Impacto da licença parental: Histórias de vida e trabalho

Impacto da licença parental: Histórias de vida e trabalho
Imagem: Canva

A licença maternidade e paternidade são períodos fundamentais na vida de qualquer família, especialmente para o desenvolvimento do bebê e o bem-estar dos pais. Vamos conhecer as histórias de Camila, Muriel e Bonfim, que mostram como é crucial ter um ambiente de trabalho acolhedor e empático.

A jornada de Camila: Desafios e suporte

A maternidade é um período transformador e desafiador na vida de qualquer mulher. Para Camila, coordenadora do departamento de pós-venda, essa jornada foi marcada por mudanças significativas, tanto pessoais quanto profissionais. Durante sua gravidez, ela vivenciou a pandemia, o que lhe permitiu trabalhar mais tempo em home office, garantindo maior segurança e tranquilidade.

Camila Pires com sua filha, Marcela

Ela menciona que, durante a gravidez, recebeu conselhos valiosos de Muriel, gerente da unidade de Soft Oils, que também é mãe. “Conversei com Muriel, que me incentivou a aproveitar ao máximo o tempo em casa com minha filha quando ela nascesse. Ela me ajudou a entender a importância desse período para nós duas”, relembra Camila.

Esse período de maior segurança e tranquilidade foi essencial durante a gestação, assim como a licença estendida, mas o retorno ao trabalho ainda foi complexo. Camila conta como o apoio de seus colegas foi fundamental, especialmente nas primeiras semanas após voltar ao trabalho, quando ainda estava ajustando sua rotina.

“Eu sempre fui muito organizada, mas a maternidade me ensinou sobre flexibilidade e gentileza comigo mesma. Saber que tinha um time empático fez toda a diferença”, diz Camila. O benefício de seis meses de licença-maternidade que a Aboissa oferece foi crucial para Camila, pois permitiu que ela estivesse presente durante a introdução alimentar de sua filha, uma fase desafiadora e vital para o desenvolvimento do bebê.

Camila também destaca como o suporte contínuo da empresa foi primordial para sua adaptação e bem-estar. “A Aboissa continuou me remunerando igualmente e ainda tive um acompanhamento, pois sempre falava com o pessoal, perguntavam como eu estava e se estava tudo bem. Esse apoio foi essencial para mim”, afirma.

Camila explica que, além do período de licença-maternidade, a flexibilidade oferecida na volta ao trabalho foi essencial. “A possibilidade de trabalhar em home office até o terceiro ano da criança faz toda a diferença. Isso me permitiu encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, algo que muitas mães não têm a oportunidade de fazer”, destaca.

Ela menciona que a flexibilidade do home office foi uma grande vantagem. “Trabalhar de home office me permitiu estar presente em momentos importantes da vida da Marcela. Pude acompanhar seu desenvolvimento de perto, ver seus primeiros passos e estar lá quando ela precisava de mim. Esse equilíbrio entre trabalho e maternidade foi crucial para minha felicidade e desempenho profissional”, diz Camila.

O retorno ao trabalho, embora desafiador, foi facilitado pelo ambiente acolhedor e compreensivo que encontrou. “Minhas cobranças internas sempre existiram, mas após a gravidez, ficaram ainda mais intensas. Preocupava-me se estava sendo vista com bons olhos, porque às vezes você precisa sair mais cedo ou chegar mais tarde, uma vez que imprevistos acontecem, especialmente quando a criança é pequena e você não consegue dar conta de tudo. Quando voltei a trabalhar, estava um pouco esquecida”, admite.

No entanto, Camila sentiu um apoio incondicional de seus colegas e da diretoria. “Desde a diretoria até as pessoas que trabalhavam diretamente comigo, não senti nenhuma pressão, mas muita ajuda. Então, era mais uma coisa da minha cabeça e mais uma cobrança minha do que do ambiente. A maternidade é maravilhosa e é um amor louco, mas é desafiador, porque você precisa estar bem preparada. A criança é imprevisível. A partir do momento que você se torna mãe, percebe que não tem controle de nada!”, reflete.

Para Camila, a experiência de voltar ao trabalho após a maternidade foi desafiadora, mas repleta de aprendizado e crescimento. “Ter um ambiente de trabalho que me apoia e entende minhas necessidades fez toda a diferença. Sou grata por isso”, conclui.

Muriel: Flexibilidade e empatia

Muriel, gerente da unidade Soft Oils, compartilha suas experiências com a maternidade e como encontrou apoio e flexibilidade no trabalho. Com duas experiências distintas, Muriel destaca a importância de um ambiente acolhedor e compreensivo para as mães trabalhadoras.

Muriel Aboissa com seus filhos, Giulia e Liam

Quando Muriel teve seu primeiro filho, Liam, ela decidiu voltar ao trabalho após cinco meses de licença. “Foi desafiador para alguém tão planejada como eu. Tive que aprender a ser flexível e gentil comigo mesma”, relembra. A volta ao trabalho trouxe muitas dificuldades na reorganização de sua rotina. “Há dias em que a mãe não dorme, dias em que seu filho acorda doente e você precisa flexibilizar toda a agenda. Gerenciar sua vida profissional e pessoal é muito difícil quando você é mãe.”

Muriel enfrentou frustrações tanto pessoais quanto profissionais. “Meu time, que já estava acostumado a lidar comigo, teve que lidar com atrasos e reuniões desmarcadas de última hora. Foi difícil para todos”, diz ela.

Com sua segunda filha, Giulia, Muriel decidiu retornar ao trabalho no mesmo tempo, mas optou por trabalhar meio período. “Essa decisão proporcionou a flexibilidade necessária para lidar com as demandas da maternidade e do trabalho”, explica. Trabalhando das 11h às 17h, ela consegue cumprir suas responsabilidades profissionais enquanto cuida de sua filha em casa.

Muriel destaca a importância de um ambiente de trabalho que apoie a amamentação. “Criamos um lactário no escritório, um espaço confortável e privativo para as mães extraírem leite. Isso é essencial para o bem-estar de quem amamenta”, afirma. Amamentar é um processo exaustivo e crucial, e o lactário oferece o necessário para o bem-estar das mães, que podem extrair leite e cuidar de seus bebês adequadamente.

“A Associação Brasileira de Pediatria recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Uma mãe pode amamentar entre 10 a 24 vezes por dia, gastando em média 3 mil calorias diárias. Isso é cansativo e demanda muita energia”, explica Muriel. Após os seis meses, a introdução alimentar é gradual, e a amamentação continua sendo uma parte significativa da nutrição do bebê até os 12 meses.

A criação do lactário no novo escritório foi um marco importante. “Esse espaço foi pensado com carinho para proporcionar conforto e privacidade. É um lugar onde as mães podem relaxar, sabendo que estão em um ambiente seguro e acolhedor. Amamentar ou extrair leite é um momento íntimo e muitas vezes solitário, e ter um espaço dedicado faz toda a diferença”, diz Muriel.

Muriel também enfatiza a importância de ter mulheres na liderança, especialmente mães, que compreendem as dificuldades e necessidades específicas que outras mães enfrentam. “Antes de ser mãe, eu não compreendia totalmente as dificuldades enfrentadas por outras mães no trabalho. A experiência da maternidade trouxe uma nova perspectiva e empatia, algo que é valorizado e incentivado aqui”, comenta.

Ela ressalta que a cultura de compreensão e apoio não deve ser apenas uma política da empresa, mas uma realidade vivida diariamente. “Eu tenho amigas em outras empresas que não têm essa flexibilidade e acabaram desistindo de amamentar devido à exaustão e à falta de apoio. Temos o privilégio de entendermos sobre o quanto isso é importante na Aboissa.”

Bonfim: A importância do suporte paternal

Lucas Bonfim, estagiário do setor financeiro, viveu duas experiências marcantes que mostram a importância da licença paternidade e do apoio no ambiente de trabalho. A chegada de suas duas filhas, em momentos diferentes de sua vida, revelou como a empatia e a flexibilidade no trabalho são cruciais para o bem-estar familiar.

Lucas Bonfim e suas filhas, Mariana (mais nova) e Manuela (filha mais velha)

Bonfim lembra que, quando teve sua primeira filha em 2020, não sabia que tinha direito a licença paternidade. “Eu descobri pesquisando no Google. Na época, eram apenas três dias, o que é insuficiente para apoiar a mãe e o recém-nascido. Esses dias mal cobriam o tempo do parto e o retorno para casa”, conta.

Ele descreve como teve que voltar ao trabalho no hospital rapidamente, deixando sua esposa e filha com a ajuda das avós. “Minha mãe e minha sogra ajudaram muito, mas eu sentia que estava perdendo momentos importantes da vida da Manuela e não podia dar o suporte necessário à minha esposa.”
A situação mudou completamente com a chegada de sua segunda filha, Mariana. Já trabalhando na Aboissa, a empresa reconheceu a importância de um maior suporte e ofereceu a Lucas não apenas os cinco dias legais, mas também um mês inteiro de home office. “Nossa diretora executiva, Ariane, foi muito empática. Ela entendeu que cinco dias não eram suficientes e propôs esse arranjo que fez toda a diferença.”

Bonfim descreve emocionado como essa decisão impactou sua vida. “Pude acompanhar minha esposa em consultas médicas frequentes e estar presente durante o parto, que teve complicações. Minha filha precisou ficar na UTI por uma noite, e estar lá fez toda a diferença para a recuperação da minha esposa e para o bem-estar da nossa filha.”

Ele destaca que essa flexibilidade permitiu que ele participasse ativamente dos primeiros momentos de vida de sua filha, ajudando nas tarefas diárias e proporcionando um apoio contínuo à sua esposa. “Poder estar presente e ajudar minha esposa nos cuidados com a nossa filha recém-nascida e a nossa filha mais velha foi crucial. Esse suporte também garantiu que eu pudesse focar no trabalho sem comprometer a minha presença em casa.”

Bonfim menciona que o suporte da empresa não impactou negativamente seus benefícios, garantindo a segurança financeira necessária durante esse período. “Eles mantiveram todos os meus benefícios, exceto o vale-transporte, que não era necessário. Isso me deu tranquilidade para me concentrar na minha família sem me preocupar com as contas.”

Ele também destaca como a cultura de empatia e compreensão no ambiente de trabalho fez toda a diferença. “Durante o mês de home office, sempre tive a flexibilidade necessária para ajustar minha rotina conforme as necessidades da minha família. Isso mostrou que a empresa valoriza realmente o bem-estar dos seus colaboradores.”

Bonfim reflete sobre como essas experiências moldaram sua visão sobre a importância da licença paternidade e o apoio no trabalho. “O suporte que recebi me permitiu estar presente e ativo nos primeiros momentos de vida das minhas filhas, algo que valorizo imensamente. Esses momentos são únicos e insubstituíveis.”

Ele expressa sua gratidão pelo apoio recebido. “Sou muito grato à minha equipe e à direção pela compreensão e empatia. Eles mostraram que não se trata apenas de números e resultados, mas de cuidar das pessoas e suas famílias.”

Apoio integral e humanizado

As histórias de Camila, Muriel e Bonfim mostram a importância de valorizar os colaboradores e oferecer um ambiente de trabalho inclusivo e acolhedor. As práticas humanizadas, que vão além das obrigações legais, são essenciais para apoiar os pais durante esses momentos significativos de suas vidas.

Essas histórias nos lembram que é possível equilibrar as demandas empresariais com empatia e respeito pelos colaboradores. O bem-estar das famílias reflete diretamente na satisfação e produtividade no trabalho, criando um ambiente onde todos podem prosperar.

Por Vanessa Ferreira

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