Desvalorização do boi gordo em São Paulo, mas sem excesso de oferta

O cenário de oferta restrita de boiadas continua, assim como pressão de baixa em São Paulo. Houve desvalorização na última quarta-feira (24/8) e o preço de referência para machos terminados ficou em R$149,50/@, à vista.

As programações de abate não estão apertadas, em geral, mas contam com falhas e volume reduzido de boiadas.

Ofertas de compra em valores menores ocorrem, mas os negócios travam.

De maneira geral a disponibilidade de animais terminados permanece limitada.

No mercado atacadista de carne bovina com osso as cotações estão estáveis, com estoques modestos, o que pode manter os preços, mesmo sem melhora esperada para a demanda.

 

Sebo bovino: oferta restrita, mas baixa demanda

 

Sebo bovino: oferta restrita, mas baixa demanda
25/08/16 - 10:51 

A oferta restrita de sebo e a baixa demanda pelo produto tem feito com que os preços andem de lado no Brasil Central.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o sebo está cotado em R$2,15 por quilo.

Já no Rio Grande do Sul a menor demanda resultou em queda de preço. O sebo está cotado em R$2,20/kg, uma desvalorização de 2,3% frente à última semana.

A queda de preços no Rio Grande do Sul é uma tentativa em aumentar o escoamento do produto no mercado.

Para o curto prazo a perspectiva é de que a oferta limitada, no Brasil Central, dê sustentação para os preços.

 

Fórum de Agricultura reúne especialistas de 10 países em Curitiba

Com o tema “Nova estratégia para uma nova agricultura”, 30 especialistas, de mais de dez países, se encontram esta semana em Curitiba para o Fórum de Agricultura da América do Sul 2016. Do lado da plateia, mais de 400 pessoas, representantes de todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro e mundial, da produção ao consumo, assim como comércio de bens e serviços que tendem o setor.

Em sua quarta edição, o evento segue tendo como palco o Museu Oscar Niemeyer. Um espaço de arte e cultura e também multidisciplinar, que neste caso serve de inspiração para mostrar a intensa relação entre o campo e a cidade, o urbano e o rural, a produção agrícola, a economia e a sociedade urbana. Entre os participantes, gente de várias regiões do estado e do país, interessadas em saber e conhecer mais sobre o futuro de um segmento que está no DNA do Brasil e da América do Sul.

Eles querem entender sobre o ativo que vai além do poder político ou econômico, que por vezes define, segrega, taxa e rotula as nações de primeiro mundo, os países em desenvolvimento e até mesmo os subdesenvolvidos. Porque a riqueza sul-americana não está necessariamente em seu poder bélico ou econômico. Está em sua vocação natural, característica que faz do bloco o celeiro do mundo. Uma região singular, de relações diplomáticas comerciais com todos os países e continentes. E não porque tem dinheiro, mas porque tem comida, o grande ativo do mundo moderno.

Macroeconomia

Dos grãos às carnes, fórum também coloca em pauta a macroeconomia a partir do ambiente econômico do agronegócio. Porque não é mais possível tratar de economia, fazer análises e previsões econômicas sem falar do agronegócio. E a realidade do Brasil não deixa dúvidas dessa nova ordem econômica mundial. A economia que vem do campo amplia sua participação e responde por quase 1/4 das riquezas geradas no país, quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB). No Paraná, uma relação ainda mais forte. Um dos principais indicadores está no movimento do Porto de Paranaguá. No primeiro semestre, mais de 80% de tudo que foi embarcado no terminal paranaense tem origem no campo.

Com o tema “Nova estratégia para uma nova agricultura”, 30 especialistas, de mais de dez países, se encontram esta semana em Curitiba para o Fórum de Agricultura da América do Sul 2016. Do lado da plateia, mais de 400 pessoas, representantes de todos os elos da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro e mundial, da produção ao consumo, assim como comércio de bens e serviços que tendem o setor.

Em sua quarta edição, o evento segue tendo como palco o Museu Oscar Niemeyer. Um espaço de arte e cultura e também multidisciplinar, que neste caso serve de inspiração para mostrar a intensa relação entre o campo e a cidade, o urbano e o rural, a produção agrícola, a economia e a sociedade urbana. Entre os participantes, gente de várias regiões do estado e do país, interessadas em saber e conhecer mais sobre o futuro de um segmento que está no DNA do Brasil e da América do Sul.

Eles querem entender sobre o ativo que vai além do poder político ou econômico, que por vezes define, segrega, taxa e rotula as nações de primeiro mundo, os países em desenvolvimento e até mesmo os subdesenvolvidos. Porque a riqueza sul-americana não está necessariamente em seu poder bélico ou econômico. Está em sua vocação natural, característica que faz do bloco o celeiro do mundo. Uma região singular, de relações diplomáticas comerciais com todos os países e continentes. E não porque tem dinheiro, mas porque tem comida, o grande ativo do mundo moderno.

Macroeconomia

Dos grãos às carnes, fórum também coloca em pauta a macroeconomia a partir do ambiente econômico do agronegócio. Porque não é mais possível tratar de economia, fazer análises e previsões econômicas sem falar do agronegócio. E a realidade do Brasil não deixa dúvidas dessa nova ordem econômica mundial. A economia que vem do campo amplia sua participação e responde por quase 1/4 das riquezas geradas no país, quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB). No Paraná, uma relação ainda mais forte. Um dos principais indicadores está no movimento do Porto de Paranaguá. No primeiro semestre, mais de 80% de tudo que foi embarcado no terminal paranaense tem origem no campo.

 

Mato Grosso precisa "urgentemente" de 400 técnicos para atender a agricultura familiar

Mato Grosso possui hoje 250 técnicos para atender a agricultura familiar e necessita de outros 400 para poder conseguir uma parcela dos pequenos produtores. Um possível retorno do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), previsto para setembro, pode “auxiliar” aos Estados, que hoje bancam 90% da assistência técnica pública.

O MDA foi cortado durante a reforma ministerial em maio quando Michel Temer assumiu a Presidência interinamente e há cerca de duas semanas teve sua recriação anunciada para setembro. Entretanto, segundo informações do jornal O Globo, a pasta, que hoje encontra-se subordinada à Casa Civil, pode ser fundida ao Ministério do Desenvolvimento Social.

A volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública de Mato Grosso (Sinterp-MT), Gilmar Brunetto, significaria o reconhecimento da agricultura familiar por parte do Governo Federal.

Hoje, no Brasil são 5 milhões de agricultores familiares, dos quais cerca de 100 mil estão localizados em Mato Grosso.

"A assistência técnica é bancada 90% pelos governos estaduais. A extensão rural gera emprego e o Governo Federal precisa enxergar isso. Em Mato Grosso, precisamos urgentemente de 400 profissionais para atender a agricultura familiar. Hoje, são apenas 250", comentou Brunetto ao Agro Olhar.

Segundo o presidente do Sinterp-MT, mesmo que esses 400 profissionais necessários sejam contratados o atendimento ainda será de uma parcela dos produtores. "Estamos concluindo um planejamento estratégico para que a assistência chegue ao produtor e atendê-lo de forma coletiva, por meio de unidades demonstrativas, através de uma parceria entre profissionais e produtores. A tecnologia precisa chegar ao produtor".

Ajuda em Brasília

No último dia 16 de agosto, representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e do Setor Agrícola (Faser) reuniram-se com o senador de Mato Grosso José Medeiros. O encontro, realizado em Brasília (DF), segundo Brunetto, que é coordenador de relações institucionais da Faser, teve como objetivo levar o debate sobre a agricultura familiar e extensão rural para o Senado. Ele comenta que o senador José Medeiros destacou que levará o assunto ao Senado por meio de audiência pública.

Caso o MDA seja recriado, o deputado federal José Silva, de Minas Gerais, é um dos cotados para assumir a pasta. “O José Silva conhece do assunto. Ele é a pessoa mais indicada. Ele é ex-presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) e quando elegeu-se deputado levou a questão para a Câmara Federal. E, agora vamos levar a agricultura familiar para o Senado com o senador José Medeiros”, salientou Gilmar Brunetto.

 

Mercado de agroquímicos está mudando - AgrochemShow

O mercado de agroquímicos está mudando – essa é a principal mensagem passada na abertura da 9ª AgrochemShow, que iniciou nesta segunda-feira (22.08) em São Paulo. “As grandes empresas amargaram perdas nesse primeiro semestre de 2016. Haverá um processo de grandes mudanças no setor”, projetou Ma Chuyan, representante do sub-conselho de Indústria Química do CCPIT (China Council for the Promotion of International Trade).

A dirigente informou que reformas econômicas estão em pleno andamento na China: “Acreditamos que estamos regulando processo de qualidade e sustentabilidade. O setor está eliminando empresas não qualificadas, e os produtos chineses hoje estão buscando garantia de qualidade e segurança para a saúde”.

Jalen Fan, também membro do CCPIT, corroborou essa afirmação e acrescentou que a China já entrou “em um processo desenvolvido e maduro de regulamentação e registro. Cada empresa precisa, no mínimo, de três autorizações de órgãos diferentes para iniciar a produzir, podendo chegar a seis ou até mais”.

Ele lembrou que o consumo de agroquímicos no mundo chegou a nada menos que US$ 87 bilhões, principalmente para soja (16%), cereais (14%) e arroz (7%). A China é responsável por produzir 17% do total, enquanto o Brasil detém 16% e os Estados Unidos fabricaram 12%.

“A lei chinesa de agroquímicos foi criada em 1997, revisada em 2001 e está em processo de atualização esse ano, devendo ser apresentada em breve com tendência para a diminuição da burocracia e um planejamento para os próximos 13 anos. Após o país experimentar um grande crescimento do setor desde 2012, o momento é de estabilidade, com mais atenção à proteção ambiental – que é o grande problema da China atualmente. Mais de 150 empresas foram punidas apenas no ano passado, e muitas outras estão sob reavaliação”, explica Jalen Fan.

O representante do CCPIT afirma que o crescimento do mercado de pesticidas chinês deve ser em torno de zero, com expansão apenas no segmento de biodefensivos. O que os chineses buscam agora, segundo ele, são ferramentas que otimizem aplicações aéreas inteligentes, para as quais há muita demanda. Além disso, querem desenvolver uma plataforma de compra e venda online no Brasil e no Paraguai, assim como já existe na China.
 

 

Produção mundial de leite enfrenta crise sem precedentes

Com uma queda de 50% no preço do leite desde a metade de 2014, produtores de diversos países começam a diminuir a sua produção. Na Nova Zelândia, um dos mais produtores do produto no mundo, muitas vacas leiteiras tiveram de ser sacrificadas recentemente e quase quatro de cada cinco produtores estão com prejuízos financeiros.

De acordo com um levantamento mundial de consultoria KPMG, um de cada 10 produtores deve deixar a atividade no mundo nos próximos anos e pelo menos 28% terá de obter novo capital para adaptar o negócio.

No Canadá, os produtos leiteiros convivem com preços mais baixos que em 2009 e pedem sobretaxas para importação de leite dos EUA. No caso da União Europeia, também o valor do produto é o mais baixo em sete anos, sendo que o Reino Unido perdeu mais de 10% dos produtores.

Para a consultora IBISWorld, a grande razão para a crise do setor é o aumento de produtividade leiteira na China com uma média de incremento de 8% nos últimos cinco anos, deixando os exportadores sem clientes. Por outro lado, o mercado deve recuperar-se porque o crescimento da produção chinesa deve ser limitado.

 

Fonte: Agrolink

Indústria argentina quer restringir importação de agroquímicos da China

As indústrias argentinas de agroquímicos pediram ao governo daquele país que restrinja as licenças de importação de defensivos agrícolas – especialmente os provindos da China. Atualmente, um em cada quatro litros desses insumos são formulados fora da Argentina. Além disso, as fabricantes locais exigem ainda uma equiparação de padrões de controle sanitário entre produtos nacionais e estrangeiros.

O país vizinho conta hoje com sete indústrias de produção de princípio ativo e mais de 120 plantas de formulação de produtos finais, desde pequenas empresas a grande indústrias. Entidade que representa o setor, a Câmara da Indústria Argentina de Fertilizantes e Agroquímicos (Ciafa) afirma que já realizou diversos pleitos junto à administração Macri, mas sem nenhum resultado positivo até agora. 

Os fabricantes locais se queixam que as importações de fitossanitários cresceram 44% em volume entre os anos de 2011 e 2014, chegando a um recorde de 286 milhões de quilos/litros. Mesmo que em 2015 esse número tenha caído para 178 milhões, estima-se que neste ano de 2016 poderia voltar a aumentar 30%, devido à retirada de barreiras às importações.

A fatia de participação dos agroquímicos importados na Argentina oscila em torno de 25% do mercado, em média. De acordo com o jornal Clarín, a Ciafa estima que, “a partir das mudanças macroeconômicas, o fluxo de produtos fitossanitários vindos da China se incrementará consideravelmente, chegando ao ponto crítico de por em risco a própria existência da indústria argentina”.

A entidade se queixa ainda de que, enquanto os produtos locais são submetidos a intensos controles, os agroquímicos “prontos para usar” que chegam do exterior não enfrentam nenhum tipo de regulação sanitária. Chegam a mencionar que ocorre um tipo de “dumping” econômico.

Segundo a Ciafa, os produtos chineses ingressam no mercado argentino a preços muito baixos, com os quais as indústrias locais não podem competir porque não contam com incentivos fiscais e de exportação como os asiáticos. Além disso, lembram que os custos de produção são muito maiores na Argentina – principalmente com mão de obra e energia.

 Fonte: Agrolink

Compras especulativas elevam preço do milho Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quinta-feira (18.08) alta de 1,75 centavo de Dólar nos contratos de Setembro/16, fechando em US$ 3,32 por bushel. As demais posições em destaque da commodity fecharam a sessão com valorizações de 1,75 e 2,75 pontos.

Mais um dia de altas nas principais cotações dos futuros do mercado norte-americano do milho, provocadas por compras de especulação. Também segue aquecida a demanda internacional, mas as exportações do cereal vieram dentro das projeções dos participantes do mercado.

 

Fonte: Agrolink

Importação de cacau pelo Brasil dispara e indústria quer amêndoa da Costa do Marfim

As importações de amêndoas de cacau pelo Brasil deverão atingir neste ano cerca de 80 mil toneladas, ante 11 mil toneladas no ano passado, aumentando os custos do setor após uma expressiva quebra de safra pela seca na Bahia, afirmou o diretor-executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Eduardo Bastos.

"É muita coisa essa importação, para nós é ruim porque é sempre melhor se abastecer com safra interna, (para importar) tem que fazer compras seis meses antes...", disse Bastos em entrevista à Reuters, ressaltando que o Brasil já importou quase 50 mil toneladas até o momento no ano.

A safra do país foi estimada pela AIPC em 150 mil toneladas na temporada 2016/17, queda de quase 30 por cento ante a temporada anterior, com perdas expressivas no principal Estado produtor do Brasil, um dos maiores consumidores globais de chocolate em volumes.

A estiagem foi tão severa na Bahia que provocou a morte de lavouras, o que terá impacto na produção dos próximos anos e consequentemente manterá as importações mais altas do que as cerca de 10 mil toneladas registradas nos últimos anos.

"O volume a ser importado (nos próximos anos) dependerá muito das próximas safras, mas esperamos redução pelo menos para a metade (do importado neste ano)", disse Bastos, da AIPC, que tem entre as associadas grandes companhias multinacionais como Olam, Cargill e Barry Callebaut.

Isso significaria importações de aproximadamente 40 mil toneladas ao ano até que a cultura possa se recuperar da severa estiagem.

COSTA DO MARFIM

Diante desse cenário, a associação está pressionando o governo federal para reverter uma proibição fitossanitária à importação do produto da Costa do Marfim, o principal produtor e exportador global, que poderia dar mais uma opção e aliviar custos para a indústria, que hoje só traz cacau de Gana.

"Como o pessoal sabe que o Brasil está importando só de Gana, o preço está muito alto", afirmou, sem dar detalhes.

O preço no mercado interno também está alto, com a quebra de safra. O prêmio do cacau de Ilhéus (BA) em relação à cotação na bolsa de Nova York atingiu média de 268 dólares por tonelada em julho ante deságio de 623 dólares/t no mesmo mês do ano anterior, segundo a consultoria INTL FCStone.

Bastos acredita que até o final do ano a indústria conseguirá autorizações para importar da Costa do Marfim.

As importações terão um papel importante para o mercado brasileiro, segundo o dirigente da associação, ainda que com a crise econômica o consumo tenha caído em 8 por cento no ano passado, para 220 mil toneladas, com projeção de estabilidade em 2016.

Até porque a indústria nacional deverá exportar 69 mil toneladas (no equivalente em amêndoas) em derivados, como a manteiga de cacau e o cacau em pó --tais exportações ocorrem em regime de "drawback", com benefícios tributários.

Para os próximos anos, o Brasil espera reduzir fortemente suas importações, uma vez que há um plano para o país voltar a produzir pelo menos 300 mil toneladas em cinco anos e assim se tornar autossuficiente.

 

Fonte: Reuters