[Artigo] O Farelo de Arroz na Nutrição Animal



Atualmente, as pessoas têm deixado de lado o consumo de alimentos prejudiciais a saúde para dar lugar a uma alimentação mais saudável e equilibrada.
O grão de arroz é um conjunto de casca, endosperma, farelo e germe. É agrupado como produto de maior consideração econômica em países em desenvolvimento.

A operação de beneficiamento do arroz com casca para obtenção do arroz branco produz em média 8% de farelo de arroz, podendo variar, segundo relatos de Domene (1996), de 4 a 12% do peso do grão.

Tratando de farelo de arroz, um subproduto conseguinte de sua lapidação nua (arroz marrom) para a produção do arroz branco, sucede um farto estudo sobre o farelo de arroz e seu óleo, que pode ser composto por 30 % de arroz polido e 70 % de farelo.

Seu estudo aponta diversas complexidades em seu aproveitamento concedido de sua principal característica, azedar-se em pouco tempo, ocasionando sua degeneração.

Tipicamente, o farelo de arroz não é consumido na alimentação humana, e sim na alimentação animal.
O farelo de arroz possui consideráveis características, especialmente na sua estrutura química, o alto teor de óleo, que aumenta sua chance de consumo como fonte de energia principalmente para as aves, substituindo o milho em virtude do conjunto nutritivo, contendo alto nível de fósforo, proteína e lipídeos.

“Ao analisarem o farelo de arroz de diferentes variedades, encontraram óleo variando de 16,72 a 21,40%. O nível de proteína bruta do farelo de arroz é superior ao do milho. Na literatura encontram-se valores de proteína bruta variando de 8 a 17%. Ali et al. (1998), ao analisarem o farelo de arroz de diferentes variedades, encontraram proteína bruta de 14,37 a 16,25%. Com relação à composição mineral, é rico em fósforo e manganês, além de níveis de cobre, ferro e zinco superiores aos do milho.” Ali et al. (1998)

Entretanto, é desenvolvido calor durante um período, onde é provocado enzimas através da hidrolização e, consequentemente, o óleo produzindo acidez em poucas horas. Estes ácidos graxos geram um paladar ácido e árido.

Com a oxidação, o óleo também fica com certos cheiros e sabores obsoletos, visto que com essas circunstâncias, ele acaba perdendo valiosos elementos, como por exemplo, antioxidantes, vitaminas, dentre outros.

Lidando com tecnologias mais antigas, é muito mais difícil o aproveitamento deste óleo, e a extração do farelo de arroz acaba tendo maior complexidade, assim seu refino ficando mais custoso, pela sua alta acidez e pelo alto conteúdo de insaponificáveis, ceras e coloração, bastante árduo de monitorar.

Hoje, o arroz é cultivado nos 5 continentes do mundo, onde a Ásia lidera sua produção. Deste modo, o farelo de arroz torna-se, principalmente em regiões de alta umidade e temperatura como regiões tropicais e subtropicais, intolerável para alimentação animal em curto prazo.

Isso devido ao aumento de fungos e proliferação de micro-organismos, podendo aumentar toxinas, visto que possui também alta presença de % de ácido fítico e fibras que possam prejudicar a digestibilidade da total composição nutritiva da dieta.

“O mercado de nutrição animal utiliza diversas matérias-primas, dentre as quais se destaca o farelo de arroz, um insumo largamente utilizado na formulação de rações para avicultura, pecuária, suinocultura, piscicultura, cães e gatos.

Podemos dizer que os benefícios do farelo de arroz são inúmeros, porém dentre eles destacam-se as excelentes fontes proteicas e energéticas, encontrando num só produto tudo o que procuramos para uma ração completa para qualquer aplicação desejada.

Uma curiosidade é que de acordo com nossos clientes, 99% do consumo do farelo de arroz é remetido à área animal, restando 1% para outros segmentos, como por exemplo, acrescentado à mistura de outros produtos, para descontaminação de solo, como também para dar liga em resinas”.

A unidade Feed Ingredients da Aboissa, conta com brokers especializados na comercialização de farelos e grãos para nutrição animal.

Bibliografia: Bangladesh Journal of Scientific and Industrial Research, Dhaka, v. 33, n. 2, p. 170-177, 1998.

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