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Milho e soja: Quanto a Argentina deverá produzir?

por Eduardo Moreno

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Imagem: Pixabay

O clima na Argentina está atualmente mais seco e mais quente do que o normal. Dito isso, o especialista Michael Cordonnier, da Soybean & Corn Advisor, Inc, escreveu um relatório estimando a produção de soja e milho do nosso país vizinho para a safra 2021/2022.



Nesse cenário, a área plantada com milho em 2021/22 da Argentina aumentou 10%, para 6,8 milhões de hectares, com uma produção de 52 a 54 milhões de toneladas. Se verificado, isso seria até 3,5 a 5,5 milhões de toneladas acima da estimativa atual de 48,5 milhões de toneladas para a safra 2020/21.

“Nos últimos anos, o milho plantado tardiamente teve um desempenho muito bom, melhor do que o milho plantado antecipadamente em muitos casos. Os agricultores gostam desse plantio dividido porque diminui o risco de clima adverso durante o período crítico de polinização. Além disso, o milho plantado precocemente em algum momento pode ter problemas de germinação e população de plantas devido às condições de seca”, comenta ele.

Na mesma análise ele afirma que a área plantada de soja da Argentina 2021/22 caiu 0,6%, para 16,5 milhões de hectares, com produção de 50 a 51 milhões de toneladas. Caso isso realmente aconteça, seria até 4 a 5 milhões de toneladas acima da estimativa atual de 46 milhões de toneladas para a safra 2020/21.

“A Argentina tem um custo de produção menor para a soja em comparação com o Brasil e os Estados Unidos, mas as taxas de exportação de 31 a 33% consomem a maior parte da margem. Os impostos de exportação sobre a soja e seus produtos são uma importante fonte de receita para o governo federal e não se espera que a situação melhore tão cedo. O governo federal se encontra em uma situação financeira terrível, incapaz de pagar seus empréstimos ao FMI e outros credores. O governo federal não pode se dar ao luxo de abrir mão de nenhuma receita proveniente do imposto de exportação da soja, especialmente porque a arrecadação tributária caiu devido à menor produção em 2021/22”, conclui.

Por: Leonardo Gottems | Agrolink