem de cana do centro-sul do Brasil atingiu 31,75 milhões de toneladas na segunda quinzena de outubro, queda de cerca de 18 por cento ante o volume processado no mesmo período de 2015, com um maior número de usinas já tendo encerrado a safra 2016/17, informou nesta quarta-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Até o final da segunda quinzena de outubro, 55 unidades produtoras haviam encerrado a safra 2016/17, ante 18 usinas observadas no mesmo período do último ano.

A entidade destacou também que essas 55 unidades tiveram em 2016/17 uma safra pior que a anterior, com redução de 11,9 por cento no volume total processado na comparação com 2015/16.

Na comparação com a primeira semana de outubro, o processamento de cana ficou praticamente estável, com recuo de apenas 0,8 por cento.

O volume processado na segunda quinzena de outubro também ficou dentro do esperado por analistas. A Sucden Financial, por exemplo, projetou moagem de 31,7 milhões de toneladas. Uma segunda fonte do mercado havia projetado a moagem entre 30 milhões e 31 milhões de toneladas.

 

PRIORIDADE PARA AÇÚCAR

As usinas do centro-sul mantiveram a tendência de priorizar a produção de açúcar, que está mais rentável que o etanol, devido a boas cotações internacionais e câmbio favorável, e também para cumprir contratos fechados anteriormente.

Na segunda quinzena de outubro, a produção de açúcar caiu 6 por cento ante a mesma quinzena de 2015, enquanto a fabricação de etanol recuou 29,3 por cento.

A produção de açúcar atingiu 2,05 milhões de toneladas e a de etanol 1,303 bilhão de litros.

Na comparação com a primeira quinzena de outubro, a produção de açúcar caiu 8,6 por cento e a de etanol recuou 7,3 por cento.

O motivo pelo qual a produção de açúcar e etanol caiu, enquanto a moagem ficou praticamente estável na comparação do início com o fim do mês de outubro, está na concentração de açúcar recuperáveis em cada tonelada de cana (ATR), que perdeu 8,1 por cento.

 

 Fonte: Reuters

Exportações totais de carne suína crescem 38,1% em 2016

 

 
Exportações totais de carne suína crescem 38,1% em 2016
 

Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiram 614,5 mil toneladas entre janeiro e outubro, volume 38,1% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior, que foi de 444,9 mil toneladas.

Especificamente em outubro foram exportadas 62,6 mil toneladas, desempenho 21,5% superior ao efetivado no décimo mês de 2015 (com 51,5 mil toneladas).

“Vimos a média dos volumes embarcados subir neste segundo semestre para mais de 65 mil toneladas, diante de uma média de 58 mil toneladas nos seis primeiros meses do ano.  Este comportamento do mercado aponta para um saldo final superior a 700 mil toneladas neste ano”, explica o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

Com esta performance, as vendas geraram receita cambial de US$ 1,208 bilhão entre janeiro e outubro, resultado que supera em 13,4% o saldo obtido nos dez primeiros meses de 2015 (de US$ 1,065 bilhão).

Na conversão para reais, as altas chegaram a 2,5% apenas no mês de outubro, com R$ 465,7 milhões (contra R$ 454,3 milhões em outubro de 2015), e a 19,5% entre janeiro e outubro deste ano, com R$ 4,182 bilhões (frente a R$ 3,500 bilhões nos dez primeiros meses de 2015).

 

Maior importadora de carne suína do Brasil (com 34% do total), a Rússia importou 206,7 mil toneladas entre janeiro e outubro, número 3% superior ao registrado no mesmo período de 2015 (200,3 mil toneladas).   

Em segundo lugar, Hong Kong importou 140 mil toneladas no mesmo período (equivalente a 23,1% do total), volume 45% maior que as 96,3 mil toneladas efetivadas no mesmo período do ano passado. 

Para a China, terceiro principal destino (com 12,4% do total) foram exportadas 75,4 mil toneladas, dado que supera em mais de 2.400% as 3 mil toneladas registradas no ano anterior.

Outros mercados também incrementaram suas compras neste ano, como Chile (em 216%, com 19,4 mil toneladas entre janeiro e outubro), Argentina (119%, com 18,6 mil toneladas), Uruguai (em 32%, com 23,2 mil toneladas) e Singapura (com 20%, totalizando 26,9 mil toneladas.

“Com exceção da Venezuela e de Angola, praticamente não registramos retrações entre os importadores de carne suína do Brasil.  De forma geral, o saldo das vendas foi bastante positivo, em especial na América do Sul e no mercado chinês”, analisa Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente técnico da ABPA.

 

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Argentina pode roubar participação no mercado mundial do milho

 

Argentina pode roubar participação no mercado mundial do milho
 

Um relatório privado de uma consultoria de Boston com presença global prevê que a Argentina poderia roubar boa parte da participação de mercado do Brasil e dos Estados Unidos no milho. Outros analistas apontam, por outro lado, que o crescimento da produção argentina seria compensado por uma maior demanda da China por grãos dos três países.

Nesse cenário, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires divulgou sua mais recente estimativa de produção de milho em 36 milhões de toneladas, o que é 20% superior a 2015. Enquanto isso, a Bolsa de Comércio de Rosario reduz sua previsão de produção de soja no país para 52,5 milhões de toneladas, o que é inferior ao ano passado, devido a chuvas recentes nas principais regiões produtoras.

Em função de a colheita de milho da Argentina acontecer após o pico de vendas da safra norte-americana, essa possibilidade do país vizinho roubar participação de mercado é um desafio, aponta reportagem do Portal Agriculture.com assinada pelo correspondente Luis Vieira.

Don Roose, da consultoria US Commodities, de West Des Moines, Iowa, diz que é importante notar que a safra argentina não estará disponível até abril. “Eu acredito que a Argentina terá um crescimento limitado no market share porque os produtores serão vendedores muito agressivos de milho independentemente do clima pela necessidade de dinheiro. Isso manterá os preços baixos”, diz Roose.

Para Esteban Copati, analista de estimativas agrícolas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, há razões para estar otimistas sobre a nova safra e as safras seguintes em função de uma recuperação da superfície total de grãos desde a safra 2011/2012, antes de um aumento significativo dos impostos de exportação. “Há boas condições nas lavouras, vindo de um ano de El Niño, entrando uma safra com La Niña enfraquecido. As condições do clima serão favoráveis”, afirma Copati.

 

Enquanto isso, Ramiro Costa, economista-chefe da Bolsa de Cereais, acrescenta que esta safra e as próximas serão diferentes das anteriores porque os produtores devem parar de reter grãos em função do câmbio livre e o fim das ‘retenciones’ (impostos sobre exportações). “Cada vez mais haverá menos sobras de soja e milho a cada safra e estoques iniciais menores com essas políticas mais favoráveis à produção. Agora é vantagem vender para os produtores argentinos”, analisa Costa.

Gustavo López, diretor da consultoria Agritrend, acredito que o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos esteja certo na projeção de que a Argentina exportará de 22 a 23 milhões de toneladas em 2016/2017. “A Argentina estará muito próxima aos volumes de exportação do Brasil. Será apenas um salto de 17% para 17,5% do mercado total, o que não é um crescimento tão grande”, explicou.

Chuvas em importantes regiões produtoras da Argentina podem potencialmente significar perdas de soja e milho. A colheita de trigo avança com localidades como General Villegas, na província de Buenos Aires, com uma chuva superior a 400 milímetros acumuladas em Outubro. Até agora, as perdas em trigo já somam dois milhões de toneladas. Até a semana passada, havia um progresso de plantio de soja de 13%, enquanto a média para o período era de 23%, mas foi revertido nos últimos dias e o plantio alcançou 50% no país.

Produtor com intenção prévia de plantio de 700 hectares de soja – a mesma área plantada de milho – Hernando de La Torre está revendo os seus planos após as perdas: “Eu não tenho certeza se vou arriscar em plantar tudo de soja com esse atraso no plantio e preços tão baixos. Talvez mude de última hora para plantar milho”.

 

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Autor: Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink