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Safrinha brasileira e mercado internacional pautam milho

por Mateus Ramos

Imagem: Pixabay



As perspectivas de alta do milho continuam a longo prazo no mercado internacional, o que acaba pautando o cereal no Brasil, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Os Estados Unidos, Ucrânia e Brasil foram os principais responsáveis pelo aumento global da produção de milho 2020/21, que cresceu cerca de 6 milhões de toneladas”, comenta.



“No  entanto, as exportações  americanas e  do país  europeu,  apenas para  a China, cresceram 23  milhões de toneladas  na temporada,  de acordo  com Refinitiv.  Neste contexto, verifica-se  que  o  aumento da produção  não  tem  coberto  totalmente  a  robusta  procura  chinesa,  o  que  tem  contribuído  fortemente  para  a subida de preços observada no período”, completa.

Outro fator de alta é a umidade dos solos no Brasil está abaixo da média histórica. “Com  isto,  não  teremos  o  mesmo  volume  para exportação, como apontou a Conab nesta semana e o mercado  interno  terá  prioridade,  porque  o  dólar  está em queda. Mesmo  assim,  os  preços  deverão  se  manter  elevados até o final da temporada de 2021”, indica.

Já do lado da baixa, se destaca o inicio da colheita da safrinha. “Quando chegar mais para o final da temporada a tendência  é  os  preços  se  recuperarem,  porque  a  demanda  internacional  por  carnes  continua  elevada  e  deve manter os preços, tanto do mercado interno quanto do mercado internacional, mais elevados do que os da safra anterior. Será o terceiro ano de alta lucratividade para o agricultor”, informa.

Para finalizar, a queda do dólar também influencia. “O  economista da consultoria inglesa Capital Economics, Jonathan Petersen acredita que, no final do ano, ele deverá girar ao redor de R$ 5,50 e o analista do banco canadense CBIC, Luis Hurtado prevê algo ao redor de R$ 5,30, diante do risco fiscal que ainda persiste e o início das disputas pelas eleições em 2022, que podem tumultuar a economia”, conclui.

Por: Leonardo Gottems | Agrolink