Mesmo com safra cheia, Brasil importou 700 mil tons de trigo em novembro

As importações brasileiras de trigo continuaram em ritmo muito forte em novembro, apesar das boas perspectivas de colheita. Foram desembarcadas no País 700 mil toneladas no mês passado – um volume 43% maior do que o mesmo período do ano anterior. 

De agosto até o início de dezembro já foram importadas 2,76 milhões de toneladas, o que representa uma expansão de 65% na comparação com igual período de 2015. De acordo com o analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, há quatro razões para o Brasil continuar comprando o cereal, mesmo com a perspectiva de safra cheia.

“As causas todos conhecemos: término da disponibilidade da safra anterior dois meses antes do início da atual temporada; atraso de, pelo menos, duas semanas no início da colheita da safra 2016/17; necessidade de esperar dois meses até que a safra colhida esteja no ponto de ser usada; paralisação da comercialização por mais de mês, com todo o mercado esperando a efetivação dos leilões do governo que, ao final, não estão absorvendo a quantidade desejada, nem proporcionando a lucratividade esperada”, explica Pacheco.
 
Fonte: Agrolink

Ourofino Agrociência firma parceria com Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Em 29 de novembro, a Ourofino Agrociência e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia se reuniram em Brasília (DF) para assinar um acordo de cooperação biológica, que objetiva o desenvolvimento de uma nova linha de produtos biológicos (bioinseticidas, bioherbicidas, biofungicidas, entre outros).

Esse mercado está em plena expansão. De acordo com dados da Dunham Trimmer (Farm Chemicals International), entre 2007 e 2015, o setor cresceu mais de 300%, sendo avaliado em cerca de US$ 2 bilhões. No Brasil, em 2014, o segmento correspondia a US$ 113 milhões, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). 

"Queremos ser a contraparte da Embrapa na formulação de produtos biológicos que cheguem rápido ao mercado e com capacidade de atender às necessidades dos produtores nacionais de forma sustentável. Vamos aproveitar o profundo conhecimento cientifico acumulado pela Embrapa ao longo dessas mais de quatro décadas e contribuir para encurtar o caminho entre laboratório e campo", destaca Norival Bonamichi, presidente da Ourofino Agrociência, que reforçou ainda a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

O acordo de cooperação biológica tem como proposta transformar ciência em riqueza para o agronegócio. Para isso, a Ourofino Agrociência, uma empresa brasileira, desenvolverá formulações adequadas à condição climática local, que registra altas temperaturas e grande pressão de pragas e doenças, além de insolação e outros fatores característicos que fazem do Brasil um país único. “Ciência é o motor do desenvolvimento do país. Aquele que almeja a liderança precisa investir para fortalecer os vários segmentos da economia, inclusive a agropecuária”, diz Maurício Antonio Lopes, presidente da Embrapa.

Quem também reforça a importância do acordo é José Manuel Cabral de Sousa Dias, chefe-geral interino da Embrapa. “Os resultados das pesquisas gerarão produtos inovadores para um mercado ávido pela união dos manejos, muitas vezes necessárias”.

 

A assinatura do acordo de cooperação biológica fez parte da solenidade de aniversário da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, que comemora 42 anos em 2016. Na ocasião, diversas autoridades estiveram presentes, entre elas, o presidente da Embrapa da Ourofino Agrociência.

2016

A Ourofino Agrociência acredita no desenvolvimento do agronegócio nacional. Prova disso são os constantes investimentos em infraestrutura. Entre 2015 e 2016, foram aplicados, aproximadamente, R$ 43 milhões na fábrica com o intuito de aumentar as operações e a capacidade de produção. Uma das áreas que recebeu investimento foi a Unidade de Formulação Destinada à Suspensão Concentrada, que ampliou a capacidade de 40 mil litros/dia para 100 mil litros/dia, a fim de atender a demanda interna e incrementar a capacidade produtiva da empresa e de terceiros. 

Em 2017, será inaugurada ainda a Planta de Grânulos Dispersíveis para Herbicidas, com capacidade de produção de 8 milhões de quilos/ano. O projeto obteve R$ 12 milhões em investimentos para formulação de novos produtos

Sobre a Ourofino Agrociência 

A Ourofino Agrociência é uma empresa brasileira, fabricante de defensivos agrícolas. Sua fábrica, considerada uma das mais modernas do mundo no segmento, está localizada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e possui capacidade de produção de 120 milhões de litros por ano. São mais de 50 mil m² de área construída, com equipamentos modernos e ambiente automatizado. Mais informações no site www.ourofinoagrociencia.com
 Fonte: Agrolink

Aprovada soja transgênica tolerante ao herbicida Dicamba

Em sua última reunião ordinária do ano, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) liberou a comercialização da soja geneticamente modificada MON 87708. Desenvolvida pela multinacional Monsanto, trata-se da primeira tecnologia lançada no Brasil tolerante ao herbicida Dicamba.

A liberação foi decidida na última quinta-feira (08.12), em reunião realizada em Brasília e divulgada pelo MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações). A deliberação é resultado de um processo de autorização instaurado há mais de dois anos: no dia 24 de Outubro de 2014.

Na mesma reunião ordinária da CTNBio foi autorizada a liberação comercial da soja tolerante ao Dicamba e ao Glifosato MON 87708 x MON89788. A decisão autoriza o uso dos transgênicos “com vistas à sua liberação no meio ambiente, seu uso comercial e quaisquer outras atividades relacionadas a este OGM e quaisquer progênies dele derivados”.

 
Fonte: Agrolink

Motivos do fracasso dos leilões de trigo da Conab Visitas: 537

Porque houve tão pouca adesão aos leilões de trigo da Conab, se foram tão reivindicados pelo setor? O analista sênior da Consultoria Trigo & Farinhas, Luiz Carlos Pacheco, explica que a resposta está nos preços líquidos finais em cada estado. “No Paraná, o prêmio oferecido não cobria a finalidade a que se propôs, que é a de garantir o pagamento do preço mínimo ao agricultor no interior do estado”, aponta o especialista.

O segundo grupo de leilões de trigo da safra 2016/17 no Brasil comercializou menos da metade do que foi ofertado, ou exatos 42,46%. O leilão de PEPRO comercializou 67,61% e somente no Rio Grande do Sul, com zero de interesse no Paraná e em Santa Catarina. O leilão de PEP comercializou apenas 2% das ofertas e somente no RS.

“O cálculo é o seguinte: preço atual R$ 35,00/saca ou R$ 583,45/tonelada. Se adicionarmos o prêmio do leilão de R$ 182,50 oferecido pelo governo daria R$ 765,95 posto no porto (para onde necessariamente tem que se levar a mercadoria para despachá-la, quer para os moinhos do nordeste, quer para exportação, porque o edital do leilão proíbe que seja vendida para os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste). O custo para levar para o porto, entre frete, recepção, armazenagem, documentação e embarque nos navios, mais comissões e taxas diversas é de R$ 152,13/t aproximadamente, deixando um líquido para o produtor de R$ 614,60 (ou R$ 36,87/saca) isto é, R$ 29,6/ton a menos do que o preço mínimo, sem contar que não há nenhuma remuneração prevista para cooperativas e cerealistas realizarem o trabalho em nome do agricultor (porque são elas que fazem tudo)”, explica Pacheco. 

 

O analista da T&F afirma que ninguém vai querer “trabalhar de graça e ainda ter que cobrir o rombo entre o preço prometido e o preço concedido pelo governo e não ser ressarcido? Por seu lado, os produtores do estado estão guardando o seu trigo e pedindo no mínimo R$ 40,00/saca para vendê-lo. Por isso ficaram de fora”.

“Já no Rio Grande do Sul a situação é diferente: o mesmo cálculo acima garante R$ 36,87/saca no interior, quando o triticultor gaúcho recebe hoje cerca de R$ 29,00/saca, uma diferença de 27,14% a mais do que os atuais preços de pedra no estado. Então o leilão valeu a pena e o mercado se lançou com vontade, abocanhando 100% dos lotes, disputando preços de tal maneira a reduzir o prêmio em 17,29%. Estima-se que 85% dos arrematantes de PEPRO foram produtores (via cerealistas?) e 15%, cooperativas”, completa.

Pacheco aponta duas conclusões: A primeira é que os leilões não estão garantindo o Preço Mínimo do Governo Federal, de R$ 644,20/t a serem pagos ao agricultor; e a segunda é que os leilões não estão melhorando o nível geral do mercado físico, porque não estão enxugando estoques o suficiente para isso, mas apenas os dos lotes oferecidos nos pregões. O mercado físico não se mexeu (na verdade caiu um pouco em algumas regiões do PR).

 Agrolink

Soja segue em alta com demanda chinesa Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (06.12) alta de 4,25 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/17, chegando a US$ 10,4775 por bushel. O contrato de Março/17 subiu 5,50 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 5,00 centavos de Dólar.

Mais um dia de ganhos nas principais cotações dos futuros do mercado norte-americano de soja, sustentado pela forte demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos. A China segue comprando grandes quantidades de grãos, e há expectativa de que o próximo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) tenha viés altista.

 

Fonte: Agrolink

Após disparada, milho estabiliza nos EUA Análise Agrolink

O preço do milho na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (06.12) alta de 1,25 centavo de Dólar nos contratos de Março/17, fechando em US$ 3,6050 por bushel. As demais posições em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com valorizações entre 0,75 e 1,50 ponto.

 

Após fortes altas na abertura da semana, o mercado norte-americano do milho registrou uma sessão de leves ganhos nas principais cotações dos futuros. A demanda internacional pelo cereal dos Estados Unidos segue aquecida, mas os ganhos são limitados em função da conclusão da colheita recorde na safra 2016/17.

 Fonte: Agrolink

Agricultura digital está próxima de “estouro da bolha”

“Vai acontecer com a agricultura digital o mesmo que aconteceu com a própria Internet em meados de 2000, 2001, com empresas quebrando. É um período de depuração”. A afirmação é de Bernhard Kiep, especialista em agricultura digital, da Pessl Instruments, que palestrou no AgTech Forum, realizado na última semana em São Paulo (SP).

De acordo com a ABStartups (Associação Brasileira de Startups) o País conta hoje com aproximadamente 70 empresas de agricultura digital. Apenas neste ano o segmento registrou um aumento de 70% sobre 2015, com projeção de que esse número triplique até o final do ano que vem.

 

Kiep analisa que não haverá espaço para tantas startups, porque “ainda é difícil encontrar no Brasil quem combine botina no pé e dedo no clique. Agricultura digital não é como criar um Waze ou um Uber. No campo, lidamos com plantas, animais, é um ambiente diferente, com muitas variáveis a mais”.

Segundo ele, só sobreviverá neste mercado “uma solução que comprove redução de custos”, e não quem “prometa que vai aumentar a produtividade da lavoura”. Na avaliação do especialista, o caminho não é o “Big Data”, e sim o “Right Data”, ou seja, tecnologias que tragam informações relevantes e diferenciais para o produtor rural.

 

Fonte: Agrolink

Caem negócios de commodities na BM&FBovespa em novembro

Foram negociados 136.908 contratos futuros e de opções sobre futuro de commodities na BM&FBovespa no último mês de novembro. O resultado representa baixa de 12,43% na comparação com os 156.330 contratos futuros e de opções registrados em outrubro de 2016. 

O número de contratos de milho negociados no período foi de 72.301, entre futuros e opções, ante 69.307 no mês anterior. O boi gordo fechou o período com total de 41.174 contratos negociados em novembro, ante 62.970 em outubro. O café arábica tipo 4/5 encerrou novembro com 14.409 contratos, enquanto em outubro o total foi de 12.920. 

O contrato futuro de soja (CME) registrou negociação de 6.032 contratos em novembro, ante 6.651 no mês anterior. O etanol hidratado registrou 1.513 contratos negociados, ante 2.521 em outubro.

 

Títulos do agronegócio

Em novembro, o estoque de títulos do agronegócio registrados na BM&FBovespa totalizou R$ 136,53 bilhões, ante R$ 139,69 bilhões em outubro. O estoque de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) totalizou R$ 130,29 bilhões, ante R$ 132,68 bilhões no mês anterior.

 

Fonte: Agrolink

Microxisto, eleita entre as melhores empresas de fertilizantes

Pelo segundo ano consecutivo a MicroXisto aparece no ranking da Revista Globo Rural entre as melhores empresas do Agronegócio. No ano de 2015 a empresa foi eleita a 8ª melhor no setor, e na edição de 2016 subiu três posições, sendo eleita a 5ª melhor empresa no setor de Fertilizantes. Esse resultado vem consolidar a evolução e posicionamento da Microxisto, que já vem ganhando destaque devido ao lançamento de novas tecnologias e inovações oferecidas no segmento de fertilizantes foliares.  

A Microxisto agradece a todos os clientes pela confiança e parceria, essenciais para alcançarmos tais resultados. Isso nos motiva a seguir buscando novas tecnologias, pautadas em qualidade e bons resultados a campo. 
 

Fonte: Agrolink

Trigo/Cepea: Cotações do farelo e das farinhas caem com força

Os valores do farelo e das farinhas de trigo vêm registrando quedas acentuadas na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Para o farelo, os recuos estão atrelados às desvalorizações do trigo em grão, à maior oferta do derivado – devido à elevação no processamento – e à menor demanda pelo produto por parte das indústrias de ração, em decorrência da melhora nas condições das pastagens. Além disso, segundo colaboradores do Cepea, a queda nas cotações do milho também influencia as desvalorizações do farelo de trigo.

 

No mercado de farinhas, os preços têm sido pressionados pelas vendas em ritmo lento. Conforme agentes de moinhos, compradores adquirem o derivado apenas quando há necessidade, já que o consumo dos produtos finais segue sem reação expressiva. Além disso, a baixa dos preços de trigo e a boa oferta desta matéria-prima estimularam pequenos moinhos que estavam parados a retomar o processamento. Assim, esses agentes estão mais flexíveis e vendem a farinha a preços inferiores, principalmente na região Sul. 

 

Fonte: Cepea

Produtores de milho safrinha têm incremento médio de 25% de produtividade por meio das Soluções Integradas Syngenta

Cerca de 1500 agricultores participaram desta edição do PIN – Programa de Produtividade Integrada da Syngenta -, voltada à cultura que ganha cada vez mais importância no Brasil

 
Criado com o propósito de incentivar agricultores brasileiros a alcançarem novos índices de produtividade a partir da aplicação dos protocolos da Soluções Integradas Syngenta, o PIN – Produtividade Integrada – contou pela primeira vez com uma edição que envolveu separadamente cerca de 1500 produtores de milho safrinha. Em um evento realizado em Comandatuba, na Bahia, a empresa premiou os 14 agricultores que obtiveram os melhores rendimentos em suas lavouras, tendo atingido resultados médios de 138 sacas por hectare, contra uma média nacional de 75 sacas por hectare.
 
Os bons resultados dos participantes foram viabilizados por meio das soluções integradas Granotop e Integrare Milho. A primeira envolve produtores ligados a cooperativas e tem como foco, além do aumento de produtividade, requisitos específicos com relação à qualidade do grão, uma vez que seu destino costuma ser o da indústria. Desenvolvida após um longo período de estudos conduzidos em parceria com a Universidade de Santa Maria (RS), a solução Granotop é integrada por híbridos, tecnologias e processos que visam ampliar a qualidade da ração que é originada a partir dos grãos e, consequentemente, do frango que chega à mesa dos consumidores. 
 
A solução Integrare Milho, que envolve as revendas e tem procolos muito similares, também viabiliza o aumento de produtividade por meio de processos acompanhados, do início ao fim, pela assistência técnica prestada por profissionais Syngenta.
 
“É importante ressaltar que a aplicação das Soluções Integradas Syngenta tem como objetivo viabilizar o alcance de mais produtividade usando menos recursos e insumos, atentar para o cuidado ambiental e assegurar que os produtores envolvidos recebam orientações sobre a correta aplicação de tecnologias, de forma totalmente alinhada aos pilares que compõem o nosso Plano de Agricultura Sustentável, The Good Growth Plan”, afirma William Weber, gerente de marketing da unidade Sul da empresa. 
 
A área total abrangida por esta edição do PIN foi de 93 hectares de plantação de milho safrinha, envolvendo os estados do Paraná (principalmente da região oeste) e do Mato Grosso do Sul. “Nosso objetivo é que no ano que vem tenhamos o dobro dessa área”, adianta William.
 
Com a palavra, alguns dos vencedores
 
Primeiro colocado pela Copacol e grande campeão desta edição do PIN, Elci Dalgalo afirma que “a tecnologia e as aplicações bem orientadas pelo time Syngenta, que também me auxiliou com processos corretivos de solo, fizeram com que eu alcançasse esse ótimo resultado de 181 sacas por hectare em minha lavoura – uma média histórica na cultura”.
 
Tendo colhido 170 sacas por hectare, Jurandir Alexandre Lamb conquistou o primeiro lugar entre os participantes da Copavel. “O acompanhamento técnico que recebi e a excelente resposta da tecnologia e dos híbridos utilizados me renderam 25% a mais em média de produtividade. Estou muito satisfeito com o resultado”, afirma.
 
Destaque entre os produtores da C. Vale, tendo colhido 142 sacas por hectare, Nelson Neiverth declara que “não apenas colhi mais, como aprofundei meus conhecimentos nas melhores técnicas de plantio. Participei do PIN pela primeira vez e agora vou participar sempre”. Assim como Pasqual Monsani, campeão pela LAR, que por conta do aumento de 20% que obteve em sua produção, está certo de que vai ampliar a área destinada ao programa no próximo ano.

 

Fonte: Agrolink

Cautela para recuperar as perdas

Os produtores da região Centro-Oeste do país deram início à temporada 2016/17 com bastante cautela. Com a quebra na safra passada, principalmente por culpa da falta de chuva causada pelo El Niño, muitos seguraram os investimentos em tecnologia para tentar reduzir custos e conseguir recuperar prejuízos. O diagnóstico é da Expedição Safra, projeto que faz um levantamento técnico-jornalístico da produção de grãos e, ao longo de novembro, percorreu as lavouras de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

No ciclo 2015/16, o clima castigou os três estados do Centro-Oeste brasileiro. A falta de chuva, em especial na época de enchimento dos grãos, resultou na perda de áreas inteiras. “Alguns produtores nem conseguiram colher a safrinha porque não justificava tirar o milho do campo com produtividade de 10 sacas por hectare, sendo que o índice normal é de 100 sacas/hectare. Os produtores estão receosos na região toda, tentando se recuperar do tombo da safra passada”, aponta o integrante da Expedição, Antônio Senkovski.

Em Goiás, estado que mais sofreu com perdas durante a segunda safra, muitos produtores seguraram os investimentos em adubação. “Em vez de colocar 100 sacas de adubo, colocaram 80, o mínimo para ter um bom resultado. Um pouco por receio de que o cenário do ano passado se repita, mas também porque boa parte ainda precisa quitar dívidas”, destaca Senkovski. As cooperativas goianas estão tentando renegociar contratos de venda antecipada do ciclo anterior e usar a próxima safrinha como pagamento.

Em Dourados (MS), os agricultores também estão tendo que refazer as contas, pois o custo de produção cresceu entre 30% e 35% desde o último ciclo. Conforme apuração da Expedição Safra, o reajuste nos gastos se deve, principalmente, ao aumento do uso de defensivos para combater ervas daninhas. Segundo Senkovski, os produtores que não fazem rotação de cultura ou cobertura do solo durante o inverno, estão tendo que fazer três aplicações somente antes de entrar com a semente da soja.

Se na temporada passada o vilão foi o El Niño, neste ciclo o clima promete uma trégua. Com a confirmação da ocorrência de La Niña moderado, até o momento, não faltou chuva para o plantio. Em algumas regiões, o período chuvoso chegou antes do esperado, possibilitando a antecipação do calendário. Segundo Senkovski, a região de Nova Mutum e Campo Novo do Parecis (MT), e no norte do Mato Grosso do Sul, a semeadura da soja foi antecipada em até um mês. “É um recorde histórico. Nunca se plantou soja tão cedo”, ressalta o integrante da Expedição Safra. Com a antecipação, produtores e cooperativas esperam ganhar rendimento na safrinha, composta principalmente por milho, milho pipoca, semente de girassol, algodão e sorgo.

 

Fonte: Agrolink

Soja cai pelo dia nos EUA Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quinta-feira (1º.12) baixa de 2,50 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/16, chegando a US$ 10,2975 por bushel. O contrato de Março/17 desceu 2,25 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 desvalorizou 3,50 centavos de Dólar.

 

Pelo terceiro dia consecutivo o mercado norte-americano de soja teve perdas nas principais cotações dos futuros, dando sinais de que a demanda começa a ser direcionada à América do Sul. Mesmo assim, as quedas foram limitadas em função dos últimos reportes de vendas para exportação, especialmente para a China.

 

Fonte: Agrolink

Brasil tem meta de triplicar produção de biocombustíveis até 2030, diz fonte

O Brasil trabalha em um plano que deverá traçar uma meta inicial de triplicar a produção de biocombustíveis do país até 2030, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto nesta quinta-feira. A expectativa é que a iniciativa, que vem sendo chamada de RenovaBio, ajude o país a chegar a 2030 com uma produção de aproximadamente 100 bilhões de litros de biocombustíveis por ano, adiantou a fonte, sob a condição de anonimato porque o plano ainda não é público.

A meta é válida para etanol, biodiesel e biocombustíveis em geral. Em 2030 os números já consideram o país produzindo maior volume também de biogás e bioquerosene para aviação, cuja oferta local é hoje praticamente nula. "Será uma revolução no setor", disse a fonte, que adiantou que o plano deverá focar principalmente uma agenda microeconômica para alavancar investimentos e emprego na área de biocombustíveis.

 

Na segunda-feira, autoridades do Ministério de Minas e Energia afirmaram que o plano RenovaBio será apresentado aos agentes do setor de biocombustíveis em uma reunião agendada para 13 de dezembro na sede da pasta. O cronograma do governo prevê a abertura de uma audiência pública sobre o plano em 2017. A ideia é que após esse processo de consulta o RenovaBio seja submetido a apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que reúne autoridades federais do setor de energia, em meados do ano que vem.

 

Fonte: Reuters

Dow AgroSciences apresenta solução para o setor elétrico

Nesta terça-feira  (29.11) a Dow AgroSciences apresentou o Manejo Integrado de Vegetação ( MIV),  que chega ao Brasil para auxiliar no desafio do controle da vegetação nas faixas de passagem. A solução ja é consolidada nos EUA e no Canadá ha nais de 50 anos.

De acordo com a Gerente de Contas Especiais da Dow, Vakeska De Laquila,  a vegetação que se desenvolve nestas  áreas podem causar grandes prejuízos para as concessionárias de energia, podendo causar apagoes e incêndios.

 

O MIV é uma solução eficiente e sustentável para o manejo de vegetação debaixo das linhas de transmissão e engloba a aplicação de herbicidas registrados para esta finalidade. Além disso, o MIV também colabora para a redução nas emissões de CO2. Ao manter a vegetação que não traz interferências negativas para a operação e manutenção das linhas de transmissão, o solo fica exposto e, consequentemente, há menor emissão  de gases de efeito estufa.

A Dow realiza a habilitação e treinamentos periódicos para as empresas certificadas.

 

Fonte: Agrolink

Demanda aquecida mantém soja em alta nos EUA Análise Agrolink

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na segunda-feira (28.11) alta de 10,00 centavos de Dólar no contrato de Janeiro/16, chegando a US$ 10,56 por bushel. O contrato de Março/17 também subiu 10,00 centavos de Dólar, enquanto o vencimento de Maio/17 valorizou 10,25 centavos de Dólar.

 

Pela sétima sessão consecutiva, o mercado norte-americano de soja registrou ganhos nas principais cotações dos futuros. O principal fator de suporte segue sendo a demanda aquecida pela oleaginosa dos Estados Unidos, com vendas acima de dois milhões de toneladas por semana.

 

Fonte: Agrolink