Argélia compra 580 mil t de trigo em leilão, dizem operadores

 
 
Argélia compra 580 mil t de trigo em leilão, dizem operadores
 

Os operadores estimaram que o trigo poderá ser originado nos Estados Unidos, Alemanha e países do Báltico

A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou 580 mil toneladas de trigo com origem opcional em um leilão encerrado na terça-feira, disseram operadores europeus nesta quarta.

 

Operadores citaram inicialmente que a compra teria sido de 400 mil toneladas, mas depois disseram que a OAIC comprou um volume maior. Os preços ficaram entre 201 dólares e 201,50 dólares por tonelada, incluindo custo e frete, com carregamento para janeiro, disseram.

Segundo eles, o trigo da Argentina teve preços muito competitivos no certame, mas a qualidade do cereal pode não atender os requisitos da Argélia.

 

Fonte: Reuters

JBS espera margens melhores e redução de endividamento em 2017

 

JBS espera margens melhores e redução de endividamento em 2017

A empresa encerrou setembro com relação dívida líquida sobre Ebitda de 4,32 vezes ante 2,55 vezes no mesmo período de 2015

A companhia brasileira de alimentos JBS espera elevação de margens de lucro e redução no nível de endividamento a partir do final deste ano e ao longo de 2017, impulsionada por cenários melhores para carne bovina no Brasil e Estados Unidos, bem como um panorama mais favorável para aos grãos que compõem a ração dos animais.

 

Segundo o presidente-executivo da JBS, Wesley Batista, o nível de endividamento da JBS atingiu o pico e deve cair gradualmente a partir deste trimestre com ajuda de uma esperada geração de caixa maior.

A empresa encerrou setembro com relação dívida líquida sobre Ebitda de 4,32 vezes ante 2,55 vezes no mesmo período de 2015. Batista afirmou que a JBS espera terminar 2017 com alavancagem no patamar de 3 vezes.

 

Fonte: Reuters

Moagem de cana cai 18% no fim de outubro no centro-sul com parada de usinas

 
Moagem de cana cai 18% no fim de outubro no centro-sul com parada de usinas

A Unica destacou que 23 usinas pararam a moagem na segunda quinzena de outubro, a maioria delas em Goiás

A moagem de cana do centro-sul do Brasil atingiu 31,75 milhões de toneladas na segunda quinzena de outubro, queda de cerca de 18 por cento ante o volume processado no mesmo período de 2015, com um maior número de usinas já tendo encerrado a safra 2016/17, informou nesta quarta-feira a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

Até o final da segunda quinzena de outubro, 55 unidades produtoras haviam encerrado a safra 2016/17, ante 18 usinas observadas no mesmo período do último ano.

A entidade destacou também que essas 55 unidades tiveram em 2016/17 uma safra pior que a anterior, com redução de 11,9 por cento no volume total processado na comparação com 2015/16.

Na comparação com a primeira semana de outubro, o processamento de cana ficou praticamente estável, com recuo de apenas 0,8 por cento.

O volume processado na segunda quinzena de outubro também ficou dentro do esperado por analistas. A Sucden Financial, por exemplo, projetou moagem de 31,7 milhões de toneladas. Uma segunda fonte do mercado havia projetado a moagem entre 30 milhões e 31 milhões de toneladas.

 

PRIORIDADE PARA AÇÚCAR

As usinas do centro-sul mantiveram a tendência de priorizar a produção de açúcar, que está mais rentável que o etanol, devido a boas cotações internacionais e câmbio favorável, e também para cumprir contratos fechados anteriormente.

Na segunda quinzena de outubro, a produção de açúcar caiu 6 por cento ante a mesma quinzena de 2015, enquanto a fabricação de etanol recuou 29,3 por cento.

A produção de açúcar atingiu 2,05 milhões de toneladas e a de etanol 1,303 bilhão de litros.

Na comparação com a primeira quinzena de outubro, a produção de açúcar caiu 8,6 por cento e a de etanol recuou 7,3 por cento.

O motivo pelo qual a produção de açúcar e etanol caiu, enquanto a moagem ficou praticamente estável na comparação do início com o fim do mês de outubro, está na concentração de açúcar recuperáveis em cada tonelada de cana (ATR), que perdeu 8,1 por cento.

 

 Fonte: Reuters

Exportações totais de carne suína crescem 38,1% em 2016

 

 
Exportações totais de carne suína crescem 38,1% em 2016
 

Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) atingiram 614,5 mil toneladas entre janeiro e outubro, volume 38,1% superior ao alcançado no mesmo período do ano anterior, que foi de 444,9 mil toneladas.

Especificamente em outubro foram exportadas 62,6 mil toneladas, desempenho 21,5% superior ao efetivado no décimo mês de 2015 (com 51,5 mil toneladas).

“Vimos a média dos volumes embarcados subir neste segundo semestre para mais de 65 mil toneladas, diante de uma média de 58 mil toneladas nos seis primeiros meses do ano.  Este comportamento do mercado aponta para um saldo final superior a 700 mil toneladas neste ano”, explica o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra.

Com esta performance, as vendas geraram receita cambial de US$ 1,208 bilhão entre janeiro e outubro, resultado que supera em 13,4% o saldo obtido nos dez primeiros meses de 2015 (de US$ 1,065 bilhão).

Na conversão para reais, as altas chegaram a 2,5% apenas no mês de outubro, com R$ 465,7 milhões (contra R$ 454,3 milhões em outubro de 2015), e a 19,5% entre janeiro e outubro deste ano, com R$ 4,182 bilhões (frente a R$ 3,500 bilhões nos dez primeiros meses de 2015).

 

Maior importadora de carne suína do Brasil (com 34% do total), a Rússia importou 206,7 mil toneladas entre janeiro e outubro, número 3% superior ao registrado no mesmo período de 2015 (200,3 mil toneladas).   

Em segundo lugar, Hong Kong importou 140 mil toneladas no mesmo período (equivalente a 23,1% do total), volume 45% maior que as 96,3 mil toneladas efetivadas no mesmo período do ano passado. 

Para a China, terceiro principal destino (com 12,4% do total) foram exportadas 75,4 mil toneladas, dado que supera em mais de 2.400% as 3 mil toneladas registradas no ano anterior.

Outros mercados também incrementaram suas compras neste ano, como Chile (em 216%, com 19,4 mil toneladas entre janeiro e outubro), Argentina (119%, com 18,6 mil toneladas), Uruguai (em 32%, com 23,2 mil toneladas) e Singapura (com 20%, totalizando 26,9 mil toneladas.

“Com exceção da Venezuela e de Angola, praticamente não registramos retrações entre os importadores de carne suína do Brasil.  De forma geral, o saldo das vendas foi bastante positivo, em especial na América do Sul e no mercado chinês”, analisa Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente técnico da ABPA.

 

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Argentina pode roubar participação no mercado mundial do milho

 

Argentina pode roubar participação no mercado mundial do milho
 

Um relatório privado de uma consultoria de Boston com presença global prevê que a Argentina poderia roubar boa parte da participação de mercado do Brasil e dos Estados Unidos no milho. Outros analistas apontam, por outro lado, que o crescimento da produção argentina seria compensado por uma maior demanda da China por grãos dos três países.

Nesse cenário, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires divulgou sua mais recente estimativa de produção de milho em 36 milhões de toneladas, o que é 20% superior a 2015. Enquanto isso, a Bolsa de Comércio de Rosario reduz sua previsão de produção de soja no país para 52,5 milhões de toneladas, o que é inferior ao ano passado, devido a chuvas recentes nas principais regiões produtoras.

Em função de a colheita de milho da Argentina acontecer após o pico de vendas da safra norte-americana, essa possibilidade do país vizinho roubar participação de mercado é um desafio, aponta reportagem do Portal Agriculture.com assinada pelo correspondente Luis Vieira.

Don Roose, da consultoria US Commodities, de West Des Moines, Iowa, diz que é importante notar que a safra argentina não estará disponível até abril. “Eu acredito que a Argentina terá um crescimento limitado no market share porque os produtores serão vendedores muito agressivos de milho independentemente do clima pela necessidade de dinheiro. Isso manterá os preços baixos”, diz Roose.

Para Esteban Copati, analista de estimativas agrícolas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, há razões para estar otimistas sobre a nova safra e as safras seguintes em função de uma recuperação da superfície total de grãos desde a safra 2011/2012, antes de um aumento significativo dos impostos de exportação. “Há boas condições nas lavouras, vindo de um ano de El Niño, entrando uma safra com La Niña enfraquecido. As condições do clima serão favoráveis”, afirma Copati.

 

Enquanto isso, Ramiro Costa, economista-chefe da Bolsa de Cereais, acrescenta que esta safra e as próximas serão diferentes das anteriores porque os produtores devem parar de reter grãos em função do câmbio livre e o fim das ‘retenciones’ (impostos sobre exportações). “Cada vez mais haverá menos sobras de soja e milho a cada safra e estoques iniciais menores com essas políticas mais favoráveis à produção. Agora é vantagem vender para os produtores argentinos”, analisa Costa.

Gustavo López, diretor da consultoria Agritrend, acredito que o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos esteja certo na projeção de que a Argentina exportará de 22 a 23 milhões de toneladas em 2016/2017. “A Argentina estará muito próxima aos volumes de exportação do Brasil. Será apenas um salto de 17% para 17,5% do mercado total, o que não é um crescimento tão grande”, explicou.

Chuvas em importantes regiões produtoras da Argentina podem potencialmente significar perdas de soja e milho. A colheita de trigo avança com localidades como General Villegas, na província de Buenos Aires, com uma chuva superior a 400 milímetros acumuladas em Outubro. Até agora, as perdas em trigo já somam dois milhões de toneladas. Até a semana passada, havia um progresso de plantio de soja de 13%, enquanto a média para o período era de 23%, mas foi revertido nos últimos dias e o plantio alcançou 50% no país.

Produtor com intenção prévia de plantio de 700 hectares de soja – a mesma área plantada de milho – Hernando de La Torre está revendo os seus planos após as perdas: “Eu não tenho certeza se vou arriscar em plantar tudo de soja com esse atraso no plantio e preços tão baixos. Talvez mude de última hora para plantar milho”.

 

Agrolink
Autor: Leonardo Gottems
Fonte: Agrolink

Preço do leite tende a cair ao consumidor com a chegada das chuvas; valor baixou 3,35% ao produtor

 

Preço do leite tende a cair ao consumidor com a chegada das chuvas; valor baixou 3,35% ao produtor
 

A chegada do período das chuvas em Mato Grosso tende a elevar a oferta de leite no mercado proporcionado uma queda no preço aos consumidores do litro do produtor e seus derivados, bem como ao produtor. Em setembro, o litro pago pela indústria foi de R$ 1,175, valor 3,35% abaixo da remuneração recebida pelos produtores pelo leite captado em agosto de R$ 1,216.

O litro do leite pago ao produtor em setembro apresentou queda após sete meses de alta consecutiva, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O mesmo é verificado com o consumidor final, onde constata-se que o preço médio do litro de leite UHT integral (caixinha) caiu de R$ 4,76 para R$ 3,69 no comparativo de setembro com novembro.

A pecuária leiteira em Mato Grosso, explica o gestor executivo da Associação dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite-MT), Guto Zanata, passa por um processo de transição do período de seca para o chuvoso. "Isso dá um aumento substancial de forma natural na produção de leite, porque teremos uma maior oferta de pastagem verde de novo, o que irá provocar uma chegada maior de produto aos laticínios e consequentemente o preço ao produtor cai, bem como ao consumidor", comenta em entrevista ao Agro Olhar.

 

Remuneração ao produtor

De acordo com Zanata, apesar do preço pago ao produtor ter subido em 2016, mais precisamente no período de entressafra, o valor não foi o suficiente para investimentos.

"O produtor de leite vem de um período de dois anos muito ruins e mesmo que os preços tenham melhorado esse ano o custo de produção está alto. A alimentação impactou muito, bem como o preço da mão de obra e a energia elétrica".

Fonte: Olhar Direto

Produtores e usina inovam na pesagem e análise da cana no Brasil

 

Produtores e usina inovam na pesagem e análise da cana no Brasil
 

Estreliana, em Pernambuco, é a primeira usina no País que faz apenas a fiscalização desses procedimentos, o contrário do que acontece nas demais unidades industriais no Estado e dentro do território nacional. Depois de ser o primeiro estado a reabrir usinas fechadas no Brasil, por meio da iniciativa de fornecedores de cana, há três anos, no auge da crise do setor sucroenergético, o ineditismo volta a Pernambuco, tendo a primeira usina no país onde os procedimentos de pesagem e análise da qualidade da cana é feita por uma entidade da área dos canavieiros. O processo, que avalia o teor de açúcar, é indispensável para a definição do valor da matéria-prima fornecida pelos agricultores. A usina Estreliana, em Ribeirão, transferiu essas etapas para técnicos da Associação dos Fornecedores de Cana do Estado (AFCP) desde o início da safra atual. 
 
"A iniciativa é resultado de um convênio experimental entre a AFCP e a usina Estreliana", conta Alexandre Andrade Lima, presidente da órgão de classe dos canavieiros, que mantêm uma equipe técnica preparada nos setores de pesagem e no laboratório da usina 24 horas por dia. Os resultados têm gerado grande satisfação para os fornecedores de cana e a própria unidade industrial, já que tem estimulando os agricultores a fornecerem sua cana para o local, porque a inovação confere legitimidade para os envolvidos nas etapas da pesagem  e da análise das taxas de açúcar recuperáveis (ATR).
 
A maior parcela da cana processada pela unidade industrial provêm da cana dos produtores independentes na região. Estreliana esmagou 500 mil toneladas na última safra. Andrade Lima, que também preside a União Nordestina dos Produtores de Cana e a Associação dos Plantadores de Cana do Brasil, parabeniza a unidade por sua atitude onde trás maior credibilidade e fortalece toda a cadeia produtiva. Lima aproveita para sugerir que o convênio entre a usina Estreliana e a AFCP seja mantido para a próxima safra, bem como que outras usinas pernambucanas e do Brasil sigam o mesmo exemplo de boas práticas, o que indispensável para todo o setor sucroenergético nacional.  

 

 Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Cargill expande negócios em óleos industriais e compra SGS Microingredients

 

 
Cargill expande negócios em óleos industriais e compra SGS Microingredients
 

A Cargill assinou nesta quinta-feira, dia 10 de novembro, o contrato para a aquisição da SGS Microingredients (SGS Agricultura e Industria Ltda). A compra faz parte da estratégia de crescimento da empresa no Paraná. Segundo Paulo Hoffmann, gerente geral da Cargill Industrial Specialties no Brasil, o objetivo da empresa é incrementar a atual capacidade produtiva na linha de produtos industriais, bem como aquisição de capacitações não existentes nos ativos atuais da Cargill. “A planta traz capabilidades e processos complementares que agregam valor à cadeia já existente em Especialidades Industriais, atendendo melhor às necessidades do mercado”, explica.

Os resultados da Cargill nesse setor nos últimos anos foram expressivos e acima da média do mercado. “Atualmente, a empresa tem um importante posicionamento dentro do mercado de óleos industriais, apresentando soluções inovadoras, de alto valor agregado e boa percepção por parte dos clientes. Nosso objetivo é ser líder no fornecimento de biosoluções e bioprodutos em substituição aos óleos derivados do petróleo”, ressalta Hoffmann.

 

A SGS Agricultura, sediada em Ponta Grossa (PR), processa e produz oleoquímicos e emulsificantes para os segmentos alimentícios, nutrição animal e industrial no mercado doméstico e para exportação. Com capacidade produtiva na casa de 56 mil toneladas/ano, a fábrica possui 80 funcionários que serão contratados pela Cargill.

O negócio de óleos industriais da Cargill atua também em Mairinque, onde a planta está no limite da produção. A fábrica com aproximadamente 90 funcionários não sofrerá impactos com o crescimento do negócio, já que a Cargill tem investido nessa área visando o aumento da capacidade produtiva e ampliação do seu portfólio global. A conclusão da transação depende de aprovações regulatórias do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Preços do açúcar caem 46 pontos em Nova york

 
Preços do açúcar caem 46 pontos em Nova york
 

Nesta quinta-feira (10), os preços do açúcar voltaram a cair nas bolsas internacionais. Na Ice Future, no vencimento março/17, a commodity foi comercializada a 21,65 centavos de dólar por libra-peso, forte retração de 46 pontos no comparativo com as cotações do dia anterior. Os demais lotes também tiveram baixa, que oscilou de 48 a 54 pontos.

Em Londres, os preços do açúcar também caíram ontem. O vencimento dezembro/16 foi comercializado a US$ 575,00 a tonelada, recuo de 7,30 dólares se comparado com a sessão anterior. Os demais vencimentos também apresentaram desvalorização.

Mercado doméstico

 

Em São Paulo, o açúcar cristal, segundo índices do Cepea/Esalq, da USP, se manteve em queda. A saca de 50 quilos foi comercializada a R$ 99,82, baixa de 0,18% no comparativo com o dia anterior.

Etanol diário

O etanol hidratado também caiu ontem, de acordo com os índices da Esalq/BVMF. O metro cúbico do biocombustível foi negociado a R$ 1.818,00, recuo de 0,55%.

 Fonte: UDOP - União dos Produtores de Bioenergia

Conab eleva para 215 mi t a produção no Brasil e mantém em 53,2 mi a de Mato Grosso

Conab eleva para 215 mi t a produção no Brasil e mantém em 53,2 mi a de Mato Grosso
Os números são do segundo levantamento de safra 2016/2017 da Conab, divulgado nesta quinta-feira, 10 de novembro

A perspectiva de produção de grãos na safra 2016/2017 em Mato Grosso foi mantida em 53,2 milhões de toneladas pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O estado é responsável por 24,7% da produção nacional que está estimada em 215,1 milhões de toneladas em nova projeção para o próximo ciclo. O volume anunciado para o país supera levemente as 214,8 milhões de toneladas do levantamento divulgado em outubro.

 

A Conab manteve para Mato Grosso a previsão de uma produção de grãos entre 52,8 milhões e 53,2 milhões de toneladas. A perspectiva é superior as 43,4 milhões de toneladas colhidas no ciclo passado.

Ao contrário de Mato Grosso, a Conab para o Brasil elevou de 214,8 milhões de toneladas para 215,1 milhões. Caso se a projeção se confirme significará um aumento de 15,6% ante as 186,1 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

A soja segue como a principal cultura mato-grossense, com previsão de 29,1 milhões de toneladas, e do Brasil com 103,5 milhões.

Em milho 2ª safra são estimadas 21,4 milhões de toneladas para Mato Grosso e 56 milhões para o país. 

O algodão em caroço em Mato Grosso tem uma previsão de 2,3 milhões de toneladas das quais 976 mil toneladas são pluma. Já o país 3,7 milhões de toneladas de algodão em caroço, sendo 1,4 milhão em pluma.

 

 Fonte: Olhar Direto

Nova safra de grãos deve superar em até 15,6% à de 2015/2016 e atingir mais um recorde

 

Nova safra de grãos deve superar em até 15,6% à de 2015/2016 e atingir mais um recorde
 

A estimativa da safra 2016/17 de grãos pode variar de 210,9 milhões de toneladas a 215,1 milhões de toneladas, de acordo com o 2º levantamento da safra, divulgado nesta quinta-feira (10), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O crescimento da produção poderá ser de até 15,6% em relação à safra anterior, que foi de 186,1 milhões.

Também há previsão de ampliação da área total plantada, que deve se situar entre 58,5 milhões de hectares e 59,7 milhões de hectares, o que representa crescimento de até 2,3% na comparação com a safra 2015/16. Com exceção do algodão e do amendoim primeira safra, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada.

Há uma expectativa otimista de que a produção continuará avançando nos próximos anos, disse Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), durante a divulgação da safra agrícola na Conab. Ele lembrou que, nos últimos 10 anos, a área plantada cresceu em cerca de 10 milhões de hectares, com aumento de 20%, enquanto a produtividade aumentou entre 50% e 60%. “A elevação do rendimento no campo ocorre graças à competência do nosso produtor, ao clima, mas, principalmente, à incorporação de tecnologias, além do crédito em linhas de longo prazo."

Milho e soja

 

O milho primeira safra deverá ter produção de 4,7% a 10,4% superior à passada, alcançando entre 27,1 milhões de toneladas a 28,6 milhões de toneladas. Já o arroz, com a retomada de áreas não cultivadas, registra uma perspectiva de produção entre 11,5 milhões de toneladas e 12,1 milhões de toneladas, superior à safra passada entre 8,4% e 13,9%, enquanto o feijão primeira safra, também com incremento de área, poderá ficar entre 1,2 milhão de toneladas a 1,3 milhão de toneladas. A produção é também superior entre 17,3% e 24,4%, em relação à última safra.

A projeção para a soja é de crescimento de 6,5% a 8,5% na produção, podendo atingir 103,5 milhões de toneladas. Já a produção de algodão pluma deve crescer de 8,1% a 14,8% e pode chegar a 1,5 milhão de toneladas, apesar da redução entre 6,9% e 1% na área cultivada.

Culturas de inverno

Para a safra de inverno 2016, o trigo é o destaque e a produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada. No caso da cevada, há leve redução de área, mas a produção será de 331 mil toneladas, com a recuperação da produtividade. A canola e o triticale também apresentaram aumento de área e de produtividade. A primeira deve produzir 75 mil toneladas e, o segundo, 65,7 mil toneladas.
Acesse aqui o levantamento de safra da Conab.

 

 Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

AGCO lidera exportação de equipamentos agrícolas

AGCO lidera exportação de equipamentos agrícolas
Multinacional recebe premiação que ressalta sua importância como exportadora. Homenagem será realizada amanhã (10), durante o 2.º Fórum de Comércio Exterior Sul

A AGCO, fabricante e distribuidora mundial de equipamentos agrícolas, vai receber o Prêmio Sul for Export, promovido pelo Instituto e Revista Amanhã. A premiação ressalta os líderes de exportação com base nos indicadores oficiais do Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A companhia é a primeira no segmento de máquinas agrícolas e está em 43.° lugar no ranking dos 90 maiores exportadores da Região Sul. A cerimônia será realizada amanhã (10), durante o 2.º Fórum de Comércio Exterior Sul, que ocorre na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

“É uma honra ter nosso trabalho reconhecido. A AGCO detém 55% de market share no mercado de exportação da América do Sul, e por conta disso reafirmamos nossa forte posição no segmento”, afirma Werner Santos, vice-presidente de vendas e marketing AGCO América do Sul.

 

Além dos grandes mercados exportadores, tais como Chile, Bolívia e Argentina, a AGCO tem expandido a atuação também no continente africano. A companhia segue investindo na Zâmbia, onde criou a Fazenda do Futuro, que visa a desenvolver um sistema de produção sustentável de alimentos, capaz de aumentar o desempenho agrícola, com a utilização de recursos de forma mais eficiente. “Como a população local deverá aumentar para 2 bilhões até 2050, a necessidade de mecanização das propriedades e de formação das próximas gerações da agricultura nunca foi tão grande. Acreditamos no enorme potencial da África e estamos comprometidos com o crescimento agrícola da região, assim, temos a missão de fornecer as melhores soluções para o continente”, explica Santos.

O Fórum de Comércio Exterior Sul tem como objetivo incentivar a troca de experiência entre as empresas e discutir temas relevantes relacionados à exportação. Em sua segunda edição, o evento terá a presença do ministro das Relações Exteriores, José Serra, que vai abordar as diretrizes do comércio exterior brasileiro no novo governo, e de Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae Nacional, que apresentará sua visão sobre os benefícios da incorporação dos pequenos exportadores. O fórum ainda vai discutir o redesenho dos acordos globais de comércio com a presença de representantes das Federações das Indústrias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A abertura será feita pelo governador do Estado do Paraná, Beto Richa, entre outros convidados.

 

 
 

Fonte: Agrolink com informações de assessoria

Trigo é o segundo cereal mais produzido no mundo

Trigo é o segundo cereal mais produzido no mundo

Trigo é o segundo cereal mais produzido no mundo
Um dos cereais mais antigos e cultivados no mundo, o trigo ocupa seu espaço entre os produtores rurais brasileiros principalmente no Paraná e Rio Grande do Sul, mas também está sendo adaptado para as regiões de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Caracterizado como uma cultura de inverno, o trigo tem seu dia comemorado nesta quinta-feira, 10 de novembro.

No Brasil, a produção do cereal na última safra foi de 5,5 milhões de toneladas distribuídas entre os estados da seguinte forma: Paraná, com 3,6 milhões; Rio Grande do Sul, com 1,5 milhão; São Paulo, com 263 mil; Minas Gerais com 245 mil e Santa Catarina com 117 mil.

De acordo com os registros históricos, o trigo já era produzido, em grande escala, há cerca de 10.000 a.C, em uma região conhecida como Crescente Fértil, que hoje ligaria o Egito ao Iraque.

Dentre os principais cereais atualmente produzidos no mundo (atrás apenas do milho), o trigo é o que menos necessita de água. Zonas de clima temperado, com presença de chuvas moderadas e umidade abaixo de 75%, são favoráveis para o plantio. 

Na culinária mundial, a farinha de trigo é um dos ingredientes mais utilizados e sua qualidade está diretamente relacionada a uma série de fatores como a sanidade dos grãos, o estado de conservação da matéria prima e até o tipo do cereal.

 

Comissão - A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA atua para aumentar a oferta do produto no Brasil, considerando que a demanda interna está em torno de 10,7 milhões de toneladas.

A Comissão propõe uma política específica para a cadeia do trigo, já que a produção é insuficiente para suprir o mercado interno.

Para o presidente da Comissão, Almir Dalpasquale, o governo brasileiro precisa reconhecer a necessidade de investir mais no desenvolvimento desta cadeia. 

“Infelizmente temos poucas políticas públicas voltadas ao seu cultivo do trigo. É muito importante que o governo brasileiro olhe isso com melhores olhos, pois é um cereal de grande importância na mesa dos brasileiros”, afirmou.

 Fonte: CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil

Produtos do agronegócio representaram 39% das exportações brasileiras até outubro de 2016

 
Produtos do agronegócio representaram 39% das exportações brasileiras até outubro de 2016
Nos dez primeiros meses de 2016 a balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 38 bilhões com participação decisiva dos 15 principais produtos do agronegócio que representaram 39% das vendas totais do país no período.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca que a soja foi o produto do agronegócio com maior participação nas exportações entre janeiro e outubro deste ano, 12% do valor total (US$ 18 bilhões).
Outra participação relevante foi do açúcar em bruto, em segundo lugar no ranking: vendas externas de US$ 6,58 bilhões, 4% do total vendido ao exterior pelo país em 2016.

Os números consolidados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), divulgados nesta semana, mostram que as exportações totais do país foram de US$ 153 bilhões, com importações de US$ 114 bilhões.
Dos produtos do agronegócio, a maior variação nas vendas externas em 2016 foi do açúcar em bruto. Entre janeiro e outubro, as vendas desse segmento tiveram crescimento de 40%, comparadas com igual período do ano passado, um incremento de US$ 1,89 bilhão. A receita total foi US$ 6,58 bilhões.

Já as vendas externas de etanol tiveram aumento de 23% em 2016, em relação a igual período de 2015, somando receita de US$ 827 milhões. A principal razão desse bom desempenho deveu-se à elevação dos preços do etanol no mercado internacional nos últimos meses.

 

O setor sucroalcooleiro passa por um período de reestruturação após uma das piores crises da história, causada pela queda dos preços internacionais do açúcar e a política de precificação dos combustíveis, que privilegiou a gasolina em detrimento do etanol. Isso gerou aumento dos custos de produção, endividamento das usinas e falta de renovação dos canaviais.

Queda – A CNA observa que, apesar do bom desempenho de algumas cadeias do agronegócio, até outubro deste ano, as exportações brasileiras apresentaram queda para todas as regiões, com exceção do Oriente Médio, onde houve variação positiva de 1%, e da Oceania, que apresentou crescimento de 15%.

China e os Estados Unidos foram os dois países que mais importaram do Brasil. Os chineses compraram US$ 32 bilhões, enquanto os Estados Unidos US$ 18,8 bilhões. Ainda assim, esses valores representam uma redução de 4% e 5% nas compras, respectivamente.

Apesar do saldo positivo da balança comercial em 2016, entre janeiro e outubro, o valor das exportações foi 5% inferior ao obtido no mesmo período de 2015 (US$ 160 bilhões). As importações totais também caíram: 23% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 148 bilhões).

 

 Fonte: FARSUL - Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul

Tecnologias para o algodão, amendoim, mamona e gergelim serão apresentadas no cariri cearense

 
Tecnologias para o algodão, amendoim, mamona e gergelim serão apresentadas no cariri cearense
O município de Barbalha, localizado no cariri cearense, região Sul do estado, recebe na próxima quinta-feira (10) um dia de campo sobre Tecnologias para as culturas do algodão, amendoim, mamona e gergelim para o Semiárido. O evento acontecerá no Campo Experimental da Embrapa Algodão, a partir das 7 horas, e deve atrair produtores, técnicos, representantes de instituições parceiras e estudantes de agronomia da região.

Entre os destaques do dia de campo estão a nova cultivar de algodão colorido para o Semiárido e Cerrado (BRS Jade), novas cultivares transgênicas de algodão, a nova cultivar de gergelim (BRS Anahi) e os benefícios da rotação de culturas para o sistema de produção.

 

“Os participantes terão a oportunidade de conhecer os sistemas de produção de cada uma das culturas, além de boas práticas como a rotação de culturas, que melhoram o perfil do solo, contribuem para a absorção de nutrientes e ainda para o controle de pragas”, adiantou o supervisor do Campo Experimental de Barbalha, Gildo Pereira de Araújo.

Serviço:
Dia de campo sobre Tecnologias para as culturas do algodão, amendoim, mamona gergelim no Semiárido
Data: 10 de novembro de 2016
Local: Campo Experimental da Embrapa Algodão, em Barbalha
Horário: 7 horas
 

 Fonte: Embrapa

Vendas antecipadas de soja do Brasil se arrastam em meio ao plantio e baixos preços

 

Vendas antecipadas de soja do Brasil se arrastam em meio ao plantio e baixos preços
 

Análise do Cepea apontou que a liquidez no mercado brasileiro de soja está enfraquecida

As vendas antecipadas de soja no Brasil avançaram pouco nos dois últimos meses, mostraram nesta segunda-feira dados da consultoria Safras & Mercado, refletindo a retração dos produtores da oleaginosa em um momento de baixas cotações, foco nos trabalhos de plantio e expectativas com oscilações futuras.

A comercialização da safra de soja 2016/17, que será colhida a partir do primeiro trimestre do ano que vem, havia atingido 25 por cento do volume total esperado, até 4 de novembro.

No levantamento até 9 de setembro, o índice era de 20 por cento.

Segundo a Safras, a média histórica para o início de novembro é de 30 por cento, tendo atingido 41 por cento em 4 de novembro de 2015, referente à safra 2015/16.

 

"Levando-se em conta uma safra estimada em 103,477 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 26,130 milhões de toneladas", destacou a consultoria..

"Vendedores não têm intenção de negociar o grão no atual patamar de preço. Sojicultores, por sua vez, seguem atentos ao cultivo da safra 2016/17, sem interesse em fixar preços para o produto desta nova temporada. Do lado da demanda, agentes de indústria e também exportadores não estão ativos nas compras", disse o centro de pesquisa ligado à Universidade de São Paulo.

Os preços da soja no mercado à vista, que reflete negócios com grãos disponíveis no porto de Paranaguá, acumulam perdas de mais de 20 por cento desde um pico em meados de junho, também segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa.

Nas últimas semanas, uma leve alta nos preços da soja na bolsa de Chicago foi ofuscada por uma desvalorização do real frente o dólar, o que deprime a precificação da soja no mercado doméstico.   

Em entrevista recente à Reuters, o presidente da trading e esmagadora de soja Algar Agro projetou que os negócios de venda de soja da nova safra do Brasil deverão seguir bastante travados pelos próximos meses e evoluir apenas quando a colheita começar, devido à retração das pontas vendedoras e compradoras.

 Fonte: Reuters