Estudo mostra oportunidades para as castanhas brasileiras na Ásia



Imagem: Pixabay


Índia e Vietnã se destacam pelo alto consumo da população e crescente dependência das importações de castanhas.

O Brasil tem potencial para aumentar as exportações de castanhas para países do sudeste asiático, de acordo com um estudo inédito elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para identificar oportunidades de negócio para os produtos de maior interesse do projeto Agro.BR.

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O estudo “Análise de Oportunidades de Mercado: Sudeste Asiático Exploração do Mercado de Castanhas” considerou Índia, Vietnã, Tailândia, Malásia e Singapura como os mercados mais relevantes da região.

O coordenador de Inteligência Comercial da CNA, Felipe Spaniol, afirmou que o estudo apontou a Índia e o Vietnã como destinos mais atraentes para as castanhas e nozes brasileiras, diante do aumento da dependência das importações, das boas perspectivas de expansão com uma população crescente e a busca por um estilo de vida mais saudável.

“Os pequenos e médios produtores devem olhar estrategicamente para esses mercados. Para isso, é importante se capacitar, participar de feiras, missões e rodadas de negócios oferecidos pela CNA, por meio do projeto Agro.BR”.

Índia – O estudo da CNA aponta a Índia como o terceiro maior produtor de castanhas do mundo, mas também um importador líquido. Em 2020, produziu 197 mil toneladas, importou 998 mil e consumiu 1 milhão de toneladas. Castanha de caju com casca é o principal produto consumido.

Na avaliação da entidade, a busca da população indiana por um estilo de vida mais saudável é um ponto positivo para impulsionar a demanda por castanhas. Por outro lado, tarifas elevadas e tributos de importação têm impacto direto nos preços dos produtos, podendo afetar o orçamento do consumidor indiano.

Vietnã – Nos últimos anos, os níveis de consumo do Vietnã ultrapassaram os de produção, aumentando assim a sua dependência das importações de castanhas. Em 2020, o Vietnã importou 1,2 milhão de toneladas de nozes para atender o seu consumo doméstico. A produção totalizou 85 mil toneladas e o consumo 904 mil toneladas.

O país é o principal centro de processamento e o maior exportador de castanhas de caju do mundo, representando mais de 50% das matérias-primas globais de castanha processada. Entretanto, a indústria depende fortemente das importações ao longo do ano e o Brasil é um dos fornecedores desse produto. Em 2022, a receita obtida com as exportações brasileiras de castanha de caju com casca totalizou US$ 140 mil.

Tailândia – Apesar dos níveis de consumo limitados, a Tailândia continua a ser um importador significativo de castanhas, justamente por ser um hub de processamento de castanhas no sudeste asiático. Em 2020, as importações cresceram 46,34% em relação ao ano anterior.

O estudo da Confederação afirma que o país está focado no processamento de alimentos, explicando assim os elevados volumes de importação ao longo dos anos. A Tailândia se caracteriza por ser um importador e exportador de castanhas, ou seja, o país importa para reexportar a nível mundial. Portanto, o mercado se apresenta como uma oportunidade para o Brasil.

Malásia e Singapura – O estudo da CNA revela que na Malásia os níveis de produção e consumo entre os anos de 2017 e 2020 permaneceram estagnados. O consumo é assegurado pela produção local, o que faz com que o país não seja considerado uma oportunidade para as exportações de castanhas brasileiras.

Já Singapura depende das importações de castanhas para suprir sua demanda interna, mas os volumes negociados pelo país, em comparação a outros na mesma região, não justificam colocá-lo em posição de destaque como grande oportunidade.

Produção de castanhas no Brasil – Dentre as oito castanhas e nozes mais consumidas no mundo, quatro delas estão presentes no Brasil: castanha de caju, castanha do Pará, noz-pecã e macadâmia. Segundo dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), em 2021, o Brasil produziu 111 mil toneladas de castanha de caju. A produção está concentrada na região Nordeste.

Fonte: CNA | Agrolink

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