Iapar desenvolve nematicidas menos agressivos ao meio ambiente

A pesquisadora Andressa Zamboni Machado, do laboratório de nematologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), coordena projeto que desenvolve três novos nematicidas de menor impacto ao meio ambiente. Tratam-se de dois produtos biológicos e um químico (menos tóxico) que devem chegar ao mercado em 2017.

De acordo com Andressa, os bionematicidas são direcionados para o tratamento de sementes, enquanto o sintético pode ser pulverizado. No entanto, ambos “agridem menos o meio ambiente”, garante a pesquisadora da iniciativa, que é gerenciada pela Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento do Agronegócio (Fapeagro).

 

Os testes com os novos produtos já duram cerca de três anos. “Vamos aplicando doses diferenciadas nas plantas e avaliando a toxicidade dos produtos”, revela. Os nematicidas terão como foco a cultura da soja, mas estão sendo desenvolvidos também para cana-de-açúcar, café, citros, batata e algodão, entre outros.

A pesquisadora explica que, finalizadas as análises dos produtos, os laudos serão encaminhados para o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que é o órgão responsável pelo início do processo de avaliação e liberação dos nematicidas para a comercialização.

Fonte: Agrolink

 

Pecuarista em Mato Grosso chega a receber R$ 2 a mais por arroba do boi para União Europeia

Da Redação - Viviane Petroli

Foto: José Medeiros/GCom-MT

Pecuarista
        em Mato Grosso chega a receber R$ 2 a mais por arroba do boi
        para União Europeia
 
Pecuaristas em Mato Grosso com criação de bovinos voltados para a exportação de carne para a Europa chegam a receber em torno de R$ 2 a mais por arroba diante um animal destinado para a lista geral de embarques e para o mercado nacional. Em um animal de aproximadamente 20 arrobas a diferença do valor pago ao produtor pode chegar a R$ 40.

Mato Grosso possui cerca de 427 propriedades na Lista Trace da União Europeia, ou seja, que estão habilitadas para exportar carne bovina, conforme listagem atualizada em 29 de setembro deste ano, que consta no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A diferença paga por alguns frigoríficos aos pecuaristas por um animal rastreado (habilitado) para a União Europeia chega é de aproximadamente R$ 2 por arroba, ante o valor pago pelo animal destinado ao mercado nacional ou lista geral de exportações, como Irã, Jordânia.

Nesta semana a arroba do boi à vista em Mato Grosso ficou em média a R$ 133,24, variando entre R$ 129,89 em Juara e R$ 136,39 em Rondonópolis. Uma arroba equivale a 15 quilos.

A diferença entre um animal destinado para a exportação para a União Europeia e lista geral, explica o gerente de compra de gado da Marfrig, em Paranatinga, João Marcos Stefanes, é que a habilitação é da propriedade rural.

Stefanes explica, ainda, que o animal rastreado para a União Europeia precisa passar por uma noventena na propriedade antes de ir para o frigorífico. "Cumprindo a noventena do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) dele, o animal vem identificado para nós com um brinco na orelha, incluindo o documento de identidade do animal. Chegando aqui, nós damos baixa desse animal, certificando que ele cumpriu todas as exigências e requisitos o pecuarista tem essa diferença na arroba", pontuou ao Agro Olhar.

Em média a Fazenda Bonanza, do Grupo Zanetti, localizada em Poxoréu, abate em média 12 mil cabeças/ano para exportação. Conforme o pecuarista Anderson Zanetti, toda a produção é destinada para as exportações. Ele avalia que vale investir na produção destinada para tal fim.

"O produtor rural tem que se profissionalizar cada vez mais. Você fazer uma carne padrão de exportação é saudável para o bolso. Há investimentos, porém eu vejo o seguinte, todas as fazendas que investiram na rastreabilidade acabaram que elas próprias se organizaram da porteira para dentro também", comentou Zanetti ao Agro Olhar, durante visita a unidade da Marfrig, em Paranatinga, no dia 24 de setembro.

Falta de crédito barra crescimento de área do milho, mas produção deve subir 23,24%

A 2ª safra de milho 2016/2017 deverá ser de manutenção da área, ou seja, estabilidade devido à dificuldade de obtenção de crédito por parte do produtor. Contudo, as primeiras projeções apontam para uma produção de 23,2 milhões de toneladas de cereal em meio aos campos mato-grossenses. Um incremento de 23,24% em comparação ao ciclo passado. O ganho deverá ser motivado pela produtividade que se espera saltar de 74,2 sacas por hectare em média para 91,5 sacas. Produção de milho deve subir 23,24% na safra 16/17 mesmo com área estável

A manutenção da área em 4,24 milhões de hectares, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), tem como principal fator a dificuldade do produtor em obter crédito, assim como verificado na soja.

"Em 2016 o produtor tem visto uma maior dificuldade de acesso ao crédito rural para a safra 16/17, tanto para a soja quanto para o milho. Além deste fato, a quebra de safra do milho ocorrida em 2016 vem sendo um receio para o produtor ter maiores investimentos no que diz respeito às tecnologias, sobretudo para adubação", explica o Imea.

O Instituto explica, ainda, que é por isso que se espera uma produtividade média na casa das 91,5 sacas por hectare, volume este semelhante as 91,6 sacas verificadas na safra 2013/2014, quando o Estado produziu 17,7 milhões de toneladas.

 

Em números totais são esperadas 23,297 milhões de toneladas na 2ª safra de milho, acima das 18,904 milhões de toneladas colhidas diante quebra provocada pela ausência de chuva. 

A maior recuperação em termos de produção é esperada na região Nordeste de 114,94%, salto de 972,2 mil toneladas para 2,089 milhões de toneladas de milho. A região em questão havia colhido na safra 2014/2015 um volume de 2,362 milhões de toneladas.

Já o Médio-Norte mato-grossense, principal região produtores do cereal, deverá saltar de 8,479 milhões de toneladas para 10,019 milhões.

 Fonte: Agrolink

Soja cai forte com revisão da safra dos EUA Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (12.10) baixa de 8,75 centavos de Dólar no contrato de Novembro/16, fechando em US$ 9,455 por bushel. O contrato de Janeiro/17 desceu 8,25 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Março/17 desvalorizou 8,00 centavos de Dólar.

 

O mercado norte-americano da soja amargou uma sessão de fortes perdas nas principais cotações dos futuros após a divulgação do novo boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A safra 2016/17 foi projetada em 116,18 milhões de toneladas, contra as 114,33 milhões anteriores. Os estoques passaram de 9,93 milhões para 10,75 milhões de toneladas.

 

Fonte: Agrolink

Frango, ovo, milho e inflação em setembro de 2016

Como seus preços vêm recuando desde junho, em setembro passado o milho voltou a apresentar, em relação ao frango vivo, aproximadamente a mesma paridade de preços registrada em meados de 1994, ocasião em que o Brasil adotou, como padrão monetário, o real.

Demonstrando, o milho fechou setembro com um preço médio 456% superior ao de agosto de 1994, enquanto o valor médio alcançado pelo frango vivo apresentou incremento de pouco mais de 416%. 

A diferença, neste caso, é de cerca de 40 pontos percentuais – sem dúvida ainda elevada. Mas é bem mais palatável do que a diferença de mais de 285 pontos percentuais registrada em maio passado.

No tocante ao ovo, porém, a relação de preços com o milho é bem diferente. Pois, frente à evolução de 456% do milho, o ovo fechou setembro com uma cotação média apenas 278% superior à de 1994. Assim, a diferença é de 178 pontos percentuais.

 

De toda forma, os três itens perdem da inflação que, pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas, alcançou em setembro variação acumulada de 547%. 

Se tivessem acompanhado a inflação, frango vivo, ovo e milho teriam registrado em setembro preços médios de, respectivamente, R$3,88/kg, R$124,75/caixa e R$49,59/saca. Mas, negociados por R$3,10/kg, R$72,84/caixa e R$42,63/saca ficaram, também respectivamente, a 79,81%, 58,39% e 85,97% do valor real.

O ovo, portanto, é quem perde mais. E o milho, o que menos perde.

 

Fonte: Agrolink

Novos dados do USDA não evitam baixa no milho Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (12.10) baixa de 8,50 centavos de Dólar nos contratos de Dezembro/16, fechando em US$ 3,37 por bushel. As demais posições em destaque da commodity fecharam a sessão com desvalorizações entre 8,00 e 8,50 pontos.

 

Após iniciar o dia com viés de alta à espera do USDA, o mercado norte-americano do milho amargou perdas nas principais cotações dos futuros. Isso apesar de os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmarem as previsões do mercado de queda na produtividade da safra 2016/17 (de 184,57 sacas para 183,52 sacas por hectare), diminuir a produção total para 382,48 milhões de toneladas e os estoques para 58,94 milhões de toneladas.

 

Fonte: Agrolink

Suinocultura precisa criar alternativas ao desabastecimento, afirma CNA

Cenário não é bom para cadeia, podendo piorar com oferta restrita de milho

Apesar de o Brasil contar com uma Lei Agrícola (Nº 8171/91) que garante o abastecimento e a manutenção de estoques reguladores para o abastecimento da sociedade, o que o País dispõe é de apenas 850 mil toneladas de milho em estoque para qualquer emergência. Por conta disso e com a oferta restrita do grão, o cenário para o futuro da suinocultura brasileira não é bom.

Representantes da cadeia receiam que pode ficar pior, segundo conclusão apresentada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) da Câmara dos Deputados, na última terça-feira (04), em Brasília (DF).

Ecassez e alto preço da matéria-prima da alimentação do animal é grande responsável pelas dificuldades do setor (Foto: reprodução)

O assessor técnico da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA, Brasília/DF), Victor Ayres, conta que o efeito do dólar nos preços do milho brasileiro, a oferta e a demanda regionalizadas do produto e a grande exportação do grão são fatores determinantes para que, este ano, o preço se mantenha em patamares elevados para o suinocultor.

Esta situação vem sendo mais “sentida” na região Sul do Brasil, que concentra 60% da produção brasileira de suínos.  “Temos que trabalhar por medidas de longo prazo para que o setor da suinocultura não fique vulnerável à volatilidade dos preços dos grãos”, frisa, lembrando também que a cadeia de grãos se organizou e conseguiu desenvolver medidas para capitalizar o produtor e proporcionar alternativas às baixas do preço. “Hoje, os produtores possuem armazenagem a campo, o que possibilita disponibilizar o produto em época de alta dos preços”, diz.

Para Ayres, a cadeia da suinocultura precisa seguir o mesmo exemplo e criar alternativas ao desabastecimento e não apenas esperar a intervenção do governo. Segundo conta, além de educação financeira e política agrícola que contemple melhor o produtor de proteína animal, é preciso colocar em prática políticas estaduais de autossuficiência na produção e armazenagem do milho nos estados deficitários.

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Educação financeira e política agrícola são algumas alternativas apontadas por Victor Ayres (Foto: reprodução)

O assessor técnico citou exemplos pelo mundo a serem seguidos pelo Brasil. A União Europeia (UE), que produz quase oito vezes mais carne suína que o Brasil, não sofre com a falta de milho para alimento dos animais porque naquele país é viável a substituição do insumo por outras fontes energéticas. “Nos países europeus também existe volatilidade do produto. Mas, eles conseguem sobreviver, pois a cadeia produtiva recebe subsídios diretos do governo”, pontua.

Ele também falou sobre a China, que tem população densa e também não sofre com a falta do milho. “O desabastecimento é a coisa mais séria para aquele país, eles já sofreram com a fome. As políticas de apoio têm prioridades para garantir o abastecimento”, fala, observando ainda que a China tem estoques de 103 milhões de toneladas do produto. “No Brasil, não desenvolvemos políticas para garantir o abastecimento interno”, afirma.

Fonte: CNA, adaptado pela equipe feed&food.

8 tecnologias para controlar a ferrugem asiática na safra de soja 2016/17

A ferrugem asiática é uma das piores doenças que comprometem a produção de soja no Brasil. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a doença causa amarelecimento e queda das folhas da soja e perdas de produtividade. Mesmo com o vazio sanitário da soja, medida que visa controlar a ferrugem, a doença não tem fim e exige monitoramento constante.

De acordo com o Consórcio Antiferrugem, já foram registradas 25 ocorrências de ferrugem asiática em soja voluntária ou “guaxa” na safra 2016/2017. Foram oito ocorrências no Paraná, 16 em São Paulo e uma no Mato Grosso (leia mais: Resistência da ferrugem da soja deve ser um problema na safra 2016/2017). Para ajudar o produtor a controlar a doença, a Successful Farming Brasil preparou uma lista com oito tecnologias disponíveis no mercado brasileiro para a safra 2016/2017. Confira:

 

Ativum™EC

Esse é um novo fungicida para o controle da ferrugem-asiática na soja lançado pela multinacional alemã Basf em julho deste ano. “A Basf oferece ao mercado agrícola um novo fungicida foliar, com triplo modo de ação que proporciona um excelente controle de ferrugem-asiática e outras importantes doenças, além de auxiliar no manejo de resistência dos fungos”, diz Elias Guidini, gerente de Marketing da Basf para a cultura da soja no Brasil.

Diferencial: o produto é ideal para o manejo de resistência. Segundo a Basf, o fungicida tem alta eficiência no controle de outras importantes doenças nas diferentes fases de desenvolvimento da soja, além de ser recomendado para o controle da ferrugem-tropical no milho, mancha-amarela e ferrugem-da-folha no trigo, entre outras culturas.

Mais informações: pelo SAC da Basf, no telefone 0800 0192500.

 

Azimut

Fungicida fabricado pela Adama, o Azimut controla de forma simples e eficiente as principais doenças, como ferrugem, cercospora e septoria.

Diferencial: a exclusiva proporção das moléculas que compõem Azimut, de Azoxistrobina e Tebuconazol, aliada à fórmula desenvolvida pelos melhores químicos israelenses da Adama, assegura amplo espectro de controle de doenças. O Azimut foi lançado no mercado em 2012. Mais informações: pelo telefone da Adama, (43) 3371-9000.

 

Cypress

O fungicida Cypress, lançado pela multinacional suíça Syngenta em agosto deste ano, age como um potencializador no manejo das doenças, entre elas a ferrugem asiática. De acordo com a Syngenta, trata-se de uma estratégica de dois ingredientes ativos: Ciproconazol e Difenoconazol.

Diferencial: além de eficácia, o Cypress garante conveniência. “Sua formulação proporciona fácil preparação da calda, não entope bicos de aplicação e não é facilmente lavado pela chuva, ao contrário da maioria dos fungicidas a base de Mancozeb, também conhecidos como fungicidas protetores”, diz Rafael Oliveira, gerente de portfólio de fungicidas da Syngenta. Mais informações: pelo telefone 0800 7044 304.

 

Elatus

É um fungicida produzido pela Syngenta em fábrica localizada em Paulínia (SP). Segundo a empresa, a tecnologia da formulação, somada às características dos princípios ativos de Elatus, também aperfeiçoa o transporte do ingrediente ativo para o tecido das plantas, permitindo que ele comece rapidamente a mover-se sistemicamente para proteger a cultura. O produto foi lançado pela Syngenta em 2014.

 
 

Diferencial: com tecnologia Pepite, desenvolvida pela Syngenta, o processo de produção desenvolve o fungicida Elatus como grânulos solúveis em água, que combinam as propriedades de manipulação de um líquido com a conveniência de um produto seco e sólido. Mais informações: pelo telefone 0800 7044 304.

 

Fox

Fox é um fungicida sistêmico que une ingredientes ativos dos grupos químicos estrobilurina (trifloxistrobina) e triazolintiona (protioconazol), fabricado pela multinacional alemã Bayer. Na cultura da soja, a tecnologia apresenta considerável espectro sendo eficaz no controle da ferrugem, oídio, doenças de final de ciclo, antracnose, mancha alvo e mela. Segundo a Bayer, o produto também é recomendado para as culturas do algodão, feijão, milho e trigo.

Diferencial: o fungicida apresenta ação preventiva e curativa, com combinação única de ativos que é ideal para a rotação de modos de ação e imprescindível nas primeiras aplicações. O lançamento da tecnologia foi em 2011. Mais informações: canal Converse Bayer, pelo telefone 0800 0115560.

 

Horos

Esse é um fungicida fabricado pela Adama, disponível no mercado desde 2012. De acordo com a Adama, Horos apresenta ótimos resultados para as diversas populações de ferrugem asiática existentes atualmente e o produtor não precisa se preocupar com qual ferrugem vai enfrentar.

Diferencial: a exclusiva combinação das duas melhores moléculas fungicidas, Tebuconazol e Picoxistrobina, aliada à fórmula desenvolvida pelos químicos israelenses da Adama, confere uma melhor absorção e redistribuição dentro da planta, atuando de forma mais efetiva que os fungicidas tradicionais, trazendo a eficiência necessária para o combate da ferrugem. Mais informações: pelo telefone da Adama, (43) 3371-9000.

 

Locker

Trata-se de um fungicida sistêmico para controle de doenças foliares, agindo no complexo de doenças da soja como a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhiz), mancha alvo (Corynespora cassiicola), mancha olho de rã (Cercospora sojina), mancha parda (Septoria glycines), oídio (Mycrosphaera difusa) e antracnose (Colletotrichum truncatum). Foi lançado pela FMC em 2012.

Diferencial: a principal característica do fungicida Locker é o efeito sinérgico e equilibrado de seus ativos, que proporcionam importantes benefícios como o amplo espectro de controle de fungos e excelente efeito residual. De acordo com a FMC, ao adquirir um produto com amplo espectro de controle, o produtor passa a ter um melhor manejo fitossanitário de sua lavoura. Outro diferencial do manejo é a indicação de posicionamento dos produtos ao longo do ciclo, de maneira a rotacionar ingredientes ativos. Mais informações: pelo telefone 0800 171787 ou pelo e-mail sac.apg@fmc.com.

 

Unizeb Glory

O fungicida Unizeb Glory foi lançado pela multinacional indiana UPL neste ano. É a primeira mistura de protetor com outros produtos sistêmicos desenvolvidos especialmente para o manejo da ferrugem na soja. Segundo a UPL, o fungicida atua de forma sistêmica na planta agindo na mitocôndria da célula do fungo e levando à parada do seu sistema respiratório. Assim, a tecnologia causa a morte do fungo através do esgotamento da energia da célula.

Diferencial: o Unizeb Glory atua em seis diferentes estruturas da célula do fungo causador da ferrugem ao mesmo tempo. Com isso, a tecnologia impossibilita a geração de resistência nas doenças. Além disso, outro diferencial é a Formulação WG, tecnologia “Spray – Dryer” que proporciona uma formulação altamente dispersível, com calda homogênea. Segundo a UPL, esse também é o único fungicida protetor com agentes que reduzem a fitotoxicidade de fungicidas preservando o potencial produtivo e mantendo as plantas mais verdes e saudáveis por mais tempo. Mais informações: pelo telefone (19) 3794-5600.

 

Fonte: sfagro

Para medir o leite com precisão

Uma importante ferramenta para uso do setor leiteiro foi desenvolvida pela Milkline Comércio Importação e Exportação Ltda.: um equipamento para medir, coletar e identificar amostras voltadas à produção de leite. A finalidade é proporcionar precisão na medição dos litros coletados e confiabilidade, erradicando adulterações na composição do leite mediante coleta de amostras confiáveis e com identificação. A sócia-proprietária Maria Lissette Lairihoy Silva relata que, em muitos países, os produtores são pagos pela qualidade do leite, reconto bacteriano (micróbios no leite) e reconto de células somáticas (SCC), indicador da saúde da ubre da vaca. "Acreditamos que, num futuro próximo, o leite do produtor brasileiro seja pago baseando-se nos mesmos critérios", destaca.

Maria Lissette afirma que o desenvolvimento do produto também é decorrência da necessidade que foi constatada do lançamento de um sistema de controle que proporcione maior eficiência para mensurar e identificar os produtos em sua fase primária de produção. Com a participação no Tecnova RS, a empresa levou adiante o projeto, que consiste em um sistema inovador de coleta de amostragem (2 frascos de 50ml por produtor) e com a amostra identificada por códigos de barras e lacrada. O compartimento das amostras é selado, permitindo a abertura só por pessoas autorizadas.

 
 

O equipamento também possui GPS para obtenção de posicionamento geográfico global e identificação do produtor. O sistema será gerenciado por um software que salvará os dados no hardware do caminhão e realizará a transferência em tempo real (via celular) às cooperativas. Todo o processo será feito sem nenhuma interferência humana, garantindo a confiabilidade.

Fonte: Agrolink

RS: Seminário apresenta oportunidades e tendências da hortifrutigranjeiros

Na manhã desta terça-feira, 4, o Galpão Morada Velha do Parque Municipal do Chimarrão, foi palco do II Seminário Regional de Hortifruticultura e teve como tema ´Oportunidades e Tendências para a Horticultura nos vales dos rios Taquari e Pardo`.

Entre as atrações, a palestra da professora Tatiana da Silva Duarte, que abordou o tema ´Inovações sustentáveis em olericultura: do ambiente protegido à enxertia`. Ela salientou a produção em ambiente protegido é uma técnica que os produtores estão adotando cada vez mais e que está em expansão acentuada no Rio Grande do Sul.

 
 

Flávio Cazarolli, consultor do Sebrae/RS, trabalhou o tema ´Gestão na propriedade rural` aliada à sucessão rural. Ele salientou que a sucessão rural é um tema que preocupa as famílias há vários anos e que ela tem duas linhas de trabalho. Uma delas tem a ver com a questão do direito, com herança, com patrimônio, com a divisão de bens. A outra é vista pela gestão do negócio, que está preocupada como dará continuidade às atividades da propriedade.

A produtora rural falou de sua experiência em produção orgânica de alimentos e o mercado. Para produzir, ela buscou o apoio de entidades e frisou que tem que gostar da atividade e sempre ter o foco voltado para agregar renda. 'É uma atividade onde a gente trabalha muito e precisa ter boa remuneração', destacou.

 

Fonte: Folha do Mate

Soja volta a cair após altas expressivas Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (04.10) baixa de 9,50 centavos de Dólar no contrato de Novembro/16, fechando em US$ 9,635 por bushel. O contrato de Janeiro/17 desceu 8,75 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Março/17 desvalorizou 8,50 centavos de Dólar.

 
 

O mercado norte-americano da soja teve um dia de perdas nas principais cotações dos futuros, devolvendo os altos ganhos obtidos nas sessões anteriores. Trata-se de um movimento técnico de ajuste de preços, porque os fundamentos seguem estáveis, com demanda aquecida por um lado e safra recorde por outro.

 

Fonte: Agrolink

 

Colheita da soja supera expectativas do mercado nos EUA

A colheita de soja da safra 2016/17 deu um salto de nada menos que 16 pontos percentuais em uma semana, atingindo 26% da área projetada. O índice divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) veio acima do esperado pelos participantes do mercado, que projetavam em 23%. 

Com a instabilidade climática observada em setembro, a colheita norte-americana ficou bem abaixo dos números observados em 2015, quando nessa mesma época já haviam sido colhido 36% da área de soja. O avanço desse ano, porém, está praticamente dentro da média dos últimos cinco anos (de 27%). 

 
 

De acordo com o USDA, as lavouras de soja “boas ou excelentes” condições permaneceram em 74%. Há também 19% de campos em condições “regulares” e 7% “ruim ou muito ruim” - números inalterados em relação à semana passada. 

 

Fonte: Agrolink

FMC lança Capture 400 EC para controle do percevejo bronzeado e vespa-da-galha

A FMC Agricultural Solutions lançou nesta quarta-feira (05.10) o inseticida Capture 400 EC para o controle do percevejo bronzeado e vespa-da-galha em eucalipto. De acordo com a fabricante, o produto possui “rápido controle que minimiza as perdas em madeira, ação prolongada que diminui a reentrada na floresta e tem flexibilidade de aplicação, podendo ser usado no viveiro e no campo”. 

O Capture 400 EC é classificado como um inseticida acaricida de terceira geração composto por nova molécula, que atende a legislação e possui segurança no uso e conformidade com as auditorias. Trata-se do primeiro produto registrado no Brasil para o controle do percevejo bronzeado do eucalipto.

“O registro do produto para o eucalipto possibilita a alta eficiência para o controle eficaz do Percevejo bronzeado e da Vespa-da-galha. São aplicadas baixas doses por hectare, com alto rendimento operacional, propiciando agilidade na aplicação e economia para o produtor”, destaca o gestor de Contas & Desenvolvimento Florestal da FMC, Fábio Marques.

Ele explica que essas pragas são de difícil identificação, devido à altura da planta, e por isso a aplicação aérea contribui para seu controle efetivo. “Queremos trazer conveniência para facilitar o dia a dia do produtor e garantir sua produtividade no campo”, justifica. 

 
 

Pragas

O Percevejo bronzeado é uma praga que tem causado danos em plantios de eucalipto em todas as regiões brasileiras devido ao seu hábito alimentar sugador. Os sintomas causados por ele incluem clorose, prateamento, bronzeamento, desfolhamento e morte de plantas. Os adultos possuem coloração marrom, com áreas mais escuras no hemi-élitro e sua longevidade é de até 35 dias, mas depende da espécie e dos clones de eucalipto. 

Já a Vespa-da-galha ataca as brotações das mudas de eucalipto em viveiros e árvores em campo. Em casos de altas infestações, pode ocorrer a deformação das folhas, redução no tamanho das árvores, secamento dos ponteiros e atraso no crescimento de mudas e árvores, podendo comprometer a produtividade. O inseto mede de 1,1 a 1,4 mm de comprimento, com coloração marrom escuro com brilho metálico verde-azulado especialmente na cabeça e no tórax. 

Fonte: Agrolink

Argentina reativa ferrovias para exportar via Oceano Pacífico

Uma solução de médio prazo foi encontrada para os problemas de transporte no Noroeste argentino. Uma velha ferrovia que conecta a província de Salta, na Argentina, com os portos de Antofagasta e Mejillones, no Chile, começou a ser reativada.

A estimativa do governo argentino é reduzir em um terço os custos de transporte para a Ásia pelo Oceano Pacífico. Nesse primeiro momento, a ferrovia transporta até 500 toneladas por semana, principalmente insumos para produção de minerais, e é operada pelas empresas Belgrano Cargas (Argentina) e Ferronor (Chile). 

Na província de Salta recentemente foi encontrada a maior reserva de lítio do mundo, que deve ser explorada pela empresa Pan American Silver em investimento de US$ 1 bilhão, com objetivo de exportação principalmente para a China. Paulatinamente a ferrovia exportará mais produtos agrícolas, como soja e milho, deixando a província de Salta mais competitiva nesse tipo de produção.

 

Fonte: Agrolink

Governo brasileiro prepara intervenção no mercado de trigo

A Consultoria Trigo & Farinhas afirma que o governo brasileiro prepara intervenção no mercado de trigo. A informação surgiu inicialmente na última reunião da Câmara Setorial Nacional do Trigo, em Brasília, mas ganhou corpo na última sexta-feira (30.09), quando foi enviada uma Carta Circular da Conab recomendando que os armazenadores, moinhos, cooperativas e cerealistas atualizassem os registros dos seus armazéns. 

Os termos em que se dará esta intervenção ainda não foram perfeitamente definidos. De acordo com a T&F, existem duas possibilidades concretas: A primeira seria a aquisição pelo próprio governo de uma parte da produção para a formação de estoques reguladores, hoje inexistentes. A segunda pode ser um auxílio para o escoamento do excedente da safra gaúcha em direção aos moinhos do Nordeste. 

“Antes de qualquer decisão, os técnicos da Conab deverão apresentar ao Conselho Monetário Nacional uma Nota Técnica explicando a situação e a necessidade de uso do dinheiro público nesta circunstância. E os técnicos estavam (estão?) esperando a definição da safra de trigo no Rio Grande do Sul para emitir esta Nota. O início da colheita do trigo no RS está previsto para meados de outubro até meados de dezembro”, conclui o analista sênior da T&F, Luiz Carlos Pacheco. 

Fonte: Agrolink