Onde e como o ciclone vai atuar. CONFIRA



Imagem: Pixabay


No decorrer desta semana, o fortalecimento de uma região de baixa pressão dará origem a um novo ciclone extratropical sobre a região sul. As projeções indicam que a formação do sistema ocorrerá a partir da tarde de quarta (12), atuando na costa do Brasil até sexta-feira (14).

Uma das características que vem chamando a atenção neste evento, é o tamanho da área de vento máximo. Na manhã de quinta (13), o raio do ciclone (distância da borda até o centro), onde esses ventos podem ocorrer, é de aproximadamente 950 Km. Mesmo com o núcleo de baixa pressão sobre o oceano, a região de Alegrete (RS) até São Paulo Capital podem registrar ventos intensos.

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Trajetória
Ainda na manhã de quarta-feira, uma região de baixa pressão avança do Paraguai em direção ao oeste do Rio Grande do Sul, onde o sistema deve ganhar intensidade. Esse reforço vem com o forte suporte de ar quente e úmido da região amazônica, carregado pelos ventos conhecidos como Jatos de Baixos Níveis. O núcleo de baixa pressão deverá cruzar o país em direção ao oceano, passando entre o norte do Estado Gaúcho e o sul de Santa Catarina. O ciclone chega ao oceano na manhã de quinta-feira e continuará se deslocando ao longo do dia, em direção ao leste. Mesmo assim, as rajadas de vento ainda serão intensas na região costeira.

Ventos
A partir da tarde de quarta, os ventos podem ser intensos em setores do sudeste do Rio Grande do Sul. Conforme a baixa pressão vai seguindo a sua trajetória os ventos vão se intensificando e ganhando mais abrangência, levando rajadas até o sul do Paraná. Mas é a partir de quinta – quando o sistema chega ao oceano – que os ventos tendem a ser mais fortes.

As rajadas podem variar dos 70 a 90 km desde o sudoeste Gaúcho até a costa de São Paulo. A previsão dos ventos mais intensos é para a tarde de quinta (13), onde as rajadas podem passar dos 100 km/h desde Torres (RS) até Morretes (PR). No mar, na região de Laguna (SC) algumas projeções sinalizam para rajadas de até 134 km/h.

Chuvas
Junto com o avanço do sistema de baixa pressão, as instabilidades devem ocorrer com forte intensidade, trazendo grande volumes de chuva em curtos períodos de tempo. As áreas mais prováveis que vão receber essas chuvas intensas, ficam entre o sudeste de Santa Catarina até o sul do Rio Grande do Sul. 

Na composição das projeções para o acumulado de chuva entre o dia 12 até o dia 14 é possível observar que os volumes esperados são superiores a 150 mm, com a projeção do centro americano indicando mais de 200 mm no sudeste Gaúcho. Já em Porto Alegre (RS) os volumes podem atingir os 128 mm em 48 horas, de acordo com o modelo Alemão.

As pancadas de chuvas devem ocorrer em dois períodos distintos. Um com o deslocamento do sistema de baixa pressão, no decorrer de quarta, e outro com o estabelecimento do ciclone no oceano, na madrugada e manhã de quinta.

Algumas instabilidades devem avançar até o sul do Paraná, sul de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul. Essas chuvas avançam como uma frente fria, resultante da atuação do ciclone e podem ser localmente fortes, mas com curta duração.

Granizo
As chuvas deste evento serão potencialmente fortes, acompanhadas de muita atividade de raios, vendavais e chances para queda de granizo, tanto para a quarta quanto para a quinta-feira.

Mesmo que o índice apresente as maiores condições sobre o sudeste do Paraná e oeste Catarinense, não se descarta a ocorrência do fenômeno sobre áreas do sul do Rio Grande do Sul, especialmente na madrugada de quinta-feira.

Geadas
Após o estabelecimento do ciclone no oceano, os ventos predominantes do quadrante sul devem impulsionar uma massa de ar frio que está sobre a Argentina para o centro-sul do Brasil. Isso deve ocorrer ainda na tarde de quinta-feira (13), mas é a partir de sexta (14) com o tempo mais limpo, que as geadas devem ocorrer.

Ao longo dos próximos dias, o ar frio segue em direção às áreas da região sudeste, centro-oeste até o sul de Rondônia. No sábado existem condições para geadas no sul de Minas Gerais além das áreas da região sul do Brasil.

Fonte: Gabriel Rodrigues e Seane Lennon | Notícias Agrícolas

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