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Confira os destaques do Encontro Mundial de Amendoim 2021

Imagem: Melinda Rodrigues | Fonte: Aboissa

Nos dias 08 e 09 de setembro, a Aboissa participou do ''World Peanut Meeting'', o encontro mundial do amendoim, organizado pela Câmara de Amendoim da Argentina. O evento reuniu virtualmente diversos líderes da indústria mundial para discutir o cenário de oferta e demanda, além de tendências do mercado.

Confira abaixo a entrevista com a nossa especialista em Óleo de Amendoim, Melinda Rodrigues, que nos representou neste importante evento:

Aboissa: Quais foram os ''hot topics'' do evento?

Melinda: Sem dúvidas, um dos principais temas foi a crise na logística internacional. Não só no Brasil, mas em diversos países exportadores, o aumento nos fretes, a escassez de contêineres e a falta de espaço nos navios já refletem nos números de exportação. De acordo com as previsões da indústria, este ano o Brasil deve exportar de 220 a 230 mil toneladas de amendoim, apresentando queda em relação ao ano anterior.

Aboissa: Sabemos que o Brasil passa por uma das piores secas já vistas. Quais as chances de impactos na próxima safra?

Melinda: De certa forma, já está impactando o plantio, mas chuvas são esperadas para os próximos 10 dias. O La Niña seguirá sendo um ponto de atenção a ser monitorado.

Aboissa: Como está o cenário de oferta nos países produtores?

Melinda: De acordo com os dados apresentados, podemos concluir que há oferta o suficiente. A grande questão é conseguir embarcar. É por isso que temos recomendado aos nossos clientes que não deixem para fazer compras de última hora, que se planejem com as ordens de compra com antecedência, alinhando as expectativas de embarque.
Em relação a oferta, outro ponto é que quase todas as origens apresentam alta nos custos de plantio, podendo afetar as intenções para a safra 2021/22.

Aboissa: E o cenário de demanda?

Melinda: Nos últimos tempos, estamos vendo a demanda por amendoim e seus derivados crescer em diversos países. Além dos Estados Unidos, a Índia é um bom exemplo. Não me surpreenderia se em alguns anos ela se tornasse uma importadora ao invés de exportadora, devido ao seu robusto mercado local.

No entanto, é a China quem segue sendo o principal produtor e consumidor de amendoim do mundo e o principal driver dos preços, por isso seguimos de olho nesse mercado, em especial, onde mais da metade do amendoim é destinado para fabricação de óleo. Após os preços de óleo terem alcançado recordes durante o ano passado, esse ano o mercado busca equilíbrio, com um cenário de preços mais baixos e compradores focando em lotes spot ao invés de programações.



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