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Demanda por carne suína deve crescer 14% por década até 2050, prevê Davies

por Marina

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“As boas práticas de produção serão necessárias na suinocultura nos próximos 30 anos, mas não serão suficientes. Para manter-se competitiva, a indústria de carne suína precisa de altos padrões de produção com custo acessível, para que os consumidores tenham acesso a um mercado que está se tornando mais diverso”, defendeu o professor da Universidade de Minnesota - Estados Unidos, Peter Davies, na última semana em um webinar realizado pela IPVS - International Pig Veterinary Society, para centenas de pessoas de todo o mundo. “Não podemos prever o futuro, mas temos que oferecer estrutura para pensar sobre cenários”, afirmou.

Para Davies, o crescimento da demanda será de 14% a cada década até 2050. O destaque é para o aumento no consumo em países em desenvolvimento e queda em países ricos. Em sua visão, o principal desafio do setor é se mostrar sustentável para o consumidor. “A atividade econômica está relacionada ao consumo e não à produção, por isso é preciso olhar para o consumidor para mudar a direção da indústria. Se o crescimento projetado está em 14% por década, vemos que o consumo está crescendo menos. Países desenvolvidos já chegaram ao pico de consumo. Em 2018, o frango superou a carne suína como a mais consumida no mundo e esse mercado bastante competitivo (com o frango) deve continuar assim”, mencionou o especialista.

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De acordo com Davies, os próximos 30 anos devem ter mudanças em nosso modo de vida em uma escala que jamais poderíamos imaginar. “Vamos ter 20 mil anos de progresso no século 21. As indústrias serão criadas a partir da sustentabilidade socioambiental. O maior desafio será a percepção do consumidor no elo entre a pecuária e as mudanças climáticas, que afetarão o futuro da suinocultura”, apontou. Ainda segundo Davies, novas dietas devem competir com a suinocultura. “O consumidor pode escolher alimentos à base de plantas, ou proteínas alternativas, como insetos e algas. Teremos uma nova dieta nos próximos anos”, apontou.

E as mudanças já ocorrem. “A geração millenials é 10% menos propensa a comprar carne”, exemplificou o especialista. O professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidente do Comitê Científico do IPVS2020, Roberto Guedes, destacou a importância de ter conhecimento dos custos de produção, com uma tendência de alta nas próximas décadas. “Teremos no futuro uma produção com custos mais elevados, o que pode reduzir a demanda por conta do preço”, explicou. Davies encerrou destacando políticas comerciais, eventos que não podem ser previstos, como a própria pandemia de Covid-19, e a disrupção de novas tecnologias, que podem mudar os cenários previstos.

Anais IPVS2020

A comissão organizadora do Congresso IPVS2020 disponibilizou gratuitamente os anais do evento no site oficial da IPVS (www.theipvs.com/links). Nele estão cerca de 700 resumos das principais pesquisas sobre a suinocultura atual, de renomados cientistas de todo o mundo. “Em respeito aos pesquisadores que submeteram seus trabalhos para apreciação pela Comissão Científica, publicamos os anais”, destacou a médica veterinária presidente da IPVS, Fernanda Almeida, observando ainda que esses trabalhos podem contribuir para a suinocultura do futuro.

O Congresso IPVS2022

A pandemia da Covid-19 atrapalhou, mas não parou a principal fonte de novos conhecimentos da suinocultura mundial. Este foi o balanço da webinar que reuniu pesquisadores, profissionais e empresários da suinocultura em todo do mundo.

A 26a edição do Congresso IPVS, que seria realizada neste ano, foi adiado para os dias 21 a 24 de junho de 2022, em função da pandemia de Covid-19. O encontro será realizado no Riocentro, na cidade do Rio de Janeiro.

Na abertura da webinar desta semana, Fernanda Almeida destacou que resiliência é a palavra mais adequada para representar o evento deste ano. “De forma conjunta com os principais patrocinadores do evento, decidimos adiar o IPVS para 2022, uma decisão difícil, mas necessária para garantir a segurança de todos os envolvidos”, ressaltou.


Fonte: Notícias Agrícolas

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