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Maio teve pouca movimentação com baixa oferta de trigo no Brasil

por Mateus Ramos

Imagem: Pixabay



O mercado brasileiro de trigo teve um mês de maio de pouca movimentação. A oferta é baixa tanto no Brasil quanto na Argentina. Os produtores estão bem capitalizados, sem necessidade imediata de negociar, e concentram seus esforços sobre os trabalhos de plantio.

Nas últimas semanas, o mercado acompanha a retração dos preços na Argentina. Isso, somado ao dólar, que opera próximo dos R$ 5,30, favorece a competitividade do produto argentino na procura por parte da indústria do Brasil. Ainda assim, a oferta é baixa e a liquidez também, o que limita maiores variações.

O plantio atinge 58% da área no Paraná. No Rio Grande do Sul, em fase inicial, ainda não há indicativo de percentual a nível estadual. Na Argentina, conforme a Bolsa de Buenos Aires, os trabalhos chegam a 10,1%.



Safra global

O Conselho Internacional de Grãos (CIG) indicou projeção para a safra global de grãos em 2021/22 em 2,292 bilhões de toneladas. No mês passado, a produção para a próxima temporada foi estimada em 2,287 bilhões de toneladas. A safra 2020/21 teve sua estimativa em 2,22 bilhões de toneladas.

Conforme o CIG, a produção de trigo é estimada em 790 milhões de toneladas, mesmo volume de abril. Para a temporada anterior, o Conselho projetou 774 milhões de toneladas.

Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 776,1 milhões de toneladas, contra 776,49 milhões de toneladas em abril. Para 2021/22, a primeira estimativa é de 788,98 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 294,67 milhões de toneladas, abaixo das 295,52 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 295,1 milhões de toneladas. Para 2021/22, as reservas finais são previstas em 294,96 milhões de toneladas. O mercado esperava 299,4 milhões de toneladas.

Por: Gabriel Nascimento | Safras & Mercado